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Arquivo para December, 2006




Tuesday, December 26, 2006

“You say you want a revolution”

daniel christino, 11:52 pm
Filed under: Cotidiano, Política, baladas, música

Flanando pelo Goiânia Shopping antes do natal dou de cara com o Álbum Branco dos Beatles. “Well, you know”, duplo e importado. Comprei, mesmo não podendo. Musicalmente, é o melhor álbum dos caras. Rock, blues, folk, heavy metal (é, você leu direito), experimentalismo prepotente e inútil e os caminhos que o rock iria seguir, desde o progressivo até o referido metal. Beatles é – na falta de uma expressão melhor – foda. Para se ter uma idéia, o álbum é de 1968 e vai abaixo a letra da música Revolution 1:

You say you want a revolution
Well you know
We all want to change the world
You tell me that it’s evolution
Well you know
We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don’t you know you can count me out in

Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright

You say you got a real solution
Well you know
We don’t all love to see the plan
You ask me for a contribution
Well you know
We’re doing what we can
But if you want money for people with minds that hate
All I can tell you is brother you have to wait

Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright

You say you’ll change the constitution
Well you know
We all love to change your head
You tell me it’s the institution
Well you know
You better free your mind instead
But if you go carrying pictures of Chairman Mao
You ain’t going to make it with anyone anyhow

Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright
Don’t you know it’s gonna be alright

Está tudo aí.

Os números do socialismo cubano

yuri vieira, 4:26 am
Filed under: Política

Os números totais do morticínio cubano, reunidos ao longo de vinte anos de pesquisas pelo economista Armando M. Lago, presidente da Câmara Ibero-Americana de Comércio e consultor do Stanford Research Institute, são os seguintes:

Fuzilados: 5.621. Assassinados extrajudicialmente: 1.163. Presos políticos mortos no cárcere por maus-tratos, falta de assistência médica ou causas naturais: 1.081. Guerrilheiros anticastristas mortos em combate: 1.258. Soldados cubanos mortos em missões no exterior: 14.160. Mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país: 77.824. Civis mortos em ataques químicos em Mavinga, Angola: 5.000. Guerrilheiros da Unita mortos em combate contra tropas cubanas: 9.380. Total: 115.127 (não inclui mortes causadas por atividades subversivas no exterior, como por exemplo as vítimas do terrorismo brasileiro subsidiado pelo governo cubano).

Fonte.

Monday, December 25, 2006

O Nascimento de Jesus

yuri vieira, 9:46 am
Filed under: Livro de Urântia, Religião

Durante toda essa noite Maria estivera inquieta, de forma que nenhum dos dois dormiu muito. Ao amanhecer, as pontadas do parto já estavam bem evidentes e, no dia 21 de agosto do ano 7 a.C., ao meio-dia, com a ajuda e as ministrações carinhosas de mulheres viajantes amigas, Maria deu à luz um pequeno varão. Jesus de Nazaré havia nascido para o mundo; e estava enrolado nas roupas que Maria tinha trazido consigo, para essa possível contingência, e deitado em uma manjedoura próxima.

Da mesma forma que todos os bebês tinham vindo ao mundo até então, e assim continuariam vindo, nasceu o menino prometido e, no oitavo dia, conforme a prática judaica, foi circuncidado e formalmente denominado Joshua (Jesus).

No dia seguinte ao nascimento de Jesus, José fez o seu registro. Encontrando-se então com um homem com quem tinham conversado duas noites antes, em Jericó, José foi levado por ele até um amigo abastado que tinha um quarto na pousada e este lhe disse que trocaria de quartos, com prazer, com o casal de Nazaré. Naquela tarde eles se mudaram para a pousada, onde ficaram por quase três semanas, até que encontraram hospedagem na casa de um parente distante de José.
(Continua…)

Saturday, December 23, 2006

Punheta

pedro novaes, 8:58 am
Filed under: Enquete, sites

O Alex Castro está fazendo uma enquete sobre masturbação. Aponta ele a contradição entre um certo discurso pedagógico moderno, segundo o qual a punheta seria algo saudável a ser estimulado, e nosso comportamento social, onde falar sobre masturbação e especialmente abrir-se sobre as própias punhetas é ainda um grande tabu. Explica ele: “Dependendo do ambiente e do momento, as pessoas falam de tudo, discutem sua impotência ou frigidez, falam da sua flatulência, contam anedotas sexuais constrangedoras…. mas ninguém se masturba!”

Por isso, a enquete, perguntando aos leitores sobre suas experiências e ponto de vista sobre o tema. Vá lá e responda!

Friday, December 22, 2006

Machinima

yuri vieira, 3:42 pm
Filed under: Games, Second Life, cinema, software, tecnologia

Você está cansado de buscar um ator com aquele tipo físico específico? Seu roteiro possui demasiados figurinos, locações e efeitos especiais que levam o valor do orçamento à estratosfera? Você acredita que seu argumento até daria uma boa animação, mas não sabe desenhar e modelar em 3D lá muito bem e quem sabe fazê-lo não quer ouvir suas minguada$ idéia$? Seus problemas acabaram! Basta usar o Machinima, um processo que se aproveita do ambiente de diversos tipos de jogos para PC, incluindo o Second Life (que não é um jogo), tornando possível a execução de cenas inteiras, totalmente dirigidas por vc (marcação dos personagens, planos, movimentação de câmera, etc.), e sem o drama da necessidade de grandes períodos de renderização.

Assista a diversos filmes e trailers neste site.

Uma introdução ao Machinima feito com o Machinima:

Já existe inclusive um festival que premia diversas categorias:

Este vídeo, por exemplo, já foi assistido 2.995.094 vezes no You Tube. São regras de etiqueta para o banheiro masculino:

Procure por mais vídeos feitos com o Machinima no You Tube.

Pegada Ecológica

pedro novaes, 10:43 am
Filed under: meio ambiente

A questão ambiental anda no centro das atenções da mídia e dos políticos. Nas últimas duas semanas, desde a estúpida declaração do Lula que dizia que, em síntese, o meio ambiente, os quilombolas e os índios eram os culpados pela marcha lenta do desenvolvimento, pululam todos os dias artigos sobre esta relação entre a natureza e os rumos do país na mídia. É claro que o Brasil vem fazendo um planejamento estratégico excelente, que a corrupção é coisa do passado, que a capacidade de investimento do governo é enorme, que o ambiente legal estimula o empreendedorismo e a iniciativa privada, que a carga tributária não onera em nada a produção, que a burocracia é mínima e que a pobreza não limita o mercado consumidor. Enfim, evidentemente, os únicos obstáculos que restam são a legislação ambiental rigorosa demais e a leniência e o paternalismo com alguns índios e pretos.
Diante de tanta sandice, às vezes faz bem mudar o ângulo pelo qual se olha para questão ambiental e tentar enxergar nossa relação individual com os problemas entre homens a natureza. Calcule sua Pegada Ecológica.

Thursday, December 21, 2006

Bolas na Antártida

rodrigo fiume, 5:58 pm
Filed under: Arte, fotografia, plásticas

Obra da artista Lita Albuquerque, produzida com 99 balões azuis, na estação MacMurdo na Antártida. Foto da Reuters.

antartica.jpg

O país dos indivíduos

rodrigo fiume, 3:53 pm
Filed under: Política

O Brasil é mesmo um país de individualidades. Nem aqueles que representam o coletivo, que deveriam pensar para o coletivo, para todos, fazem isso, como bem ilustra esta notícia de Mato Grosso e, perfeitamente, a frase do deputado. Da Folha de S. Paulo:

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou o pagamento de pensão mensal e vitalícia para ex-governadores do Estado. A medida atende a pedido do governador Zeca do PT, que deixa o cargo em janeiro, mas continuará recebendo o salário de R$ 22,1 mil. “É melhor o Estado proteger o ex-governador do que ele ter de fazer pé-de-meia”, disse o deputado Semy Ferraz (PDT), um dos articuladores da emenda.

Wednesday, December 20, 2006

Sobre o podcast com o Olavo

yuri vieira, 11:25 pm
Filed under: Avisos, Podcast e videos, livros, software

Tenho recebido muitos emails indagando a respeito da continuação do podcast com o Olavo de Carvalho. A alguns respondi, à maioria deixei em espera, mas vejo que será melhor esclarecer aqui o problema. Conforme disse num post anterior, tenho sim um bate-papo já gravado, que ainda não pude editar apenas porque a atualização do meu Windows, que é original (droga!), está entrando em conflito com meus programas de edição de áudio e de som. Tentei reinstalá-los algumas vezes, mas o defeito sempre retorna e os programas travam. Não estou nem um pouquinho afim de reformatar o HD ou de soluções drásticas do gênero, das quais corro como o diabo da cruz. O pior é que essa última gravação ficou com um chiado horrível durante as minhas falas, uma vez que o Windows também prejudicou o Voice Changer, o software de gravação que utilizo. Enfim, embananou tudo, o que, somado a outras questões de ordem pessoal e/ou profissional, me fez adiar o prosseguimento deste projeto sem uma noção exata de prazos. Isto não me abalou muito porque tal situação coincidiu com o lançamento da rádio online do Olavo, o que significa que o objetivo básico foi alcançado: ter sido um estímulo a mais para que ele se decidisse por soltar o verbo, de viva voz, através da internet. Claro, ainda pretendo retomar nossas conversas, mas sem correrias. Eu e o Olavo estamos concordes em que essas gravações foram apenas uma amostra do que ainda poderá vir.

Meus agradecimentos a todos os interessados e me desculpe se não pude responder a todos pessoalmente.

A Natureza… no Second Life

yuri vieira, 8:32 am
Filed under: Humor, Second Life, meio ambiente

E não é que a natureza prossegue seu ciclo de vida-morte-renascimento dentro do Second Life? Olha essa cena digna do Animal Planet:

Kieslowski

rodrigo fiume, 12:32 am
Filed under: cinema

fraternidade.jpgRever A Fraternidade é Vermelha numa destas madrugadas foi uma bela meia surpresa — por sorte do acaso, passei pelo Telecine Cult bem na hora em que aparecia o nome do filme. Digo meia surpresa porque a última parte da trilogia das cores do polonês Krzysztof Kieslowski é tão bela quanto eu me lembrava. Sempre tenho o temor de que os filmes de que mais gosto possam não ser tão bons assim depois de uma releitura. Muitas vezes não são mesmo. A memória se afeiçoa aos bons momentos.

Assiti ao filme pela primeira vez no cinema, na época do lançamento — tive de pesquisar na internet (ô, memória); foi em 1994. Dos três, foi aquele de que mais gostei. Talvez porque a incomum amizade entre uma jovem e um velho (a esperança e a desilusão) seja mais explícita do que a busca da mulher de A Liberdade é Azul (1993) pela superação de uma tragédia pessoal (a libertação) ou a do homem de A Igualdade é Branca (1994) por equiparação (ou vingança?) após o divórcio.

(Abri o parêntese porque devo fazer uma ressalva. Vi os dois primeiros filmes também no cinema, na época em que foram apresentados. Portanto, não posso estar tão seguro assim quanto à comparação com o terceiro, uma vez que, reitero, falo por memória afetiva).

Também adoro a forma como Kieslowski nos conta a história do velho, por meio do jovem juiz, antes de o próprio personagem fazê-lo. Havia algo assim nos outros dois filmes? Não me lembro.

Sem falar na brincadeira do acaso, presente nos três filmes. Sempre fica legal no cinema, quando bem feita

Dias atrás, revi Não Amarás (1988), do decálogo do diretor sobre os mandamentos — destes, só assiti ainda a Não Matarás (1988), mas dele já não me lembro nada. Como é triste ouvir a mulher dizer ao garoto que “o amor não existe”! Há algo semelhante, não bem em palavras, no velho juiz de A Fraternidade. Não Amarás é tão simples como bonito.

Depois de Não Amarás e, mais ainda, de A Fraternidade, me deu uma vontade louca de rever A Liberdade e A Igualdade. E também A Dupla Vida de Veronique (1991), com a mesma bela Irène Jacob de A Fraternidade e que, confesso, lembro apenas de ter ficado meio perdido na história ao deixar o cinema — provavelmente o Cine Cultura, em Goiània (ainda existe?), o único na minha época de faculdade que exibia estes filmes na cidade. Quem sabe agora, uns 15 anos depois, Veronique também surpreenda a minha memória.

Tuesday, December 19, 2006

Piores do Ano III

pedro novaes, 10:56 am
Filed under: Arte, Humor, música

PIORES CANÇÕES DO ANO

Para além do esgoto produzido a rodo pelos grupos de pagode que se proliferam como bactérias e que não merecem sequer nosso tempo aqui, as piores canções do ano são todas aquelas compostas em conjunto por Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.
Quem fará a gentileza de convencer esta senhora de tão bela voz a limitar-se a interpretar composições alheias, especialmente tão belos sambas como aqueles gravados no disco “Universo ao Meu Redor” (o de Paulinho da Viola, o de Argemiro Patrocínio, o de Dona Yvonne Lara, o de Casemiro Vieira, etc.), deixando de lado a idéia de compor?
As composições do trio tribalista são uma ofensa à poesia. É achar que eu sou bobo e que escuto qualquer coisa com uma melodiazinha simpática. É o reinado da rima a qualquer preço, dane-se o conteúdo e qualquer significado. Se não, vejamos:

“Nas asas do bem desse mundo
Carrego um quintal lá no fundo (????)
A água do mar me bebe (?????)
A sede de ti prossegue”

Ou, lembrando uma pérola tribalista:

“Me abraça e me faz calor
Segredos de liquidificador
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.”

E ainda:

“Escureceu, o sol baixou
Anjo da guarda cantarolou
Nana neném
Nana neném
Cacheadinho, anjinho é”

Infelizmente, o site “Mundo Perfeito” fechou as portas, mas seu Gerador de Música Tribalista continua no ar. Vá lá, componha também a sua e tente entender por que este trio ganha milhões e você não. E junte-se à campanha “Não à Marisa compondo”.

Monday, December 18, 2006

Cassino Royale

rodrigo fiume, 12:05 am
Filed under: cinema

48667.jpgNada contra o Bond loiro. É meio estranho, mas funciona. E Daniel Craig é um ator melhor que o Pierce Brosnan. Já tinha visto alguns filmes dele (Nem Tudo é o Que Parece, Estrada para a Perdição, Munique). Ele é bom. Mas é feio. Talvez as garotas digam que ele é quase feio. Tudo bem.

O filme é bom, sim. Tem roteiro. A introdução é bem bacana. Os diálogos entre 007 e Vesper Lynd (ave, Eva!) são a melhor parte. E há um trecho com certa tensão: o do jogo de pôquer. Curioso é que não há gadgets. Dá para prever algumas coisas, mas, vá lá, é um filme de ação.

Saí do cinema com a sensação de que a diversão vale o ingresso. E olhe que eu devo ter ido à sala mais cara do país — Cinemark com lugar marcado, por R$ 21; até o Roberto Justus estava lá.

Sunday, December 17, 2006

O Festival de Literatura do Second Life

yuri sl, 9:28 pm
Filed under: Second Life, escritores, literatura, livros

No Primeiro Festival Literário do Second Life, entre outras pessoas, conheci Jeremy Neumann, avatar de Jeremy Ettinghausen, editor da afamada Penguin Books, de Londres, a primeira editora a criar seu QG virtual no SL. Para meu azar, escrevo apenas neste, como dizia a Hilda Hilst, código secreto que é a bela (sem ironia, é bela mesmo) língua portuguesa. (Mas que é secreta, ah, isso é.) Enfim, encontrei o figura e eu, sem nenhuma tradução d’A Tragicomédia Acadêmica para lhe apresentar… Se eu conseguisse falar com o Bruno Tolentino, que foi professor de literatura em Oxford, e que gostou desse meu primeiro livro, talvez… ah, deixa pra lá.

Olha aí (acima) a foto do Jeremy feita logo após a palestra do Will Fresse, avatar de Will Francis, agente literário que trabalhou junto à Random House e atualmente está na Greene & Heaton. (Ótima palestra por sinal.) A todos eles, incluindo aí o Fleet Goldenberg, o Erik Gordon Bainbridge e a Dee Dwi – falarei deles em outra oportunidade -, presenteei com a camiseta que fiz usando a imagem do Dostoiévski a agarrar uma garota, isso na frente, e o nome Karaloka.net, nas costas. (Não é por falta de marketing que eu não me dou bem. É por pura indisciplina e, principalmente, por interferência negativa dos Illuminati, hehehe.) Infelizmente não pude assistir à palestra da Coelacanth Seurat, a respeito de bibliofilia, e do Atrus Blackthorne, sobre o trabalho de escritor freelancer, pois foram simultâneas a outras palestras. (Leia sobre a programação do Festival aqui.)

Veja mais algumas fotos do Primeiro Festival de Literatura do Second Life:
(Continua…)

Fazer cinema no Brasil… um cu!

yuri vieira, 4:34 pm
Filed under: Economia, Política, Umbigo, amigos, cinema, literatura

Pedro
O roteiro de curta-metragem Espelho (antigo No Espelho do Cinema) foi um presente de dia dos namorados que dei à Cássia há dois anos, quando ainda estávamos juntos. Se o roteiro foi aprovado numa lei de incentivo (20 mil e não 30) o mérito é todo dela, porque, além de eu achar uma chatice toda a burrocracia envolvida, sem falar das panelinhas, me sinto sim um peixe completamente fora d’água nessa questão vampiresca, tanto que não receberei cachê pelo projeto, pelo roteiro e pelo trabalho que eu por ventura ainda venha a ter com ele. Já disse a ela que não quero nada e vc pode confirmar. Quanto ao meu PC, eu o paguei com dinheiro que recebi de um trabalho como monitor do Dib Lutfi (aliás, fui praticamente diretor da coisa, porque ele mesmo pediu para ser dirigido ou a coisa não iria andar) e como roteirista do making of do FICA, juntamente com uma grana emprestada por minha irmã. (Meu eterno obrigado a vc pela oportunidade, não esqueço essas coisas.) Se o dinheiro era do Estado ou da sua produtora, Pedro, isso não importa para quem vende a própria força, talento e capacidade de trabalho, o que é muito diferente de a pessoa ganhar aquilo que ela mesma estipula num orçamento muitas vezes arbitrário. (Aliás, quatro anos atrás, fiz 19 roteiros para uma agência publicitária de Brasília, que fazia a campanha do Detran e do Procon, e nunca fui pago, não porque abri mão da grana, mas porque eram desonestos mesmo. Prometeram, prometeram e no final nada. Quem mandou eu confiar em petistas e não exigir contrato de trabalho? Quem trabalha tem de receber, porra!) E, falando em orçamento arbitrário, o Eduardo Castro, que está montando aquele documentário explosivo sobre a Guerrilha do Araguaia, me falou sobre um certo documentário bobo, a que assisti no Festcine, que, segundo ele, não custou mais de R$3000 mas recebeu da lei R$50.000. Onde foi parar essa grana? Está certo isso?

Na minha opinião, o Ricardo deveria receber não 80 mil reais, mas 80 mil dólares para fazer seu curta. Só que esse dinheiro deveria vir de empreendedores, não de produtores indiretos e compulsórios, tal como é agora, mas de gente que queira viver do cinema e ter lucro com ele. (Daí meu manifesto para estudantes de administração e empreendedores em geral. Porra, já existiram empresas de cinema nos anos 50 do século passado, por que não podem existir agora?) E se um curta não dá retorno financeiro, é porque se trata dum cartão de visitas, dum trabalho de marketing para quem o fez. E isso também seria vantajoso para quem quisesse se estabelecer como produtor de cinema.

Eu acho que esse sistema de incentivo está viciado sim, e tem muita gente por aí comprando até carro com a grana. (Eu ando de Caravan 1983 até hoje.) Conheço gente em Brasília que abriu editora e, para cada livro que lança, entra com um projeto diferente numa lei de incentivo. E ainda ganha mais que o triplo do autor! Ou seja: é uma empresa privada cujo capital de giro vem sempre do Estado! Isso é muuuuito esquisito e só funciona para quem tem o famigerado Q.I., o Quem Indica. A Cássia mesmo tentou me convencer várias vezes a publicar meus livros através dessas leis, mas nem fodendo, não me meto mesmo com isso, prefiro ficar na internet. Só não me tornei editor (de mim mesmo) este ano porque minha família não aprovou a venda de um terreno nosso, que eu propus especificamente para isso, por 80.000 reais. Dinheiro nosso!!! Aceitei a decisão porque afinal tenho três irmãs, meus pais estão mais vivos do que eu e, por isso, não posso pretender ser o único herdeiro de algo que ainda pode ser usufruído por toda a família. Além de publicar dois novos livros que tenho engatilhados, eu iria reeditar A Tragicomédia Acadêmica e sair arregimentando vendedores (estudantes interessados, Centros Acadêmicos, etc.) pelas universidades do país, divindo o lucro pau a pau. Mas… a vida não é mole, principalmente para quem tá cagando e andando para esses incentivos que só têm incentivado uma maioria de gente muito ruim, sem qualquer talento, pretenciosa, amoral e com o ego nas nuvens. Até parece que isso irá levar o cinema a algum lugar. Faz-me rir…
(Continua…)

Um jogaço

pedro novaes, 4:10 pm
Filed under: Esportes

Curiosamente, apesar da escassez de lances de grande perigo, foi um jogaço a final do Mundial de Clubes entre Internacional e Barcelona. Uma partida aguerrida, os dois times jogando com raça e muita vontade, mas na bola – veja-se o baixíssimo número de faltas e de cartões. A marcação foi intensa dos dois lados e o Inter conseguiu neutralizar muito bem as estrelas do Barça. Quando o jogo se aproximava de seu quarto final, o Barcelona se adiantou e o time gaúcho soube se aproveitar disso e, num contra-ataque, Adriano marcou o único gol da partida, após o passe de Iarlei, de longe o melhor jogador da partida.
Confesso que achava que torceria para o Barcelona, mas me vi, logo de início, do lado do Inter. Não por patriotismo, mas sim por achar que o Barcelona entrou um pouco de salto alto, como frequentemente faz.
Gostei do resultado porque a escola de futebol venceu o futebol do dinheiro. Não que haja algo errado com o futebol espanhol ser movido à custa dos milhões que seus clubes movimentam, formando equipes de estrelas internacionais. Isso é ótimo e eu gostaria que nosso futebol conseguisse se aproveitar melhor de seu imenso potencial mercadológico. O que ocorre, entretanto, é que o Barcelona, ainda que seja um time de tradição, assim como o Real Madrid, não é uma escola de futebol que forma jogadores que depois se tornam a base de times campeões. Eles simplesmente compram os craques que querem. Diferente do Inter, que é uma escola de futebol de tradição que sempre formou e revelou grandes jogadores, como Falcão e, bem mais recentemente, o promissor Alexandre Pato.



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