“Qual a poltrona, senhor?”
Chegamos com quase 1 hora de antecedência ao cinema. Será a minha primeira vez numa sala com cadeiras numeradas, apesar de o sistema já estar em vigor em algumas delas em São Paulo faz uns 4 ou 5 meses. A fila para comprar os bilhetes está pequena. Mas por que não anda? Não anda mesmo, nem sai do lugar. Dez minutos e ainda no mesmo lugar. Um passinho, outro…
As pessoas demoram para escolher o lugar. Por isso a demora. Ficamos meia hora na fila até comprar o bilhete — R$ 19,00 cada; estou no Iguatemi, o shopping mais sofisticado da cidade.
Bilhetes na mão, eu e Marta partimos em direção à sala. Não há filas, o que, considerando-se que estamos em São Paulo (paulistano não pode ver uma fila que já adere) é uma boa novidade. O lanterninha (isso mesmo, um lanterninha!; o corretor ortográfico do Word nem sabe o que é) me diz: “Qual o número da poltrona, senhor?”
Achamos nossos lugares e nos sentamos. A sala ainda está vazia. As pessoas só começam mesmo a entrar bem perto do início da sessão. Há uma agitação dentro da sala. Muitas pessoas entrando rapidamente, buscando seus lugares. A sessão já vai ter início. Começam os anúncios. As luzes se apagam.
A agitação se intensifica. Há pessoas em pé, muitas delas, mas não vejo direito o que está acontecendo; está escuro. Ouço pessoas rirem; outras estão discutindo. Começa o primeiro trailer. Luz acesas! Projeção interrompida.
Vejo as pessoas que estão discutindo. Estão falando com uma mulher, que suponho ser a gerente do cinema. Parece que alguém se sentou no lugar delas; ou que, contrariando as leis da Física, foram vendidos os mesmos assentos para duas pessoas. Um sujeito está bem aborrecido. Fala alto com a gerente.
Há várias cadeiras vazias ainda. Muitas pessoas ainda estão entrando na sala. Passam-se 10 minutos e as pessoas continuam entrando, a gerente está meio maluca tentando pôr todos em seus lugares e tem gente saindo — elas logo voltariam com sacos enormes de pipoca.
Está a maior bagunça no cinema. Mas, espera aí: este tal assento numerado não é para facilitar as coisas? Vinte minutos de atraso!
Ufa! Luzes apagadas. Vai começar o filme…
[Ao som de: nyc ghosts & flowers, por Sonic Youth (2000; Geffen Records)]
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[...] Destes acima, eu vi Syriana, Munique, Brokeback Mountain e O Jardineiro Fiel. Gostei dos dois últimos — sim, eu achei bacana o “filme dos cowboys gays”, como o chamam. Munique achei uma bobagem (então o agente do Mossad tem pesadelos com os atletas sendo mortos?! sei…). Sobre Syriana, achei-o confuso, mas gostei de que se tenha feito um filme sobre o tema e que ele tenha sido considerado um bom filme — eu o vi num cinema de shopping de patricinhas e muitas pessoas, principalmente as patricinhas, ou saíram no meio da sessão ou ficaram reclamando do filme depois. Preciso ver os outros quatro. Ficam para um próximo post. Envie por email | Imprima [...]
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