Comentei ano passado sobre a entrevista dada por Robin Williams ao James Lipton no Inside Actors Studio. Foi fenomenal, nunca ri tanto na minha vida, as lágrimas correram. Mas o que eu não sabia é que um membro do público teve de sair de ambulância daquele teatro: deu tanta risada que lhe acometeu uma hérnia, isto é, quase morreu de rir – literalmente. Preciso dizer algo mais?
E o governo chinês continua com sua tentativa inútil de barrar o avanço da liberdade. Quando a palavra correta se difundir por meio dessas novas tecnologias, adeus totalitarismo…
Publiquei mais um mp3 em meu audioblog.
Desta vez é uma leitura do conto Maria Eu-gênia, extraído d’A Tragicomédia Acadêmica.
Atenção para o comentário em áudio do ET, um dos meus ouvintes mais fiéis:

Eu e Julio Daio Borges

Claudinei, Yuri, André, Chun, Ana e Wilson
Em Outubro, para variar, juntamente com amigos, fechei (fechamos) o bar, aliás, o Public Pub. Fui com o Sunami Chun (Monkey) e com a Ana Raquel (xará astrológica do Nietzsche, isto é, libra ascendente escorpião) e, lá, reencontrei o Rogério Franco (Editora Price) e conheci, entre outros, o Julio Daio Borges (editor do Digestivo Cultural), os colunistas Fabio Silvestre Cardoso e Guilherme Conte (ambos do mesmo site), o podcaster Ricardo Senise (do 5 a 1) e, claro, os demais colegas de fechamento de pub Claudinei Vieira (escritor), Wilson Neves (ilustrador e programador) – ambos do site Desconcertos – e André Muinhos Pôrto, da locadora de livros e revistas Núcleo Cultural Continental. Ótimas conversas, ótima música, ótimo chope. Sem falar das muitas risadas, especialidade do Wilson.
Longa vida ao Digestivo, que ele continue nos brindando com mais informações e discussões culturais e, claro, com mais chope…
Está aqui, na Folha de SP, declarando-se a favor do impeachment do “homem inocente” e da dissolução do Congresso Nacional:
“O ‘seu’ Lula tinha de ser impichado, e ter eleições gerais agora em Janeiro. Aí, o que faz o Congresso? Uma jogada para a opinião pública, um jogo para a galera. E o próprio governo corroborou, pois o Zé Dirceu era doente terminal.”
(Alguém discorda?) E ele também explicita algo que muita gente pensou: não fosse a tal bengalada daquele escritor na fuça do José Dirceu e um maior número de deputados o teria apoiado. Esse Congresso é mais impressionável do que se imagina.
Finalmente saiu o site de notícias da Google em português…
Já se passaram alguns meses desde que mudei meu site para o ROUThost.com e, por enquanto, tem sido um excelente serviço de hospedagem. Um amigo, o Gustavo Barcellos, acionou alguns de seus contatos nerds e eles – após uma avaliação à base de óculos fundo de garrafa – concluíram que não apenas o espaço e a banda, mas também o equipamento, são de ótima qualidade. Vale lembrar que a empresa também vem conseguindo manter o sistema ativo mais de 99% do tempo. A única desvantagem deste serviço, em relação àquele que antes usava, é que, no outro (JKAHosting.com), eu tinha de entrar em contato com o suporte técnico com tanta freqüência que meu inglês já ia de vento em popa. Já o site…
Cá entre nós – não conte para ninguém – a melhor personagem da Lygia Fagundes Telles é a empregada que ela finge ser quando não está a fim de atender ao telefone. Hilda Hilst já havia me falado a respeito, mas houve um dia em que confirmei a tática:
“A dona Lygia num tá! Acho que foi ver o filho dela…”, diz a escritora, sem me reconhecer, com uma voz das mais engraçadas.
“É o Yuri, Lygia, o amigo da Hilda Hilst…”, e aí a gente percebe a figura engolindo em seco. Instantes de hesitação.
“Seo Yuri, desculpe, eu digo préla que o senhor ligô”, retorna a personagem um tanto quanto sem graça.
“OK, então. Não se esqueça de mandar um beijão para ela, viu?”
Ela desliga. Sorrio: “A fama é mesmo uma gaiola de ouro”, já dizia o cantor argentino Facundo Cabral…
Uma amiga me contou que, anos atrás, costumava despertar fora do corpo, isto é, “sofria” projeções astrais espontâneas e involuntárias. (Sim, no jargão da psicologia, alucinações.)
“Que demais!!”, eu disse.
“Demais nada, quase morria de medo…”
E descreveu o pânico que sentia cada vez que isso rolava e a ansiedade que ia nutrindo por acreditar que enlouquecia, por achar que estava perdendo seus parafusos um a um. Nessas ocasiões, nunca saía de seu quarto e muito menos de perto da cama. Fechava os olhos e rezava para voltar ao aconchegante corpo.
“Ai, era horrível!”
Mas um dia, abriu os olhos e viu um desconhecido em seu quarto, parado bem aos pés da cama: “E aí? Quer ir comigo na Biblioteca de Alexandria?”
“E você foi?”, perguntei eu, empolgadíssimo.
Depois de ler a notícia no site da Universia Brasil (USP estuda criar graduação para o MST) e o artigo do Olavo, fiquei pensando: será que por ser herdeiro dumas terrinhas no centro-oeste poderei entrar nesse curso “voltado para o campo”? Afinal, ainda há uma tal democracia, não é? E eu já passei em seis vestibulares… Não, concluí em seguida, infelizmente não sou coletivista e analfabeto o suficiente. Sim, analfabeto, porque essa gente pretende fazer apenas provas orais durante o curso, já que não dominam muito bem a linguagem escrita… Analfabetismo doutoral, diz o Olavo. É por essas e outras que minha ojeriza pela universidade aumenta cada dia mais.
