Arquivo para a categoria "música"




01/06/2004

O tempo dos assassinos

yuri vieira (SSi), 2:14 am
Filed under: amigos,livros,música

Amigos, estive afastado da vontade de escrever desde o suicídio do músico e compositor Sandro Soares, meu cunhado, em São Paulo, no dia 14/05. Foi uma perda e tanto, o cara era fera. Para quem quiser entender os motivos que o levaram a tal ato extremo, sugiro a leitura de “O tempo dos assassinos”, ensaio de Henry Miller, a partir dos casos de Van Gogh e Rimbaud, sobre essa época tardia da Cultura que estrangula e leva ao desespero boa parte de seus talentos.

12/05/2004

Show em Trancoso

yuri vieira (SSi), 9:55 am
Filed under: baladas,música

Falei do show em conjunto, noutro mundo, do Miles Davis e do Jimi Hendrix e me lembrei de outro show excelente a que assisti em Trancoso (96, 97 ou 98, sei lá) e que só poderá ser revisto no futuro da eternidade: Cássia Eller e Elba Ramalho. E a Cássia Eller estava de vestidinho! (Que fez questão de levantar, claro.) E fiquei de cara com a Elba, fantástica!! Parecia uma cantadora das veredas do Grande Sertão.

07/05/2004

Onde ele está?

yuri vieira (SSi), 11:35 am
Filed under: baladas,música

Onde está o For All, o Para Todos, o Forró-Trance eletrônico? O forró tradicional é gostoso, eu sei, mas onde a meditação a dois, o apenas movimento, fluxo psíquico-sonoro e olhos próximos dos dela?

Miles e Hendrix

yuri vieira (SSi), 8:44 am
Filed under: extraordinárias,música

Pois é, todo mundo sabe que o Miles Davis queria gravar um disco com o Jimi Hendrix. Só que este figura tinha compromissos no lado de lá. Uma pena… Mas nada como ter paciência e esperar: dentro de alguns dias, galera, os dois farão um show no quarto satélite de Jerusem, logo, quem for praticante de projeção astral já está convidado, hem! :)) (Se é verdade? Sei não, meu, isso aqui é sobre realismo fantástico…)

03/05/2004

Atmarama Dasa

yuri vieira (SSi), 4:05 pm
Filed under: música,Religião

Atmarama Dasa é um mestre cantor espanhol, devoto da Suprema Personalidade de Deus, que vive na Índia desde 1985. Com sua guitarra espanhola, ele dá uma cara toda pessoal às tradicionais canções devocionais hindus. Deste site é possível baixar algumas de suas músicas, infelizmente em arquivos mp3 de baixa qualidade, que não fazem jus ao seu talento. Ceto Darpanam é – com direito ao maha-mantra – um bom exemplo de seu estilo. No entanto, tenho um CD (Vaisnavas Songs) em que ele, acompanhado por outros músicos, brilha muito mais.

23/04/2004

Ney Matogrosso

yuri vieira (SSi), 12:43 am
Filed under: baladas,música

No jornal O Globo, a colunista Cora Rónai anuncia o show de Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede, no Canecão. Assisti a esse show em Goiânia, meses atrás. Pirei a cabeça. Principalmente porque, em todas as suas intervenções, o Ney só cantou músicas dos Secos & Molhados. Para mim, não existem bandas nacionais que chegam aos pés dos Mutantes, da Legião Urbana e dos Secos & Molhados. Nos anos 90 me perdi pelas Raves, não sei se surgiram bandas tão boas quanto. (A não ser a dos meus amigos de Brasília, a banda Os Cachorros das Cachorras.)

26/03/2004

Cuidado, Mano Brown!

yuri vieira, 2:52 am
Filed under: Cotidiano,música,Política

disse aqui uma vez e repito: Mano Brown, cuidado, de coração, não vá se meter com política. Para este país se reerguer, precisa ser puxado de cima, não pela política, que é do mundo, que é daqui de baixo, mas pelo espírito, que é do Alto. É preciso guardar-se contra a lábia açucarada dos políticos, tenham eles saído do povo ou de uma elite qualquer. No final das contas, não sabem o que fazem. Quando dizem que querem reformar a sociedade, na verdade, “apenas” almejam reformar o homem, e não libertá-lo. O homem já está pronto e a prisão está dentro de cada um, não no mundo. Você tem voz, Mano Brown, e muita gente costuma ouvi-lo, portanto, cuidado, não se deixe usar.

Eu sou do Jardim Prudência, de uma travessa da Avenida Cupecê, e aí cresci, na Zona Sul paulistana. Senti por muitos anos o cheiro da represa Billings e da Guarapiranga nos dias de muito calor. Talvez tenhamos disputado a mesma corrida de carrinho de rolimã, não sou um alienígena. Eu conheço essa região e sei das tentações. Inclusive a da política. Em 98, levei o carro de um amigo a uma oficina do Campo Limpo para trocar a bomba d’água. Ao lado, havia um terreno baldio cercado por muros e, sobre o muro da frente, alguns garotos, rindo e jogando pedras lá para dentro. Eu conversava com o mecânico, surpreso por ele ter a mesma opinião que eu: a revista Planeta não é mais aquela… (Ele tinha uma coleção de Planetas igual à do meu pai, desde os anos 70!) E então chegou um mano, o mesmo que acabara de conversar com os garotos, fazendo-os descer do muro. Perguntei o porquê de toda a euforia. “Você não sabe?”, me disse, “venha dar uma olhada”. De um buraco no muro, vi: um cara, em decúbito dorsal, a garganta e os pulsos cortados, o peito estourado. Puts!, soltei, o que foi que rolou? E o mano: “Dívida de tráfico, véio, não pagou, dançou”. E a polícia?, perguntei. “Ah, daqui a pouco eles tão aí, pra recolher o presunto…”

Claro, tudo isso deixa a gente revoltado, querendo mudanças já. E a gente pensa na política, em alguém consertando (e concertando) as coisas de cima para baixo. Pensa que, se os tentáculos do Estado nos abraçassem e protegessem, ficaríamos melhor. Mas não se engane: quanto maior for o Estado, mais longe estaremos do seu líder, seja ele benévolo ou não. E nenhum líder jamais poderá “derramar seu espírito sobre toda a carne” dos seus subalternos, jamais poderá saber tudo o que pensam e fazem no dia a dia, jamais poderá influenciá-los beneficamente de dentro para fora, não importando quantos espiões, informantes, corregedores e investigadores tenha, não importando qual ideologia defenda. Logo, quem controlará o poder dos pequenos ditadores periféricos? Afinal, não são eles a manifestação do próprio Estado, os efeitos das causas elaboradas no alto escalão? Quem com eles pode? Só Deus poderia, se assim eles quisessem, se assim O aceitassem. Mas estamos cansados de saber que o poder corrompe e que o que tem de ser, será. Nenhum Estado jamais reformará a sociedade, jamais salvará o homem do que quer que seja. Nem mesmo um Estado teocrático, desses que se utiliza da Palavra para justificar suas injustiças e arbitrariedades. A questão é dificílima, não é qualquer molusco político que a resolverá. Dificílima porque não depende de um projeto coletivo, mas da vontade de cada indivíduo.

Enfim, para o país, para o mundo se reerguer, só é necessária uma coisa: confiança. E confiança só existe entre irmãos. Outro dia escrevi a um amigo agnóstico: confiamos um no outro porque vivemos juntos experiências que aproximaram nossos corações. Beleza. Mas como iremos confiar em quem vive do outro lado do Atlântico? Não basta uma ideologia humanista, muita gente já morreu por não se encaixar neste ou naquele conceito de humano. Aliás, não basta qualquer ideologia, afinal nada matou mais no século XX do que as ideologias. Tampouco basta uma religião, muita gente já cometeu atrocidades em virtude da oposição a suas crenças. Para que alcancemos essa fraternidade, e consequente confiança mútua, necessitamos da experiência íntima de termos um Pai espiritual, um Pai de todos. E só. É o único jeito. Uma vez disse ao Ricardo Cruz, editor da Revista da MTV: “Quinho, quero entrevistar o Mano Brown”. E ele: “Pô, velho, vai ser difícil, a gente já tentou pra caramba, o cara não confia na MTV”. E eu: “Mas eu quero conversar sobre Deus, religião, moral, sobre essas coisas.” “Se você conseguir, beleza, mas não boto muita fé não…” Por que isso, Mano Brown? Porque você não conhece quem é aquele que irá entrevistá-lo, não sabe se é seu mano. Vivemos em mais uma época do filho contra pai e pai contra filho. É um época ótima para os políticos: se aproveitam da desconfiança geral no próximo para vender suas receitas de prosperidade. Receitas que dizem basicamente o seguinte: vamos politizar todas as relações humanas. Daí o crescimento do Estado e de seus mecanismos de vigilância para além do necessário. E tal expansão — devido a uma desconfiança básica no próximo — depende diretamente disto: do secularismo, da ausência de uma instância sagrada. Se um líder de governo for um cego espiritual, estamos perdidos. Se for um cego guiando outros cegos, meu Deus, será o fim.

Por isso é que lhe digo, Mano Brown, cuidado com os políticos, não importa quem sejam. Fica com Deus e vigie. A César o que é de César.

11/01/2004

Mulher nova, bonita e carinhosa…

yuri vieira (SSi), 12:56 am
Filed under: música

É tentação e perdição. Ou prenúncio do Paraíso. Aliás, curto muito essa canção do Zé Ramalho e do Otacílio Batista. Cantada na voz de Amelinha, em tom trovadoresco, nos causa a sensação de habitantes de uma das vilas “guimarães róseas” dos gerais, a ouvir de uma mensageira o relato de distantes e importantes ocorrências. Sem falar que o título-refrão, em contraste com o conteúdo da letra, é de um senso de humor absurdo. Leia e depois vá atraz do som.

Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor

(Zé Ramalho e Otacílio Batista)

Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
(Continua…)

08/01/2004

Punk forever

yuri vieira (SSi), 2:48 am
Filed under: amigos,música,Umbigo

Em Dezembro recebi uma mensagem do Redson, vocalista da mítica banda punk Cólera, na estrada desde 1979. Nos anos 80, cheguei a assistir a uns dois shows dos caras. (Aliás, precisei freqüentar muita rave para parar de pogar.) É até surreal me corresponder com o figura hoje em dia. Ir para um show punk era como sair para escalar um vulcão em erupção, principalmente se se tinha 14 ou 15 anos de idade. Como se diz hoje, no bom sentido, siniiiiiistro. E pensar que o cara curte algumas coisas que escrevo… Bom, hoje em dia não sou anarquista senão intelectualmente. Na minha consciência só mando eu. (Embora o Daniel Christino tenha razão quando diz que eu às vezes absorvo as idéias de quem prova dominar com excelência a língua portuguesa. Resquícios de esteticismo. É a vida literata.) Enfim, punk forever.

Torre do Dr. Zero

yuri vieira (SSi), 2:04 am
Filed under: baladas,música,Umbigo

Me disseram que não tem mais a Torre lá na Vila Madalena. Será mesmo? Ficava a dois quarteirões de onde morei e ia sempre com minha (agora ex) namorada, a mesma que também namorou com o Raul Seixas. (Adoro falar isso.) Foi diante da entrada da Torre que passei uma boa hora discutindo sobre miséria com o Otto (ele mesmo). Também foi na porta do banheiro que quase entalei com o João Gordo. Minha ex-namorada era chegada num esquema celebridades, fazer o que. Mais uma época que ficou pra trás.

05/12/2003

Metal contra as nuvens

yuri vieira (SSi), 5:17 pm
Filed under: Arte,música,Política,Religião

Outro dia alguém me disse – como quem revela grande segredo – que a letra da música Metal contra as nuvens (Renato Russo) fala, na verdade, da traição levada a cabo por Collor de Mello ao limpar as contas bancárias da época. A pessoa me disse isso e ficou com um sorriso de quem esbanja “sabedoria”, pois conhecia o sentido oculto da letra. Meu Deus, isto equivale a dizer que as pérolas se resumem aos ciscos sob o nácar! Toda obra artística tem seu ponto de partida, é verdade, mas por favor… Metal contra as nuvens é uma canção belíssima, trata da luta da consciência por manter sua soberania, da luta da Vontade por manter seu próprio Entendimento. A verdade é que a única Guerra Santa real, hoje em dia, só ocorre dentro de cada indivíduo. Tal como narra essa canção.

30/11/2003

Maria e Bebel

yuri vieira (SSi), 1:30 pm
Filed under: Mídia,música

A luz é mesmo mais rápida que o som. Já enjoei de ver a cara da tal Maria Rita em mil e uma revistas, cartazes e sites, e até agora não consegui parar para ouvir a mulher. Enquanto isso vou ouvindo a bossa eletrônica da Bebel Gilberto…

20/11/2003

A viagem de Sun Ra

yuri vieira (SSi), 1:25 pm
Filed under: extraordinárias,HQs,música

Eis um cartoon que descreve como o jazzista norte-americano Sun Ra saiu a buscar livros…

18/11/2003

Cachorro da cachorra

yuri vieira (SSi), 1:20 pm
Filed under: amigos,música

Não apenas a galera de Brasília, mas também a de outras cidades, deve se lembrar da excelente banda “Os cachorros das cachorras”. Os caras eram músicos de verdade, tocavam rock, jazz e alguns inclusive participavam da Orquestra Sinfônica de Brasília. O baixista, Alfredog Soriano – hoje, Alfredo bello – dividia apartamento comigo e mais dois amigos. Figuraça – às vezes ia no show de saia ou vestindo só a calcinha da mãe com um coração na bunda – sem falar em seu talento, força de vontade e disciplina. Chegou posteriormente a tocar com Oto e Naná Vasconcelos. Hoje, ele e sua garota, a percusionista Simone Soul, levam adiante o Projeto Cru. Não deixe de conferir.

24/08/2003

Schiller e Beethoven

yuri vieira (SSi), 2:53 am
Filed under: literatura,música,Religião

Leia esse trecho do poema do Schiller (Ode à alegria), que São Beethoven musicou no quarto movimento da Nona. (E que eu estou, desafinadamente, e para desespero da Cássia, aprendendo a cantar. Falando nisso, o Calaça aí deve estar com saudade das minhas cantorias lá da UnB, né não?)

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Com alegria, como os corpos celestes
Durch das Himmels pracht’gen Plan,
Que Ele colocou em seus cursos pelo esplendor do firmamento
Laufet, Bruder, eure Bahn,
Então, irmãos, sigam seus caminhos
Freudig wie ein Held zum Siegen.
Alegres, como um herói rumo à conquista.
(Continua…)



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