Um certo Renato Pompeu está escrevendo um suposto romance eletrônico chamado O Poder Virtual. Leia algumas das entradas do blog – é isso o que o tal romance na verdade é – e me diga: onde está a literatura? Trata-se, na verdade, de um blog como outro qualquer (como este inclusive) a discorrer sobre sites e informações pescadas online. Só porque há o pretexto fictício de que é um louco internado quem navega na Internet rotula-se o tal weblog de romance. Muito engraçado. Imprima o que ali está em forma de brochura e veja se a leitura se sustenta. Duvido. Eu não sou um bom escritor, mas… puts, otário é a vovozinha.
O Pedro Novaes acaba de me enviar o artigo de João Ubaldo Ribeiro “Fé no Brasil num boteco do Leblon“. Leia e verifique sua própria capacidade intelectiva.
Quanto a mim, após a leitura, respondi o seguinte ao meu estimado amigo:
Pedro
Como artista e egocêntrico que sou, vou me investir daquilo que nosso amigo Olavo de Carvalho [o Pedro tem ojeriza pelo Olavo, que eu admiro, daí a ironia] disse a meu respeito há quase um ano atrás ( “O Yuri escreve melhor e é mais inteligente do que todos os ubaldos e veríssimos de plantão”) para poder explicar o que é que esse ubaldo aí está fazendo. É o seguinte: se esses deputados, ministros e o Lula fossem militares, ele, Ubaldo, se indignaria até a medula. Como são “progressistas”, isto é, “o que há de melhor” (supostamente), então, conclui, não há o que fazer, o brasileiro é intrinsecamente desonesto mesmo e assim seguirá sendo enquanto brasileiro for. Enfim, tudo bobagem de quem não quer aceitar o óbvio: o ser humano, não importa onde tenha nascido, está entregue às tentações, mas pode sim vencê-las. Esse ubaldo aí está apenas tirando o corpo fora, como se não fosse também ele responsável por ludibriar meio mundo, ao afirmar, nos jornais, por anos a fio, que há uma linha política imune às tentações. Quem acreditou, burro é. Aliás, seria um princípio de inteligência aceitar tal fato. Mas como ele não é tão inteligente quanto eu, que admito ser burro (um “intelectual de merda”) e alvo de tentações…
Abração
Yuri
Tô certo ou tô errado? Pô, o João Ubaldo queria era que o PT fizesse o que tinha prometido, isto é, coisas até piores do que estão fazendo, do tipo Chaves ou Fidel. Henry Miller tinha razão: a criação literária não tem nada a ver com o pensamento…
É deprimente não haver um dicionário etimológico online da língua portuguesa. Enquanto isso, vamos nos contentando com o Online Etymology Dictionary. Entre nós, a tal “democratização do conhecimento” é apenas uma figura de linguagem. E o que tem de sanguessuga nas universidades coçando o saco… puts, sem comentários.
Para quem está por fora dos últimos acontecimentos em Brasília, Dora Kramer dá um bom resumo em sua coluna de hoje. Roberto Jefferson mostrou que não dá pra confiar em nenhum engravatado de Brasília, logo, que legitimidade terá essa CPI? Tudo se passa como no filme “Os Intocáveis“, no qual Eliot Ness precisou dizer ao Juiz que também ele, Juiz, estava na lista de jurados comprados por Al Capone. Somente assim o meritíssimo aceitou trocar os jurados com os da sala ao lado, permitindo um julgamento justo. Quem na Câmara dos Deputados está limpo o suficiente para atirar a primeira pedra? Como saber quem foi e quem não foi comprado? Sim, porque nos intervalos da transmissão do depoimento de Roberto Jefferson, assistimos à propaganda do Partido Liberal, na qual seu presidente, Valdemar da Costa Neto, instava o povo a exigir providências. “A corrupção não pode continuar”, dizia ele. Fim do intervalo e vemos Jefferson respondendo ao mesmo Valdemar da Costa Neto sobre quem é que distribuía o tal dinheiro do “mensalão” no PL: ele mesmo, Valdemar. Algo me diz que as discussões de bastidores na Câmara se restringem ao sabor a ser pedido: se calabresa, se quatro-queijos, se portuguesa…
Ficou faltando a presença do Vesgo e do “Sílvio Santos” no depoimento do Roberto Jefferson…
Não deixe de visitar o site de Eduardo Cândido com sua ótima seleção de textos literários, filosóficos e religiosos.
Parece coisa das Organizações Tabajara, mas a verdade é que realmente existe um Books Price Comparator 3.0. Com ele você pode verificar em quais livrarias online aquele livro desejado está mais barato. Ótimo para intelectuais nerds…
Você sabe como se escreve seu nome em chinês? O meu é assim:
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Uma crônica sobre a possível invasão futura dos ideogramas chineses, o zhongwen.
É o Woody Allen quem paga para ser ouvido ou é o psicanalista quem paga para ouvi-lo? (Melissa, minha irmã, acredita que o psicanalista, cansado de woodyallenzices, cobra o triplo dele. Será?)
