E por falar no Saddam, veja esses trechos da interpretação do programa Canopus a respeito desse taurino com mapa dominado pelo planeta Marte: “He has the power to fight dark forces, but also has the power to become one”; “the warrior that knows no limits” e “the Jupiter Pluto association is also one that can take you into the abyss. Power corrupts, and absolute power corrupts absolutely. A Jupiter Pluto aspect can be experienced on the ‘Godfather’ mode, and draw the native into a world of financial and power intrigues. The magnetism becomes manipulation. The Jupiter radiation is boosted by Pluto to gain always more power and control – the dark side of Pluto”.
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Às vezes o Kid Abbo – visitante deste site – me escreve apenas para narrar suas peripécias enquanto terrorista psicológico bem humorado. Mas agora ele exagerou. Kid, por favor, não enlouqueça seus sobrinhos, não lhes diga mais que o Saddam Hussein é Papai Noel e que, graças aos americanos, este ano não haverá presentes. Isso já não é humor negro, é pura maldade. Aliás, dizer que o Papai Noel tinha piolhos e tava machucado porque caiu do trenó foi o fim da picada. E tem mais: Saddam vive um momento de transe – “serei ou não serei executado?” – que deve ser respeitado. Em todo caso, caso meus sobrinhos peguem pesado esta semana, já saberei como me vingar… []’s
Agora o Bush quer “se livrar” do Iasser Arafat. Parece que o cara é fã do Charles Bronson.
Um amigo me escreveu para criticar um dos meus artigos – diz que sou reacionário – e, em seu email, no qual falava das “belezas” do Estatismo e dos “terrores” do capitalismo, escreveu UMA EMPRESA, em caixa alta, mostrando que tem pavor de empresas. E isto é estranho porque empresas são apenas instrumentos ideias para se sair da condição de escassez inerente à vida humana, afinal, os produtos que consumimos não nascem todos a esmo, em árvores. Empresa é ação em grupo sem esquizofrenia. (Vide “O Homem e a Técnica”, de Oswald Spengler.) Empresas que fazem merda apenas o fazem porque quem as dirige é imoral ou amoral. São como as facas: se acharmos que todas são do mal, que matam, como vamos cortar nossos pães? Os políticos acham que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas não produzem nada. A grana que gastam saiu dos impostos dos donos e empregados das empresas. A política é necessária, mas deve ser enxuta e colocar-se em seu próprio e humilde lugar. (Assista ao filme “A Invasão dos Bárbaros” e veja como são os hospitais canadenses controlados pelo governo e pelos sindicatos. Você verá que não adianta nada ser um país rico.) O grande problema dos empresários que queimam o filme do “instrumento empresa” é a motivação baseada no lucro. O lucro deveria ser não o fim, mas um meio de se realizar serviços. Serviços esses arbitrados pelos próprios donos, diretores e empregados da empresa, não por um governo externo. O governo apenas articularia os serviços das diferentes empresas, impedindo que duas empresas decidissem realizar o mesmo serviço social, ou que passassem uma por cima da outra, ou pior, por cima do povo. O governo deveria pensar apenas na segurança e na saúde, mais pela fiscalização que pela ação direta. Não deveria ficar sugando o sangue da iniciativa individual através de impostos abusivos. Da mesma forma que religião não pode se misturar com política, dinheiro tampouco o pode. Como vê, não se pode fazer qualquer “revolução” através da ação política. O dinheiro fácil, conseguido por meio de tributos, é muita tentação pra essa gente politiqueira. Como já disse minha querida Hilda Hilst: “a única revolução é a santidade”. Só a santidade pode ser vista, pelo próprio indivíduo, como ideal a ser almejado. E não diga que isso é utópico. utopia é o socialismo. A santidade não, mesmo a dos empresários. Por exemplo: Sri Rajarsi Janakananda, aliás, James J. Lynn foi dirigente de empresas de petróleo e presidente da maior companhia do mundo no ramo de seguros contra incêndio. Iniciado em Kriya Yoga, viveu uma vida equilibrada e atingiu o samadhi, a “graça da paz impertubável”. (Vide “A Autobiografia de um Iogue Contemporâneo”, de Paramahansa yogananda.)
Quem agüenta esses defensores do totalitarismo? Credo.
Uma funcionária da Biblioteca Nacional (RJ) acaba de nos informar – a mim e à Cássia, co-diretora – que atrasou dois meses para nos remeter o registro do meu roteiro – No Espelho do Cinema – porque, em todo esse tempo, não tinha envelopes para fazê-lo!!! Jesus Cristo, e pensar que um norte-americano – usando o editor de roteiros Movie Magic Screenwriter – só tem que clicar num ícone para fazer o registro! Enquanto isso a corja de políticos, funcionários públicos, empresários corruptores, presidentes turistas esbanjando à vontade… Se os americanos quisessem realmente invadir a Amazônia, eu me mudaria imediatamente para lá, a que pese todo o insuportável calor. Ninguém pode negar que fizeram um ótimo trabalho nos países que se submeteram: Itália, Alemanha e Japão.
Que lindo! A revista Isto É elegeu Palocci – o ministro da fazenda da revolução dos bichos (vide Orwell) – o “Brasileiro do Ano”! E o dito cujo ainda declarou: “Eu sou de esquerda e continuo socialista. Está muito enganado quem pensa o contrário”. Ou seja, exatamente a mesma constatação que, quando feita pelo Olavo de Carvalho, leva as pessoas a dizerem que o mesmo é um louco furioso. Leiam a matéria, a única diferença do que há ali para o que Olavo diz está no tom: o jornalista da Isto É considera um elogio o que para o Olavo é uma acusação procedente. Esse Palocci deveria assistir ao excelente filme “A Invasão dos Bárbaros”, de Denys Arcand. Pelo menos neste o protagonista, em vista dos fatos, se arrepende amargamente por acreditar em seus “ismos”.
Os esquerdinhas xiitas que me desculpem, mas não há nenhuma empresa “governando” a Internet. Há sim uma ONG sediada nos EUA, a Icann , sem fins lucrativos e com funções estritamente técnicas: é responsável pela distribuição de números de “Protocolo de Internet” (IP). Cada site tem o seu IP e se alguém não cuidasse da sua emissão e organização muita bagunça iria rolar. Aliás, tanto é verdade que eles não governam a Internet que nunca me mandaram assinar nada, não tiraram minhas impressões digitais, não metem o bedelho no que escrevo, não me cobram impostos, não me exigem documentos, nem me ameaçam com cadeia. Sem falar que tem muito dono de site que nunca ouviu falar dessa ONG. Nesse sentido, se considerarmos a hipótese de que sim, eles governam, ao menos estariam de acordo com Lao Tsé: “O melhor governo é o que menos aparece”. Enfim, como disse Ivan Moura Campos, um dos diretores da Icann, “se alguma coisa for alterada (na Internet), será uma hecatombe tecnológica”, ou seja, caos, ninguém acharará o site de ninguém. Tenho certeza que funcionários públicos de qualquer país, mesmo dos países mais desenvolvidos, mais cedo ou mais tarde, entre um bocejo e outro, emitiriam IPs repetidos. Então, quando alguém tentasse entrar no site do PT iria parar no da TFP…
Ai, esses anti-imperialistas…
Nenhum jornal tocou no assunto, mas a forma como descobriram o esconderijo de Saddam Hussein foi inusitada: botaram um agente da CIA para seguir o Lula!! Lógico, só pode ser. Quem não desconfiaria de alguém que compra um pacote turístico chamado “Ditadores do Mundo”? Lula só viaja para visitar essa gente! É claro que pretende imitá-los assim que for possível.
A crescente opressão exercida pelos fundamentalistas islâmicos sobre certos povos pode ser sentida através da leitura de Persepolis, uma HQ de Marjane Satrapi. Em comparação com a protagonista de Satrapi, podemos dizer que Mafalda era feliz e não sabia…
“O que me eriçou foi escutar, uma vez mais, um colega fazer angelismo e celebrar, com uma lágrima nos olhos, esse grande sentimento de fantasia: esperar um mundo todo açúcar e homens com asas. Nos lares, bem entendido, pensavam que se tratava de um nobre coração. Para mim, tratava-se de um representante de venenos. A literatura dispõe muitas vezes para esta segunda profissão.”
“O messianismo é uma doença cíclica do espírito.”
(Louis Pauwels)
