blog do escritor yuri vieira e convidados...

Categoria: Cotidiano Page 41 of 58

“Qual a poltrona, senhor?”

Chegamos com quase 1 hora de antecedência ao cinema. Será a minha primeira vez numa sala com cadeiras numeradas, apesar de o sistema já estar em vigor em algumas delas em São Paulo faz uns 4 ou 5 meses. A fila para comprar os bilhetes está pequena. Mas por que não anda?

Support Denmark

Esta Carta ao Editor foi publicada no jornal dinamarquês “Ekstrabladet”:

Perdão

Perdão por lhes dar um lar e assistência.

Perdão por lhes dar educação gratuita.

Perdão por lhes ajudar economicamente.

Perdão por lhes permitir praticar sua religão em nosso país Cristão.

Perdão por enviar ajuda estrangeira aos seus países de origem.

Perdão por não iniciar perseguições sangrentas aos seus assassinos dos nossos compatriotas.

Perdão por não usar cinturões explosivos e explodir a nós mesmos em público quando nossos sentimentos estão feridos.

Perdão por não seguir os preceitos da sua religião.

Mas pedir desculpas por falar em nossa própria nação de acordo com nossas próprias leis? Isto vocês nunca terão!

Além disso ainda está rolando uma campanha de apoio à Dinamarca:

Contra a Liberdade de Expressão

Duro não é defender a liberdade de expressão. Duro é defendê-la quando implica no direito de neguinho falar burrice. Porque, puta que o pariu, o que não falta é gente burra! E quando eu falo de burrice, o problema não é falta de estudo. Aliás, outro dia estive lá no sertão mais cafundó de Goiás e conheci um punhado de gente inteligente que não sabe nem assinar o nome. Aliás, 110 vezes mais inteligentes do que eu, que sou tão mané que, se me soltarem no mato, não sobrevivo uma semana. Não sei fazer nada sozinho. Tudo tenho que comprar feito. OK, não é isso. Burrice é quando o sujeito tem a mente tão limitada que não vê problema em tirar conclusões definitivas sobre todas as coisas baseado na sua experiência tacanha de quem conhece três ruas da cidade e uma vez foi a Sumpaulo, descobriu as respostas definitivas pra tudo, e vocifera isso sem medo na farmácia e na fila do banco. Ai, meus sais… Do tipo coisas sobre a melhor dieta para emagrecer, automedicação ou relações entre a personalidade do mineiro ou do carioca e o funcionamento do trânsito nas cidades: “o trânsito tá ficando engarrafado porque as pessoa tá parando demais nas faixa de pedestre, mesmo quando nem vem carro atrás”. E assim prosseguem as coisas, as pessoas tomam decisões e orientam suas vidas. Não pode rolar um paredón pelo menos nos casos de burrice terminal? Seria um bem pra essas pessoas.

Literatura não é rock

Henry Miller

Esse aí é o Henry Miller. É mais ou menos com essa idade que os escritores começam a ser abordados pelas fãs. Tarde demais…

O Plágio de Brokeback III

Tradução de “Brokeback Mountain” em português: Chapada dos Veadeiros.

A maometização das consciências

“Credo, gente, que maomezeira, hem?”

“É a maometização da imprensa, diria o Zé Simão”.

“Não, é a das consciências”, diria eu.

Porque, cá entre nós, acho uma ingenuidade ver algo de positivo nessa reação dos iranianos, essa de criar um concurso que premiará as melhores charges tendo como tema “o Holocausto”. Pois é desproporcional. (!) Bem menos do que antes, claro, mas ainda é. Eu sei, não parece, afinal reagir com caricaturas é melhor que responder com bombas, está no mesmo plano de realidade e tal. Mas se os Ocidentais tiraram o sarro do Maomé, o mais lógico seria os caras, tal como na caricatura do France Soir, tirarem o sarro ou de Jesus ou de Moisés, não do Holocausto. Ao optar por este último, só mostram o quanto são malucos perigosos. É covardia contrapor um ser pretensamente divino a meros mortais. No fundo, sabem que os Ocidentais sabem rir de si mesmos e que, se eles, muçulmanos, tirassem o sarro do Senhor do Universo, ficaria tudo na mesma. Se Jesus não se deixou abalar nem mesmo por uma crucificação, uma caricatura então seria fichinha.

Maomé e Anne Frank — 3

Ainda sobre este e este assunto, recomendo a leitura de artigo do Clóvis Rossi, na Folha de hoje. O título é bem explicativo: O profeta e a incomunicação.

Maomé e Anne Frank — 2

Achei o responsável pelo desenho de Hitler com Anne Frank (veja post logo aqui embaixo). É a Liga Árabe Européia (LAE), uma organização de defesa dos direitos das comunidades árabes e muçulmanas na Europa. É apenas uma entre várias charges anti-semitas, segundo o JB Online.

Mas não consegui vê-lo. No site da LAE, aparece a mensagem: “Bandwidth limit exceeded”. Adivinhe por quê? Esta história ainda vai longe…

Maomé e Anne Frank

Jornalista, tendi para o lado da liberdade de expressão neste caso das caricaturas de Maomé. Mas nunca previ tamanha repercussão. A história não pára de crescer. E de ficar mais feia para o lado do Ocidente — principalmente depois que se soube que o mesmo jornal dinamarquês que iniciou tudo havia, tempos atrás, se recusado a publicar charges de Jesus, sob a alegação de que causariam polêmica entre seus leitores.

Desde o início senti dificuldades em entender por que houve tanta repercussão entre os muçulmanos — até com mortes. Mas agora vislumbro uma luzinha, isto é, começo a compreender, mesmo que só um pouquinho — o que, acredite, para mim já é o suficiente.

Desenciclopédia

DesenciclopédiaAté hoje eu só criei um único verbete para a Wikipedia. Adivinhe qual? Isso, aquele que trata da minha sister Hilda Hilst. Não fiz mais nenhum porque o serviço me pareceu um trabalho para intelectuais aposentados, com a vida ganha e, como eu ainda estou com a vida perdida, adiarei mais alguns anos até me sentir preparado para uma contribuição mais sistemática.

Mas não é que há essa Desenciclopédia (Uncyclopedia), uma paródia da Wikipedia, que pode ser bem divertida de se participar?

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