O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados...

90min de entrevista com Jorge Luis Borges

Para assistir a uma prévia da entrevista realizada em 1976 pelo jornalista espanhol Joaquín Soler Serrano com Jorge Luis Borges, clique em play. Para fazer o download da entrevista completa, siga o link mais abaixo.

(Atenção, ao clicar em download, vc precisa seguir os passos com calma, caso contrário se perderá numa infinidade de janelas de publicidade, inclusive pornográficas. Mas que o arquivo com 90min (140.22Mb) de entrevista está lá isso eu posso garantir. Fique atento à parte superior da janela que abrir e vá clicando. Además, muchas gracias a la bitácora Apirronarse por este gran regalo.)

Mais atitudes grandiosas de nossa esquerda

O Reinaldo Azevedo disse:

Há dias, fui convidado para falar a estudantes da Universidade Federal de Pernambuco. Um núcleo de jovens alinhados com as idéias de Hayek me convidou. A esquerda saiu panfletando o campus conclamando os alunos a boicotar o evento. Diziam que eu era contra a “universidade pública, gratuita e de qualidade”. E, como não?, estavam indignados porque afirmavam que eu sou “de direita”. Os esquerdistas da universidade, alimentados com cereais matinais enriquecidos com vitaminas e com os impostos que extorquem dos miseráveis, querem continuar no bem-bom. Muitos vão se formar médicos, engenheiros e dentistas. Cuidarão da saúde de quem pode pagar, dos dentes de quem pode pagar, dos prédios de quem pode pagar. E o passaporte para a sua boa vida será garantido pelo suor e pelo couro de quem nunca vai atravessar a porta de seus consultórios ou escritórios. É o socialismo do PT e do PC do B. Eu, como sou de direita, não valho nada. Eles, como são de esquerda, podem roubar até a dignidade alheia. Além de bater a carteira de pobre.

(Via Leite de Pato)

Duelo de Titãs

O Alex Castro pergunta qual é o maior romance latino-americano do século XX? Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquéz, Sobre Heróis e Tumbas, de Ernesto Sábato, ou Pedro Páramo, de Juan Rulfo.

Infelizmente os brasileiros estão fora deste páreo. Se não o estivessem, eu diria, sem pestanejar, “Grande Sertão Veredas”. Cem Anos de Solidão perderia por uma cabeça para a obra-prima de Guimarães Rosa – a ousadia linguística.

Sobre os fundamentalistas do mercado

Ando me sentindo um pouco sufocado entre o anaerobismo da esquerda, de um lado, e o fundamentalismo dos mercados do outro. Quem dera o mundo fosse simplificável à possibilidade de um Estado monolítico e da iluminação de sábios como os petistas, ou de um mercado onipresente. Oito ou oitenta.

O Rodrigo Constantino, do Instituto Millenium, cujo blog foi recomendado no post abaixo, explica didaticamente como a propriedade privada é a solução para quase tudo, inclusive para a devastação da Amazônia. Eu quero concordar em parte com ele.

Blog do Rodrigo Constantino

Eis um blog com bons artigos — li três. (Dica do Vinicius Bitencourt, nosso visitante mais assíduo.) Na verdade, eu já havia lido algo do Constantino em outros sites, mas não conhecia seu blog. Já está em nossa lista.

Nostradamus na avenida

Durante minha infância e pré-adolescência, passei praticamente todos os feriados de carnaval no Rio de Janeiro, na casa dos meus avós paternos. Mas eu nunca ia aos desfiles das escolas de samba. Meu carnaval se limitava às brincadeiras de rua e a fugir do Clóvis, o famigerado bate-bola. Além, é claro, de jogar futebol de botão com meu primo André – ele era sempre Flamengo e eu tinha de me contentar em ser Botafogo (nunca havia São Paulo) – e de comparar gírias e costumes paulistas com os cariocas. Era bom à beça

Samba e petróleo, não…

Samba e petróleo, não – samba e luta pelo domínio das consciências…

Joãozinho Trinta e muito dinheiro de estatal petrolífeira da Venezuela [U$1.000.000, dizem], de Hugo Chaves. Foi essa combinação, imprevisível, que deu o título do carnaval carioca à Unidos de Vila Isabel – escola que desfilou com o enredo “Soy loco por ti, América – A Vila canta a latinidade”. Não é à toa que este Chaves vem assustando até Bush.
(Gazeta de Limeira)

P.S.: Sim, o artigo do Reinaldo Azevedo trata bem deste fato.

I bid you welcome

ET phone homeNunca estou satisfeito com a apresentação do meu podcast. Primeiro chamei o ET para gravá-la, mas o inglês dele é tão ruim quanto o meu e ele acabou comendo a preposição “to” após o verbo “listen”. Veja como ficou:

  • [audio:http://audio.karaloka.net/audio/etphonehome.mp3]
  • Ouça aqui!

Depois tentei eu mesmo gravar a tal apresentação. Mas é simplesmente incrível a dimensão da minha sem-graceza diante do microfone. Ficou assim:

O Paradoxo da Pergunta

Li este texto que vai a seguir há algum tempo e ele sempre me impressionou pela maneira criativa como consegue apresentar um dos paradoxos mais interessantes da lógica. Ei-lo:

The Paradox of the Question
Ned Markosian

Once upon a time, during a large and international conference of the world’s leading philosophers, an angel miraculously appeared and said, “I come to you as a messenger from God. You will be permitted to ask any one question you want – but only one! – and I will answer that question truthfully.

Mulher do padre 2

quase um ano já, cansado de tentar convencer meus amigos a lerem o Olavo de Carvalho – de quem li apenas sete ou oito livros (os dois primeiros emprestados pelo poeta Bruno Tolentino em 1999) -, desabafei aqui: “para mim, quem não lê as colunas semanais do O.de C. é mulher do padre”. O irônico é que, sem que eu soubesse de pronto, foi este o único argumento que de fato levou ao menos dois de meus amigos a iniciar a empreitada, o que talvez signifique duas coisas: 1) sou um péssimo dialético, 2) mas um bom retórico, já que apelei com sucesso aos subterrâneos de suas psiques ao utilizar desafio tão primário, tão infantil. E isto, claro, significa uma terceira coisa: embora lhe sinta o cheiro, ainda estou muitíssimo aquém da filosofia…

Mas sem papo furado, quero apenas – diante do excelente artigo do Olavo desta semana, Se você ainda quer ser um estudante sério…, aliás, finalmente um artigo que mostra extensivamente (e não intensivamente, como é o costume dele) aos que nunca tiveram coragem de se aproximar de ao menos um de seus livros qual é o fundo de onde salta esse grande figura – quero apenas repetir: para mim, qualquer intelectual brasileiro que nunca tenha lido sequer um livro do Olavo é mulherzinha do padre. E só. (Ok, agora vá dar pro padre, se é que lhe assentou a carapuça.)

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