(…)
Não foram nem todos os brancos nem todos os capitalistas os que brutalizaram os índios americanos. A espoliação dos índios – culminada em fins de 1880, quando as tribos sobreviventes do oeste foram aglutinadas em reservas – foi o resultado duma relação corrupta e imoral entre certos industriais do norte, particularmente das ferrovias subsidiadas pelo governo, e os políticos federais cujas carreiras eles financiavam e promoviam.
A erradicação dos índios das planícies pelo exército da União foi uma forma indireta de assistência corporativa para as companhias ferroviárias politicamente conectadas, que recrutaram os poderes coativos do Estado central para roubar a propriedade indígena enquanto se envolviam com uma política genocida. Tal como muitos cidadãos da atualidade, os índios foram vítimas do poder governamental, não do capitalismo ou da cultura européia, como insistem os historiadores politicamente corretos de hoje em dia.
O Paulo Paiva, que esteve em Cuba com nossa amiga comum Andréa Leão, é que deveria contar essa história. Mas já que ele está enrolando – e tem mil outras cubanidades para narrar – vou contar ao menos essa, que muito me marcou. Ambos estavam em Havana, hospedados no apartamento de Alexey, um amigo cubano – que conheceram aqui mesmo no Brasil – e se preparavam para ir passar alguns dias com outros amigos do outro lado da cidade. Como Alexey (o amigo) tinha carro, imaginavam que ganhariam uma carona até lá. As malas feitas, a bagagem pronta, ouvem do anfitrião:
“Desculpe, não poderei levá-los, mas vocês vão conseguir um taxi fácil-fácil aí na rua”.
Andréa e Paulo acharam normal, tudo bem, disseram, não queriam incomodar o cara que certamente teria mais o que fazer. Mas Alexey permanecia constrangido, uma expressão de consciência pesada estampada no rosto.

Sentiu a sutileza???

…para que vocês participem mais.
Opa, não posso ficar fora desta campanha. Por favor, meninas, participem! Minha contribuição, inspirada no post número 2 (quem assistiu ao filme entenderá):


Mais uma adesão. C’mon, girls! (Chamemos a esta imagem “Leitora Boazinha escapa e foge do escritor mauzão”). Para quem não conhece, trata-se da maravilhosa Druuna, personagem do desenhista italiano Paolo Serpieri – ficção-científica erótica. Uma excelente mistura. Suas histórias foram publicadas de forma incompleta no Brasil em edições especiais da revista Heavy Metal.
Vou aderir à ameaça do Yuri às nossas colegas articulistas e passar a postar imagens de mulheres-objeto até que elas passem de fato a colaborar com o blog. Segue a primeira:

Veja, no Digital Devil Story, mais uma boa sequência de cartuns sobre essa confa islâmica.

Este avião é que deveria ter sido comprado para o Lula e para sua comitiva. Aposto que teria sido muito mais barato. Sem falar que eles se divertiriam muito mais num desses périplos pela África. E nós também.

