O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados…

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A democracia dos Black Panthers

Será que o Willian Bonner falará disso no Jornal Nacional de hoje? Duvido!

Não foram poucos os casos de agressões a republicanos, embora a mídia só tenha achado interessante noticiar um SUPOSTO “kill him” num comício de Sarah Palin, enquanto os Panthers desciam o sarrafo em que vestia uma camisa da campanha republicana.

Enfim, os ânimos dos Panthers já estão exaltados antes mesmo da eleição, imaginem o que acontecerá com uma vitória de McCain.

A apuração dos votos nos EUA

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Ele não questionava

Eu pensei em tirar uma foto, depois voltei atrás. Ela era bonita, colorida, os olhos simples e estáticos me emocionaram um pouco. Não sorria; tinha um pirulito na mão, mas preferia não lamber. Talvez quisesse apenas mantê-lo ao alcance da boca, mostrar que ainda estava na idade de pensar que um pirulito era apenas um pirulito, sem maiores conotações freudianas. Mas havia qualquer coisa de triste no seu olhar, uma serenidade meio apática que delatava uma infância com muito açúcar e pouca alegria. Ela era sim, bonita, colorida, no entanto um pouco triste. Despertava certa veia maternal dentro de mim: uma força que me impelia a protegê-la e ampará-la, mesmo que eu não soubesse como ou por quê. Mas a câmera eu guardei. Alguma sombra dentro de mim negava aquela menina. Algo que invejava e temia aquele tipo de arte. Fiquei um tempo pensando no sujeito que a pintou. Provavelmente não era formado, pois sua obra era muito simples: uma criança com pirulito na mão e barriga de fora. Um pouco triste, um pouco perplexa e nada mais. E era justamente isso que me machucava. Um ignorante, com meia dúzia de esprêis, era capaz de despertar emoções sinceras – coisa que eu não conseguia fazer com meus escâner, computador, câmera e conceitos modernos. Pensei em tirar uma foto e colocar no meu blógue. Cogitei falar da força misteriosa da simplicidade, do impacto emocional que o figurativo ainda causa nas almas desprevenidas. Mas tudo isso seria apenas mais um argumento, não uma emoção. Eu, que tanto atacava o mundo da razão, ia usar a menina como desculpa para produzir mais uma reflexão? Saí de casa confusa, e o comentário da vizinha só fez piorar meu estado:

— Esses meninos são uns vândalos, vivem estragando a propriedade alheia. Mas temos que admitir que alguns deles têm sensibilidade…

— É… pois é… alguns deles…

Sensibilidade era uma palavra gasta. Eu aprendera a odiá-la na faculdade. Toda uma geração havia falado em sensibilidade e conseguira produzir apenas paisagens campestres e mulheres seminuas. Não estávamos mais na época da sensibilidade; uma bobagem dessas simplesmente não seria aceita pelos meus professores. Me refugiei na idéia de que a velha era apenas mais uma ignorante, e sua opinião jamais seria partilhada por alguém de cultura, tanto menos por um investidor.

Mas na esquina tive novo desconforto. Um gari tinha parado de varrer. Debruçado na própria vassoura, contemplava o silêncio da menina. Me perguntei se ele estaria tendo as mesmas emoções que eu; se o desenho lhe tinha despertado algum instinto paternal, se o fazia recordar o desamparo e a fragilidade da própria infância. Mais uma vez me abriguei na idéia de ignorância. Ele era um gari, o que podia saber sobre arte?

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Filme feito inteiramente com imagens captadas por um celular nas ruas de NY e Sydney. (Via The all seeing eye.)

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Quem precisa de uma segunda-vida?

Batmaccain X Coringama

A imagem é de um amigo cartunista que prefere não se identificar. Seu comentário:

“Esta foto saiu na capa da Folha ontem. Confesso que não foi meu desejo inicial expressar uma opinião política com o meu retoque… A associação estética veio primeiro. O queixo quadrado do Mccain e o rosto sorridente e mercuriano do Obama é que me sugeriram, quase impuseram, a lembrança dos dois personagens. Talvez os significados acabem se encaixando depois…”

batmaccain e coringama

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¿Por qué no te callas, Lula?

Lula é vítima de pegadinha na Espanha. (Via Gafanhoto.)

Pinocchio Hussein Obama

Dinheiro de quem?

“Não vou aceitar a tese de conservadores que acham que é preciso diminuir os gastos do Estado. Não vamos diminuir, porque todos aqueles que, na década de 80 e 90, diziam que o Estado não podia ser forte, que atrapalhava, que gastava demais, na hora em que o sistema entra em crise, quem vai salvá-lo é o Estado que eles diziam que não prestava para nada”, Lula na 28ª Cúpula Ibero-americana antes de ir ao encontro do operador do El Paredón, Raul Castro.

Vejam lá: uma crise econômica causada por políticos que gera lucros apenas para… políticos. Interessante como Lula, assim como todos os burocratas estatais, parece nunca saber de onde vem o dinheiro do Estado, com o qual se pretende salvar o sistema.

Visões do Second Life 7

Por Ro8 Avro.

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