O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados…

Categoria: meio ambiente Page 1 of 7

Kuwait, 1991

Apenas porque esta noite sonhei com o combate a incêndios em poços de petróleo…

Para ajudar Santa Catarina


Veja mais fotos como esta em Ação de ajuda as vítimas das enchentes no sul do Brasil

Do G1:

SÃO PAULO – O Banco Itaú também abriu uma conta em benefício da Defesa Civil de Santa Catarina com o objetivo de receber doações dos interessados em ajudar as vítimas das enchentes naquele estado. Outras contas estão disponíveis também no Banco do Brasil e no Bradesco.

Seguem abaixo os detalhes das contas:

Itaú:
Agência: 0289
Conta: 69.971-2

Observação: Os recursos serão direcionados para o Fundo Estadual da Defesa Civil Catarinense, CNPJ: 04.426.883/0001-57.

Bradesco:
Agência: 348-4
Conta: 160.000-1

Observação: Os depósitos de ajuda devem ser realizados nominalmente para Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ 04.426.883/0001-57.

Banco do Brasil:
Agência: 3582-3
Conta: 80.000-7

Observação: Os recursos recebidos serão repassados para a Secretaria de Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.

(Valor Online)

Todos sabem que, se deixar por conta do governo, Santa Catarina já era. Logo, que cada um ajude como puder.

Reserva Legal

Estou dirigindo o piloto de um programa de TV sobre meio-ambiente cujo primeiro tema é justamente a famigerada “reserva legal”. E não é que o Olavo toca no assunto neste artigo?

Graças a essa longa e pertinaz conspiração de omissões, a esquerda revolucionária teve todo o tempo e a tranqüilidade que poderia desejar para alterar o mapa do poder político brasileiro ao ponto de torná-lo irreconhecível. Quem manda no Brasil, hoje? Um bom indício é a propriedade da terra. Seis por cento do território nacional pertencem a estrangeiros, dez por cento ao MST, outros dez a “nações indígenas” já sob controle internacional informal, quinze ou vinte são controlados pelos narcotraficantes locais aliados às Farc, mais dez ou quinze estão para ser transferidos aos “quilombolas”. Na área restante, só os imensamente ricos conseguirão cumprir a exigência de “averbar reserva legal” (leiam o odioso decreto 6.514 de 22 de julho de 2008), os demais sendo obrigados a pagar multas que em breve tempo ultrapassarão o valor das suas propriedades, as quais então serão transferidas automaticamente ao governo. O que está acontecendo neste país é a mais vasta operação de confisco territorial já observado na história humana desde a coletivização da agricultura na URSS e na China – e as chamadas “elites”, sentadas sobre esse paiol de pólvora, com um sorriso amarelo na boca, só querem dar a impressão de que a paz reina, as instituições são sólidas e São Lulinha zela pelo bem de todos.

Na natureza selvagem

Acabei de assistir ao filme do Sean Penn sobre o livro do Jon Krakauer, Into the Wild. O belo filme parte de uma premissa, para mim, equivocada. A idéia de natureza e, por tabela, de ser humano. A citação de Byron, ao início, é exemplar: There is a pleasure in the pathless woods; / There is a rapture on the lonely shore; / There is society, where none intrudes, / By the deep sea, and music in its roar; / I love not man the less, but Nature more…

Byron é um romântico e sua visão da natureza é igualmente romântica. Que um jovem de 21 anos se sentisse atraído por esta concepção é natural. É exatamente o modo como o personagem se define, um “viajante estético”. Puro Sturm und Drang. Entretanto, assim como o romantismo, Alexander Supertramp é cego para as revoluções inconscientes de sua afetividade, o verdadeiro subtexto de seu amor pela natureza.

É um filme de formação, sem dúvida. Assim como o Wilheim Meister de Goethe, Supertramp encontra os mais diferentes tipo humanos, desde hippies em crise existencial até o velho viúvo que lhe abre a chave de interpretação para o próprio passado. Mas um século que já conheceu a psicanálise e a psiciologia cognitiva não pode, simplesmente, deixar-se levar pela idéia de uma natureza como caminho para o Deus interior. Infelizmente Alex se embrenha cada vez mais no mato para encontrar, ao final, exatamente aquilo do qual estava fugindo: a humanidade. Pobre menino, andando em círculos atrás de si mesmo, perseguindo uma idéia de natureza há séculos perdida.

Todos que encontra parecem assombrados com sua espontaneidade e sagacidade. Estão, na verdade, apaixonados pela juventude que o tempo lhes roubou. Estão apaixonados pela natalidade, pelo novo começo que ele representa. Alex representa as possibilidades que todos eles não aproveitaram. Mas não vai aí dose alguma de ressentimento, só carinho. Todos o observam com olhos humanos que ele claramente ignora, em sua ainda infantil negação da civilização.

Ao assistir o filme, ao contrário de outros amigos, não me deu vontade de voltar às montanhas ou às trilhas. Na verdade senti um orgulho danado de já ter ido e voltado.

Tempos para Otimismo ou Pessimismo

Você acha que os tempos são para otimismo ou pessimismo? Eu sinceramente não sei.

Por um lado, discordo do catastrofismo ambientalista por achá-lo iminentemente imobilizador e calcado num deletério idealismo que, no limite, nos proíbe de viver hoje. Por outro, por mais liberal em termos econômicos que me considere, não compartilho a fé cega da economia clássica na inovação tecnológica. Parece-me evidente que há limites físicos reais ao crescimento, não apenas num futuro distante.

Pela sua importância, traduzi o ótimo artigo abaixo do economista Paul Krugman, publicado no New York Times de hoje. Sua pergunta básica é a de se a atual alta nos preços das matérias-primas refletem especulação, descompasso temporário entre oferta e demanda ou se efetivamente significam que estamos atingindo limites planetários.

Se preferir ler o artigo em inglês, clique aqui.

Sem planeta para explorar

PAUL KRUGMAN

Há nove anos atrás, a The Economist estampava uma grande história sobre o petróleo, então à venda a 10 dólares o barril. A revista avisava que isso poderia não durar. Diferentemente, sugeria que o petróleo poderia muito bem cair para cinco dólares o barril.

De qualquer maneira, a The Economist asseverava que o mundo se encontrava diante “da perspectiva de petróleo abundante e barato no futuro visível”.

Na semana passada, o petróleo atingiu 117 dólares.

Não é somente o petróleo que contradiz a complacência de poucos anos atrás. Os preços dos alimentos também dispararam, assim como os preços dos metais básicos. A escalada global nos preços de commodities faz renascer uma questão de que já não se ouvia muito falar desde os anos 70: estoques limitados de recursos naturais representarão um obstáculo para o futuro crescimento econômico mundial?

A forma pela qual se responde a esta pergunta depende essencialmente daquilo que se acredita estar impulsionando o aumento nos preços das matérias-primas. Falando de forma ampla, há três visões rivais.

A primeira é a de que se trata basicamente de especulação: investidores, em busca de altos retornos numa época de taxas de juros baixas, correram para os mercados futuros de commodities, levando para cima os preços. Segundo esta visão, em algum momento a bolha estourará e os altos preços das matérias-primas seguirão o caminho da Pets.com*.

A segunda visão é a de que os altos preços das matérias-primas têm de fato uma base em fundamentos econômicos, sobretudo a demanda rapidamente crescente dos chineses que agora comem carne e dirigem carros, mas que, com o tempo, perfuraremos mais poços, plantaremos mais hectares e a oferta maior puxará novamente os preços para baixo.

A terceira visão é a de que a era de matérias-primas baratas realmente chegou ao fim: estamos ficando sem petróleo, sem terras para a expansão da produção de alimentos e, de modo geral, sem uma planeta para explorar.

Eu me encontro em algum lugar entre a segunda e a terceira visão.

Há algumas pessoas muito inteligentes, George Soros entre elas, que crêem estarmos vivenciando uma bolha de commodities (apesar de o Sr.Soros dizer que a bolha ainda está em sua “fase de crescimento”). Meu problema em relação a esta visão é o seguinte: como estão os estoques?

Normalmente, a especulação impulsiona os preços das commodities por meio da formação de estoques camuflados. Não há, entretanto, qualquer sinal de estocagem camuflada de recursos nas estatísticas: os inventários de alimentos e metais estão próximos de seus pontos mais baixos na história, ao passo em que os inventários de petróleo estão absolutamente normais.

O melhor argumento para a segunda visão, a de que o momento crítico para as matérias primas é real, porém temporário, é a forte semelhança entre o que vemos agora e a crise das matérias primas nos anos 70.

O que os americanos mais se lembram a respeito dos anos 70 são os preços crescentes do petróleo e as filas nos postos de gasolina. Houve também, entretanto, uma severa crise alimentar global, que gerou bastante angústia nas filas dos caixas de supermercados – lembro-me de 1974, como o ano do Hamburger Helper** – e, muito mais importante, ajudou a provocar fomes devastadoras em países mais pobres.

Em retrospecto, o boom das commodities entre 1972 e 1975 foi provavelmente resultado de um rápido crescimento econômico mundial, superando a oferta, somado aos efeitos de um clima ruim e do conflito no Oriente Médio. Por fim, a má sorte acabou, novas terras passaram a ser cultivadas, novas fontes de petróleo foram descobertas no Golfo do México e no Mar do Norte, e as matérias-primas se baratearam novamente.

As coisas podem ser diferentes desta vez, entretanto: a preocupação em relação ao que poderia acontecer quando uma economia em constante crescimento força os limites de uma planeta finito soam mais reais hoje que nos ano 70.

Uma das razões para tanto: não creio que o crescimento chinês venha a diminuir de forma significativa em breve. Isso representa uma enorme diferença em relação ao que se passou nos anos 70, quando o crescimento no Japão e na Europa, as economias emergentes da época, declinou, retirando com isso muito da pressão que pairava sobre as matérias primas do planeta.

Neste meio tempo, as matérias-primas estão cada vez mais difíceis de encontrar. Grandes descobertas de petróleo são hoje poucas e cada vez mais espaçadas entre si. Nos últimos anos, a produção de petróleo a partir de fontes novas mal superou o decréscimo da produção nas fontes já estabelecidas.

E o clima ruim afetando a produção agrícola desta vez começa a parecer mais fundamental e permanente que o El Niño e a La Niña, que quebraram safras 35 anos atrás. A Austrália, em particular, se encontra agora no décimo ano de uma seca que se parece cada dia mais com uma manifestação de longo prazo de mudanças climáticas.

Suponha que realmente estejamos nos confrontando com limites globais. O que isso significa?

Mesmo que se revele que de fato estamos passando pelo ápice da produção de petróleo, isso não quer dizer que um dia iremos dizer “Oh, meu Deus? Acabou o petróleo!” e assistir ao colapso da civilização rumo a uma anarquia ao estilo Mad Max.

Mas os países ricos enfrentarão pressões constantes sobre suas economias oriundas de preços crescentes de matérias-primas, tornando mais difícil elevar os padrões de vida. E alguns países pobres se verão vivendo perigosamente próximos da borda do abismo ou cairão nele.

Não olhe agora, mas pode ser que os bons tempos tenham acabado de acabar.

*A Pets.com foi uma empresa online símbolo da bolha especulativa em torno das ações de empresas da Internet no final da década de 1990.
**Marca de comida semi-pronta nos EUA.

UPDATE: uma tradução do artigo acima foi publicada em 22/04/08 na Folha de S. Paulo (para assinantes UOL/Folha).

Pegada de Carbono

GW

O Instituto de Defesa do Consumidor e o Vitae Civilis desenvolveram um calculador de pegada de carbono adaptado para o cidadão urbano brasileiro.

Ibama investe em recuperação de área devastada

Não sei porque todo esse mafuá em relação aos gastos do Ibama via Siafi. Eu acho normal. Vejam a matéria abaixo, direto do Popular

Depois dos cartões corporativos, agora é o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) que pode estar sendo utilizado para gastos irregulares de recursos públicos. O POPULAR apurou que a Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Goiás gastou pelo menos R$ 23,39 mil com serviços de uma clínica de estética entre 2005 e 2007. O próprio Ibama e o Ministério Público Federal (MPF), que já estão investigando o suposto desvio, acreditam que o rombo pode ser ainda maior.

Os pagamentos, segundo as investigações, seriam efetuados de forma irregular pelo Siafi, camuflados juntamente com outras transferências de valores referentes a despesas regulares do órgão, como pagamento de conta telefônica. O Ibama teria detectado a suposta irregularidade no último dia 15, após ser questionado por um jornal carioca sobre despesas com a empresa Angela Karina Centro de Estética Ltda. As informações estavam no Portal da Transparência, que publica os gastos do governo federal.

Segundo a prestação de contas do instituto, em 2005 foram gastos R$ 3.837,42 com o centro de estética. Em 2006 foram R$ 9.523,87 e em 2007, R$ 10.038,64. A discriminação dos supostos serviços prestados pela empresa, segundo publicado no Portal da Transparência, indicam gastos com “locação de mão-de-obra”, “material de consumo” e “outros serviços”. A clínica, que fica no Setor Marista, segundo funcionários, oferece tratamentos estéticos como limpeza de pele, maquiagem definitiva, peeling, hidratação, drenagem linfática e banho de lua.

Ora, toda área devastada merece investimento para sua recuperação.

Andando em círculos

Um dos grandes acontecimentos na administração pública de Goiânia, este ano, seria o edital para nova concessão do transporte público da capital. Depois de quase 40 anos sem licitação, novas empresas teriam oportunidade de morder um bolo de mais ou menos 30 milhões de reais mensais, gerados pela demanda por transporte. Mas parece que o dinheiro é pouco. Leio no Popular que ninguém novo apareceu para concorrer com as empresas já estabelecidas na cidade. Ou seja, fica tudo mais ou menos como está. A cidade foi dividida em 5 lotes (o primeiro é o eixo anhanguera, e ele não está incluído na licitação) e apenas 4 empresas fizeram propostas: HP, Reunidas, Rápido Araguaia, Cootego.

A matéria afirma que as regras do novo edital mudaram e que as empresas deverão realizar investimentos em torno de 660 milhões. Não creio. O transporte coletivo da cidade é muito ruim exatamente porque é uma concessão na qual as empresas dividem um bolo sem concorrer entre si. E, além disso, esta licitação vale para os próximos 20 anos. Se até agora estas empresas se mostraram tão sensíveis às necessidades da população quanto um inquisidor medieval diante de um herege, não é porque está escrito em algum lugar que haverá investimento que o investimento virá; e se vier, só Deus sabe em que velocidade e priorizando quais áreas. Será que a CMTC realmente acredita que mordernizar um edital significa colocar mais um milhão de exigências burocráticas sem mexer no modelo de mercado implícito nele?

O problema do transporte é o grande problema desta capital e um dos maiores de qualquer cidade no futuro. Um trasporte coletivo moderno, eficiente é essencial para as pretensões de qualidade de vida de quem mora aqui. E, pelo visto, o futuro de quem anda de carro ou ônibus nesta cidade continuará encurralado em grandes terminais, número insuficiente de ônibus, tarifas altas (será a primeira coisa a sofrer reajuste, logo depois da validação do processo), trânsito caótico – por causa do excesso de carros de passeio, afinal quem vai confiar num transporte deste tipo e deixar seu conforto na garagem? – e na cupidez estúpida de um Estado ineficiente. Talvez a gente consiga, lá frente, morder o próprio rabo. Merecemos.

Fé no Ministério

Marina

Será que vale o barulho? E se o pastor trabalha de verdade? Cabem cultos religiosos no interior de prédios públicos? Se pode culto evangélico, pode fazer despacho também? O Eco noticia o cargo e as atividades de um pastor da igreja da ministra Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente.

MINISTÉRIO DA FÉ

Aldem Bourscheit

19.01.2008

Um pastor da Assembléia de Deus, mesma igreja freqüentada pela ministra Marina Silva, integra os quadros do Ministério do Meio Ambiente (MMA) desde Agosto de 2005. Ele já usou a estrutura do órgão público para auxiliar na organização de ao menos um evento religioso, em 2007. E, segundo fontes ouvidas no ministério, não foi a única vez. Ele também dirige cultos evangélicos nas salas destinadas ao serviço público federal, freqüentados por servidores de todos os escalões.

A série de palestras, vídeos e debates Os Cristãos e a Criação – Responsabilidade Socioambiental, que começou em 25 de junho e se estendeu até 30 de julho de 2007, lançou a chamada Rede Jubileu da Terra no Distrito Federal. Um panfleto distribuído na ocasião, no Congresso e outros pontos de Brasília, traz o nome do pastor Roberto Vieira e dois números de telefone, um fixo e outro celular. O número fixo é do Ministério do Meio Ambiente, o mesmo divulgado como contato ao pé da página principal da 2º Conferência Nacional do Meio Ambiente – 2ª CNMA, onde Vieira trabalha. O impresso traz um retoque manual, já que os prefixos do MMA foram alterados na mesma época.

O pastor é o carioca Roberto Firmo Vieira, contratado como consultor pelo MMA com dinheiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para ajudar a organizar da Conferência Nacional do Meio Ambiente, evento bienal que reúne ONGs, setor privado e governos estaduais . Aos 50 anos, ele já trabalhou na Empresa de Correios e Telégrafos (1982-1984), no Ministério dos Transportes (2002-2003), na Câmara dos Deputados (2001-2002) e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1985-1986), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Sua experiência na organização de eventos inclui experiências como o encontro Com Jesus são Outros 500, na Esplanada dos Ministérios (2000) e ainda a Marcha para Jesus e o Dia dos Evangélicos (2001).

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Quando queremos desaparecer?

Artigo do Professor José Eli da Veiga na Folha de hoje.

Ambientalismo, entre crença e ciência

JOSÉ ELI DA VEIGA

“SALVAR O planeta” é uma expressão tão falsa quanto presunçosa. Pois nada que a espécie humana possa fazer afetará o planeta na escala geológica de tempo, de milhões de anos.
Diferentemente do que pretende esse slogan, não é a Terra que está sendo posta em perigo por drásticos impactos ambientais contemporâneos, como aquecimento global, erosão da biodiversidade ou escassez e degradação dos recursos hídricos.
O que está na berlinda é a possibilidade de a espécie humana evitar que o processo de sua própria extinção seja acelerado pela depleção de boa parte dos ecossistemas que constituem a biosfera. Essa fina e delicada camada que envolve o planeta.
Na mesma toada, também é falso e presunçoso o discurso que apresenta a conservação da natureza como forma de “superar as ameaças à vida no nosso planeta”. A continuidade da maior parte das formas de vida -das bactérias às baratas, passando pelas amebas- nem de longe está ameaçada pela capacidade destruidora adquirida pela espécie humana.

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