A história da literatura está repleta de casos em que uma jovem se apaixona por um poeta ou por um artista devasso e mais tarde o deixa para se casar com um empresário bem sucedido. Essas histórias revelam um aspecto fundamental da natureza da psique feminina, que muitas vezes escapa às próprias mulheres, mas que nunca deixa de se manifestar na realidade.
Na juventude a mulher precisa se entregar a experiências de transgressão para descobrir, por si mesma, a utilidade e a necessidade da disciplina e das normas sociais. Também é comum que ela queira adotar qualquer comportamento que esteja em franco contraste com as normas e os conceitos de seus pais, para medir a autoridade que eles têm sobre ela. Assim, o poeta marginal, o artista devasso, o hippie doidinho ou, nos casos mais extremos, um criminoso verdadeiro, aparecem como os homens que possibilitarão à mulher viver as experiências que ela precisa viver naquele período; e ela se sentirá atraída por eles. Além disso, é nesse período que a mulher precisa medir a sua própria capacidade de seduzir e é natural que ela queira “testar-se” com algum homem antes de partir para o relacionamento que ela julga que realmente a realizará.
