Uma coisa é o dever, outra, muito diferente, a obrigação. Eu odeio ser obrigado pelo Estado a fazer o que quer que seja. Por isso me irrita pensar que terei de sair de casa num domingo para votar num malandro político qualquer. Não há ninguém, NINGUÉM, que eu tenha visto até agora, que mereça semelhante sacrifício. Não vejo a hora em que percebam que o voto obrigatório é anti-democrático. Uma comissão do senado estudou uma reforma político-partidária em 1998 e, apesar de admitirem as vantagens do voto facultativo, até hoje não deu em nada. Saco.
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“Meu país anda numa situação tão terrível que, caso minha mulher fuja com outro, eu irei junto.”
(Facundo Cabral)
“Outro dia estive com a mãe do Presidente. Ela me disse: ‘Se eu soubesse que meu filho iria tão longe, eu o teria mandado à escola’.”
(Facundo Cabral)
“Quarteto é o que sobra de uma orquestra sinfônica cubana depois de uma turnê pela Europa.”
(Facundo Cabral)
“Os ecologistas são marxistas reciclados.”
(Facundo Cabral)
Quem quiser saber a merda que a Ancinav fará com o atual estado da produção, distribuição e exibição de filmes nacionais, basta ler sua página de perguntas e respostas na Internet e saber que é tudo ao contrário do que estão propondo. Essa é uma constatação quase científica da minha parte, afinal, tudo o que esse governo prometeu tem sido efetuado pelo avesso. Vá ver os graaaandes resultados do Fome Zero, por exemplo. Veja a ética do José Waldomiro Dirceu Diniz. A Ancinav só vem mesmo para burocratizar, criar mais taxas e certas sanções a não sei que infrações “leves, médias, graves e muito graves”. Sem falar que exigem que toda pessoa ligada ao cinema se registre na Agência. A Maria Betânia tem razão. Essa gente da política não passa de “pessoinhas”. (Vide sua entrevista à revista da Net.) Quem ela estaria alfinetando?… Em suma, como já dizia o Henry Thoreau, “Ministro Gil, vá pra Portugal de navio”.
“Quem afirma que ‘o primeiro dever do jornalismo é a crítica do poder, onde quer que ele se manifeste -na política, na economia, nos negócios’, não pode, por princípio, manter com ele uma relação promíscua e proveitosa, sob o risco de ser desmoralizado. Essa é a primeira razão, não a única, pela qual o jornalista Mino Carta há muito tempo não pode e não deve ser levado a sério.”
Fernando de Barros e Silva, hoje, na Folha de SP.
“Na imprensa e nos livros que circulavam em Berlim, Albert Schweitzer notou a mesma disposição para aceitar aquilo que era moralmente inaceitável, como já havia notado nos jornais e livros de Estrasburgo e de Paris; o mesmo senso de fadiga moral e espiritual, aliado ao mesmo otimismo quanto ao futuro.”
O profeta das selvas, de Hermann Hagedorn.
O mais interessante é saber que Schweitzer detectou um futuro sombrio para a Europa não simplesmente antes da Primeira e Segunda Grandes Guerras, mas antes mesmo do final da última década do século XIX. E, caso não fosse trágico, seria engraçado ver como no final do século XX, a imprensa e a intelectualidade brasileiras também apresentavam – e ainda apresentam – o mesmo otimismo babão no messianismo político. A história brasileira, por enquanto, não passa de pura farsa.
Albert Schweitzer deixou a Europa para servir a seus semelhantes na África equatorial. Um dos motivos que o levou a tão radical mudança foi o impedimento que sofreu, da parte do Estado alemão, ao tentar levar adiante seus projetos de serviço social voluntário, afinal, já “havia uma repartição do governo encarregada desses assuntos, e isso era suficiente – muito obrigado. Mesmo quando o orfanato de Estrasburgo foi destruído por um incêndio, a espinha oficial permaneceu rígida. Schweitzer ofereceu abrigo para alguns dos que haviam ficado sem teto, mas nem lhe permitiram terminar a frase com que fazia o convite. O Estado não precisava do auxílio do jovem doutor”.
O profeta das selvas, de Hermann Hagedorn.
“Aqui e ali, na imprensa, (Schweitzer) notava idéias desumanas apresentadas por homens públicos, e esperava ansiosamente o indignado repúdio do público; mas esperava em vão. Ninguém parecia chocado quando governos e nações propunham e faziam coisas que a geração anterior teria julgado intoleráveis.”
O profeta das selvas, de Hermann Hagedorn.
