Outro cara bacana é o secretário do Bruno, o Antônio Ramos, que também morou lá na Hilda Hilst. Ex-presidiário (era usuário e não traficante), ex-interno de sanatório espírita, ex-obreiro evangélico, ex-morador de rua e sempre marceneiro. (Reformou o teto e as portas da casa da Hilda.) Conversamos muito: inteligente, fraco para tentações, mas grande coração. Tipo o cara ali do espelho. Tanto estudante querendo ser secretário do Bruno e ele escolhe logo o carinha que dormia na Praça da República. E tem gente que ainda acha o poeta um escroto sem coração. Até parece.
Ei, fãs do Paulo, não se irritem com o Tolentino. Foi um dos únicos intelectuais de peso a defender o direito de o Paulo Coelho escrever e publicar o que bem entender. Para ele, terríveis mesmo são os irmãos Campos. E, nisto, dou o maior apoio. Ô gente enjoada. Concretismo é que é um verdadeiro punhetismo literário.
E por falar no Bruno Tolentino e no Herman Hesse, me lembrei que, segundo o Bruno, este alemão não é senão Paulo Coelho pra intelectual. 🙂 Será que é por isso que tem gente que quer comer o fígado do Bruno?
Um amigo meu, Edmilson, que estudava Engenharia Florestal na UnB, sempre me consultava sobre quais livros deveria ler. Eu dizia, “Pesadelo refrigerado”, e ele lia, “Crime e Castigo”, e ele tchuns, “Lobo da Estepe”, e ele pá. Ô cara pra confiar. Só que me arrependi depois de lhe indicar “O Idiota”, do Dostoiévski. Sempre que ele me via no ceubinho (UnB), berrava: “E aí, seu IDIOTA?” Todo mundo olhava, eu embaraçado, e só a gente entendendo. O pior é que sou um idiota mesmo…
Gente, quem encontrar o Bruno Tolentino numa dessas esquinas da vida, diga a ele que não me esqueci da promessa que ele me fez lá na casa da Hilda. Poxa, ô cara difícil de se achar. Pior do que eu. Esses meus chapas escorpianos…
Pois é, dia 21/04 é aniversário da Hilda Hilst e talvez o pessoal faça uma festinha lá na Casa do Sol. Conseguirei comparecer?
Caramba, fiquei de escrever um longa sobre suicídio de policiais prum figura de são Paulo e não encontro o email dele em lugar algum…
Disse há pouco que gostaria de me mandar pra Guerra Civil, quer dizer, pro Rio, e arranjar um trampo de roteirista, engraxate ou sei lá. Vender coco talvez, feito a Narjara Tureta. Mas já desisti. Como diz minha avó, em qualquer lugar todo urubu é preto…
O Senador Suplicy se encaixa perfeitamente no conceito de minha mãe – irônico, vale ressaltar – a respeito de si mesma e de minha irmã caçula: é tão bonzinho que é quase um idiota. Imagine, beijar o terrorista do Stédile, escrever “Amor, Ordem e Progresso” na bandeira… Já não há nem ordem, nem progresso, e agora os caras querem acabar com o amor. É foda. Aliás, não é nada foda…
Taí um site pra quem quiser aprender a língua do Tibério e do Latildo. É, o Latildo, saca?
