Arquivo para a categoria "Religião"




23/07/2002

Escreva pra Deus

yuri vieira (SSi), 9:14 am
Filed under: Religião,sites

Desde 1999 venho visitando, sempre que me lembro, o endereço www.God.org. Não, ninguém nunca me falara a respeito dele, senão que simplesmente me deu na telha e tasquei a URL no browser. E li: “Coming soon. A site for everyone…” (“Em breve. Um site para todos…”). Hoje, pela primeira vez neste ano, resolvi dar uma checada no dito cujo. Descobri, então, que já podemos enviar emails pra Deus! Ou, quem sabe, simplesmente pro Diabo do cara que registrou o domínio. Afinal, Ele, o Outro, não é onisciente? Pra quê email? Bom, ao menos vale a pena mandar uma mensagem esculhambando o Cara, perguntando por que é que Ele não vem logo dar um jeito na maldade desse mundão de uma vez por todas. A Hilda Hilst mesmo escreveu – acho que no “Estar sendo. Ter sido” – que esse tipo de sacrilégio é – embora ingênuo (digo eu) – um pouco santo, já que visa a uma reação do Figurão. Clica aí e manda sua mensagem!

07/07/2002

Clones de Buda

yuri vieira (SSi), 9:02 am
Filed under: especulativas,extraordinárias,Religião

Outro dia, alguém me enviou um texto sobre idolatria que fez com que me lembrasse novamente do Li Hongzhi, aquele da Falun Gong (óia eu com o cara de novo). Ele diz, em um de seus livros (cito de memória), que, após o assassinato pelo governo comunista chinês dos mestres ortodoxos budistas – segundo ele, os verdadeiros guardiões do esoterismo da “Escola Buda” – os novos templos ficaram vulneráveis a um certo tipo de “vampirismo astral“. Ele afirma que, enquanto a tradição era mantida, toda estátua de Buda de um templo recém inaugurado era, digamos, “linkada” ao mundo astral budista (ou etérico, como queiram) por um desses mestres ortodoxos, o qual detinha o conhecimento de como estabelecer a tal ligação. Isto significa que, sempre que uma pessoa se ajoelhasse diante daquela imagem, sua intenção seria canalizada para os altos planos. (Uma espécie de pára-raios invertido…) Após a morte desses mestres e a conseqüente interrupção dos ensinamentos (rompimento da cadeia mestre-discípulo), os novos templos ficaram com imagens de Buda desprotegidas. Desprotegidas de que? Li Hongzhi afirma ter ouvido de muitos de seus discípulos: “mestre, eu estava meditando no templo blablablá e então meus ‘olhos celestiais’ se abriram e eu vi Buda caminhando por entre os crentes…”

E pela descrição da aparência e do comportamento do suposto Buda, Li Hongzhi afirma tratar-se, na verdade, de um golem plasmado, a partir da estátua localizada ali no templo, graças à energia doada pelos crentes. Esse ente (não é um ser mas um ente) torna-se uma espécie de vírus, uma pseudo-entidade cujo único propósito é sugar a energia dos crentes para manter sua sobrevida. Muitos discípulos honestos, ao conseguir abrir seus “olhos celestiais” (visão astral), acabam se iludindo por tomar a imagem de Buda pelo próprio. Pelo que eu entendi, os chineses teriam sido tão avançados em sua técnicas espirituais que sabiam até mesmo como evitar, de forma prática, os males da idolatria tão temidos pelos judeus, mulçumanos e certas seitas cristãs. Por este raciocínio, será assim tão inconseqüente a adoração de imagens? Ou, como querem os céticos radicais, isso tudo não passa de enredo de RPG?

27/05/2002

As Cartas de Lewis

yuri vieira (SSi), 12:34 am
Filed under: escritores,Religião

Seguem as cartas do escritor C.S. Lewis prometidas na nota anterior. (Em ingrêis, mano.)

The following letters by C. S. Lewis were written to Sheldon Vanauken, who ultimately wrote the best-selling book A Severe Mercy. Mr. Vanauken asked Lewis for the right to use the letters in his booklet “Encounter with Light,” and Lewis gave permission. Mr. Vanauken subsequently put the letters in the public domain.
(Continua…)

26/05/2002

C.S.Lewis e Tolkien

yuri vieira, 10:30 pm
Filed under: escritores,Religião

Seguem os textos que prometi ao P. Paiva sobre o escritor C. S. Lewis, que foi professor em Oxford na mesma época que Tolkien, de quem ele foi amigo. O primeiro é um excerto da biografia dele, Lewis – em espanhol, desculpe – onde há a interessante informação de que Tolkien foi imprescindível para sua conversão ao cristianismo. (Pelo jeito é necessária muita imaginação – uma imaginação tolkiana – para acreditar que Deus experimentou a vida como “filho do homem”, como filho da humanidade. Mas, olhe lá, não pense que estou condicionando a fé à imaginação, pelo amor de Deus. Esta está muito aquém daquela.) Já os textos seguintes – em ingrêis – são cartas do Lewis a um outro escritor, tratando – digamos assim – do lugar da fé e da razão em nossa vida.
(Continua…)

24/05/2002

Quem nasceu primeiro: Deus ou o homem?

yuri vieira (SSi), 10:42 pm
Filed under: especulativas,Religião

Um leitor — que assina com o adorável pseudônimo de “Clô Aka” — me escreveu a respeito do texto Neste Natal, Solte Sua Imaginação, afirmando que, apesar de ser fã de literatura fantástica, acha uma sandice acreditar que o universo possa ter uma organização tão “humana” quanto aquele ali descrito. Ora, podemos dizer que essa questão não é senão uma espécie de antinomia, um antagonismo entre duas posições igualmente defensáveis: uma primeira afirmando que nós, ou melhor, nossa “humanidade” é que é semelhante à Divindade; outra que, como a do Clô Aka, acredita que essa suposta Divindade, com que tantos “desperdiçam sua fé”, é que é criada por nós à imagem e semelhança de nossas próprias imperfeições. Enquanto não houver provas concludentes para qualquer dos lados, o negócio é soltar a imaginação. Alguns preferem achar que o universo se parece mais a uma grande máquina que a um de nós, pobres mortais, ou à obra de um Deus. O filósofo Olavo de Carvalho — sempre imperdível — escreveu um ótimo texto sobre o tema: O homem-relógio. Não deixe de ler, amigo leitor de nome cheiroso.



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