O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados...

A visitante do planeta X

A Visitante do Planeta XEntre 1997 e 1999, publiquei crônicas mensais na revista Guia da Farmácia, da ABAFARMA (Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico), editada pela Editora Price e com distribuição nacional. (Cada farmácia associada recebia ao menos um exemplar.) Eu ainda não encontrei os disquetes com as cópias desses textos, mas, como venho dizendo ao longo desta semana, a cada dia me deparo com algo novo nas caixas que havia deixado aqui em São Paulo. Hoje encontrei algumas provas gráficas dessas crônicas em papéis do tipo Imation Matchprint, gentilmente cedidas, na época, pelo Rogério Franco, sócio da editora. Seria muito melhor, claro, se eu transcrevesse texto por texto para o site. Mas estou morreeeeeendo de preguiça de tal trabalho mecânico. Por isso, por enquanto, me limitarei a escolher algumas e colocar suas cópias escaneadas neste blog. A primeira se chama A visitante do planeta X e foi publicada na edição de Julho de 1998.

O Beijo

Há algum tempo venho alimentando essa mania de fotografar a TV. Às vezes sai algo interessante, como essa foto.
O Beijo

Primeiro conto publicado

E prosseguindo com minha busca pelas caixas abarrotadas de passado, eis que também encontrei meu primeiro conto publicado: Gusto de sangre, de Março de 1990, jornal El Día, Latacunga, Equador. Também foi escrito originalmente em espanhol e dentro da mesma linha adolescente-militante do artigo citado abaixo.

O Rio de Janeiro, segundo Wordsworth

Ralph Waldo Emerson, a respeito do poeta Wordsworth, que reencontrou durante uma viagem à Inglaterra em 1848:

“Julga o Rio de Janeiro o melhor lugar do mundo, para uma grande capital…”

Meu primeiro artigo

Ainda revirando meus arquivos, que encontrei em duas caixas aqui em São Paulo, dou de cara com o exemplar do jornal no qual publiquei meu primeiro artigo: Gaya, Nuestra Diosa, pide auxilio. Trata-se obviamente dum reflexo da minha chatérrima fase ecoxiita, o que prova a meus amigos ecologistas que eu já era um agitador enquanto muitos deles agitavam chocalhos e, por isso, passada essa etapa de aborrescência mental, isto é, de agitação, ecologismos radicais e místicos já não me emocionam em nada. O jornal chama-se El Día e é o principal jornal da cidade de Latacunga, no Equador, onde fiz intercâmbio estudantil entre 1989 e 1990. (Não é chique? O primeiro texto que publiquei foi escrito originalmente em espanhol…)

Contos vingativos

Meus amigos mais próximos – e principalmente duas ex-namoradas – conhecem as circunstâncias em meio às quais se desenvolveram os contos d’A Tragicomédia Acadêmica. Esta semana, ao ler a entrevista concedida por Monteiro Lobato ao jornalista Silveira Peixoto, de uma certa Gazeta Magazine, dou com o seguinte trecho:

Meus contos foram quase todos vingancinhas pessoais, desabafos. Quando eu sentia necessidade de vingar-me de um sujeito qualquer, não sossegava enquanto o não pintasse numa situação ridícula ou trágica, que me fizesse rir.

É exatamente isso. Daí eu dizer a um webamigo, num debate via email, que a raiva pode ser muito bem aproveitada na criação artística. E ele veio com o papo de que isso é feio, de que o que vale é o amor… Claro, há o amor e o frenesi pela palavra, mas não sei se uma ostra tem lá todo esse amor pelo grãozinho de areia invasor que cobre de nácar…

Livro esgotado

Depois de a página do meu livro, neste site, ter sido visitada 764 vezes desde Julho e a página da Livraria Cultura, referente ao mesmo livro, ter recebido outras tantas visitas, o dito cujo se esgotou. Obrigado aos que o adquiriram. Infelizmente, não sei quando sairá uma nova edição d’A Tragicomédia…, pois estou sem editora no momento. (E portanto sem nenhum exemplar aqui comigo.) Vou acender uma vela pro Monteiro Lobato e ver o que rola.

A Nível D

Ainda na casa dos meus amigos Joana e Dante, em São Paulo, eis que encontro duas caixas minhas entupidas de livros, textos que abandonei ou publiquei e, claro, mil e uma lembranças da época em que ali residi. Numa delas encontrei um exemplar da revista uspiana A Nível D, na qual publiquei alguns dos meus contos. Nem sei se essa revista ainda existe. Imagino que não. O número que tenho – Nº1, Ano 4 – deve ser de 1997 ou 1998. Seu editor, Sunami Chun, na época estudante de sociologia, é hoje diretor-presidente (e idealizador) da Monkey LAN House. Eis a capa:
A Nível D
O conto que publiquei nesse número foi Paralíticos e Desintegrados, para o qual os caras arranjaram ilustrações bem engraçadas:
Mauro Austris
Roberto Eca
Logo mais falarei sobre outros achados, alguns bem interessantes. Nada como fuçar no baú de antanho…

Vai tocar, Wagner Tiso!

O músico Wagner Tiso, em entrevista ao jornal O Globo, provou que como pensador político é um ótimo músico, muito embora eu, com meu quê de João Cabral de Melo Neto, que não gosta de música (gosto sim), não saiba citar sequer uma de suas composições. Imagino que o cara seja na verdade um entrante, isto é, o Wagner original desencarnou e cedeu o porco, digo, o corpo para a falecida Velhinha de Taubaté, que hoje o habita. Do contrário, como explicar que, após tantas denúncias e testemunhos (incluindo o do governador de Goiás), o cara ainda acredite que o PT não se envolveu com corrupção e ainda tenha a manha de afirmar que voltará a votar no Lula? E chega a defender o governo alegando que nosso grande estadista aumentou a distribuição de renda, diminuiu a fome e todas essas mentiras que a publicidade petista tenta nos impingir. Incrível, chega a ser hilário. Ele só admite que o PT tenha manuseado – eu diria encuecado – R$55 milhões para molhar a mão de partidos aliados durante a campanha, o que para ele é perdoável, já que se tratava de verba com “destinação política”.

A Colorsplash da Lomo

http://www.lomography.comHoje à tarde, aqui no Pulse Studio, troquei uma idéia com o Henri, diretor de arte da agência Leo Burnett, e ele me falou a respeito dessa câmera Colorsplash, da Lomo, uma espécie de Lada das câmeras fotográficas. Sim, uma máquina russa que sobreviveu ao ocaso da União Soviética. Segundo ele, a onda agora é comprar uma dessas geringonças – que contém flash colorido intercambiável – e colocar as fotos no fotolog da própria Lomo. É uma idéia das mais interessantes uma câmera com diversas cores de flash. Deve ser ótima para registrar nossas baladas vampirescas de cada “dia”. Mas infelizmente ela ainda usa película, o que dificulta um pouco a logística de um fotolog. Mas tá valendo.

Page 189 of 271

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén