blog do escritor yuri vieira e convidados...

Categoria: Política Page 58 of 83

Direita e esquerda

Taí o Olavo de Carvalho afugentando as trevas de sobre esses termos políticos tão mal compreendidos

Fitas do caso Celso Daniel

Para quem não ouviu, neste site estão as gravações das escutas telefônicas do caso Celso Daniel. (Todas? Duvido.) Até outro dia, eram consideradas lendas, aliás, segredo de Estado.

Resultado do referendo

Algo me diz que Lula deve ter tremido nas bases ao receber o resultado do referendo das armas. Há de ser um preâmbulo para o resultado das próximas eleições…

Fagner no Financial Times

Deu no Financial Times, sobre a campanha do Sim à proibição da venda de armas e munições:

Raimundo Fagner, um astro pop entrado em anos, disse: “Sempre que um monte de artistas começa a falar, você sabe que alguma coisa está errada. Eles são um bando de carneiros que dizem o que lhes mandam falar e não pensam em nada”.

Dirceu: leal e mau

Passei umas boas três horas conversando com Gustavo Barcellos, que traduziu alguns dos livros do RPG Vampire. Mas quero me limitar a apenas uma constatação: segundo nossa análise (feita em meio a muita risada, é claro), o alinhamento do deputado José Dirceu – bom, parte dele, ignoramos destreza, inteligência, carisma, etc. aquelas coisas do sistema D20 – nossa análise mostra que ele é “leal” e “mau”. Isto é, ele é leal à sua própria visão maléfica da realidade. E ainda fica usando essa sua lealdade à própria biografia (biografia esta dedicada a uma ideologia que matou mais de 100 milhões de pessoas no século XX) como se isso, por si só, fosse um aspecto positivo. Como diz o Gustavo – e qualquer jogador de RPG sabe disso – um personagem “leal-mau” é muito pior que um “caótico-mau”. Este último é desprovido de método e sangue frio, elementos que o primeiro tem de sobra, o que faz com que sua maldade seja mais eficiente. E pior: o “leal-mau”, com certa dose de inteligência, é excelente para manipular personagens “caóticos-neutros” de sabedoria 0 ou -3, tipo o Lula. As pessoas deveriam jogar mais RPG. Nada como identificar o alinhamento dos personagens do nosso Globe Theatre, o planeta Terra. (Ai, dirão alguns, quanta baboseira esse maniqueísmo! E eu: maniqueísmo não, RPG. Pergunte ao Mestre: alinhamentos não são absolutos – vivendo e aprendendo a jogar…)

Concentração de poder

Do site Navegante de elmundo.es:

“James Bond já tem um candidato a inimigo empenhado em conquistar o mundo (!bwhahahaha!): uma simpática companhia com um logotipo colorido e ambição ilimitada: Google. Não contentes em terem inventado uma nova forma de publicidade, revolucionando como que por acaso o acesso à informação na Rede, agora parecem decididos a substituir a indústria das companhias telefônicas em conjunto. Seus últimos movimentos parecem indicar sua intenção de se converter em provedor de acesso à Internet via WiFi. A combinação de acesso sem fio + buscador + localização geográfica + armazenamento remoto será extremamente poderosa; literalmente mudará o mundo. Também causará uma concentração desmedida de poder nas mãos de uma companhia, o que não é bom. Por simpática que nos possa parecer.” (Leia mais.)

O aviso de um democrata

Esta é uma citação bastante pertinente que recebi do Gustavo Barcellos, assistente aqui do estúdio:

“Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades.”
(Benjamin Franklin)

CPI do Touro doido

Não é só o Brasil que tem CPIs estranhas. Paola Antonacio, uma amiga que está fazendo mestrado em Madrid, me disse que está rolando uma CPI das Touradas por lá, uma vez que descobriram um esquema no qual se dopavam os touros para encher a bola (e a bolsa) de toureiros espertalhões. Engraçado isso. A primeira e última vez que defrontei um touro furioso não era bem ele que estava dopado e sim… Lucy in the Sky with Diamonds!!!!

Referendo das armas

O bom de ler o Reinaldo Azevedo é que ele me tira o peso de ter de escrever sobre política, tema esse que já me desviou mais que o suficiente dos meus projetos atuais. Se minha opinião não tem um centésimo milésimo do peso da dele, se ela não se baseia, como a dele, em dados tão bem fundamentados, se não é tão expressiva e tão bem articulada, para quê então me esforçar tanto? Seu artigo Referendo das armas: por que voto “não” é daqueles em que assino embaixo, já que é exatamente o que venho dizendo a meus amigos e familiares: voto “não” por uma questão de princípios, por não querer submeter meu arbítrio à vontade absoluta do papai-Estado e não por ser um defensor ou usuário de armas. Como já escrevi aqui há mais de um mês, chega de entrar no assunto. Leiam o artigo dele e pronto.

Eis um excerto:

(…) na prática, o que se está dizendo aos brasileiros é o seguinte: “Não adianta: os ladrões continuarão a enfiar um revólver na sua cara, e não há nada a fazer quanto a isso. Não tendo outra coisa a fazer nem outro tipo de proteção a lhe oferecer, estamos cassando o seu direito de fazê-lo por si mesmo porque nossos estatísticos concluíram que a reação é contraproducente. Assim, optamos pelo desarmamento compulsório não para coibir a ação dos bandidos, mas para que você seja um refém mais inteligente”.

Vai tocar, Wagner Tiso!

O músico Wagner Tiso, em entrevista ao jornal O Globo, provou que como pensador político é um ótimo músico, muito embora eu, com meu quê de João Cabral de Melo Neto, que não gosta de música (gosto sim), não saiba citar sequer uma de suas composições. Imagino que o cara seja na verdade um entrante, isto é, o Wagner original desencarnou e cedeu o porco, digo, o corpo para a falecida Velhinha de Taubaté, que hoje o habita. Do contrário, como explicar que, após tantas denúncias e testemunhos (incluindo o do governador de Goiás), o cara ainda acredite que o PT não se envolveu com corrupção e ainda tenha a manha de afirmar que voltará a votar no Lula? E chega a defender o governo alegando que nosso grande estadista aumentou a distribuição de renda, diminuiu a fome e todas essas mentiras que a publicidade petista tenta nos impingir. Incrível, chega a ser hilário. Ele só admite que o PT tenha manuseado – eu diria encuecado – R$55 milhões para molhar a mão de partidos aliados durante a campanha, o que para ele é perdoável, já que se tratava de verba com “destinação política”.

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