A Fundação Urântia está prestes a lançar a primeira edição em português do Livro de Urântia. Afirma estar com as provas finais das versões em português, alemão e italiano e planeja iniciar a impressão neste outono (primavera aqui no sul). Prepare-se, pois, para agüentar a pentelhação dos amigos que o lerem. Mas não se preocupe, o efeito “puts, você tem de ler também” não dura mais que um, dois ou três anos. Depois seu amigo deixará de te encher o saco e perceberá que não necessita da anuência de nenhuma coletividade ou do apoio de terceiros para encontrar significados espirituais e valores morais vida afora. E continuará lendo o livro, quietinho em seu canto.
Do site Navegante de elmundo.es:
“James Bond já tem um candidato a inimigo empenhado em conquistar o mundo (!bwhahahaha!): uma simpática companhia com um logotipo colorido e ambição ilimitada: Google. Não contentes em terem inventado uma nova forma de publicidade, revolucionando como que por acaso o acesso à informação na Rede, agora parecem decididos a substituir a indústria das companhias telefônicas em conjunto. Seus últimos movimentos parecem indicar sua intenção de se converter em provedor de acesso à Internet via WiFi. A combinação de acesso sem fio + buscador + localização geográfica + armazenamento remoto será extremamente poderosa; literalmente mudará o mundo. Também causará uma concentração desmedida de poder nas mãos de uma companhia, o que não é bom. Por simpática que nos possa parecer.” (Leia mais.)
Esta é uma citação bastante pertinente que recebi do Gustavo Barcellos, assistente aqui do estúdio:
“Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades.”
(Benjamin Franklin)
Se você quiser conhecer bandas e músicos de perfil semelhante ou aproximado ao daqueles que curte ouvir, visite a Pandora e curta ao menos as dez primeiras horas gratuitas de streaming. (Segundo pude perceber, o site detecta o browser, não o IP, o que significa que é possível ganhar mais dez horas passando do Firefox para o IE.) Só para testar, criei estações de rádio a partir de Miles Davis, Goldie, The Clash, The White Stripes e The Velvet Underground e o site meteu uma seqüência de sons – de estilo semelhante aos citados – que eu nunca antes ouvira falar. (Bem, não sou mesmo um rato de loja de CDs…) Vale a experiência.
Pelas mensagens que pipocaram em meu celular, vi que a notícia correu feito relâmpago entre meus amigos. Mas fiquem descansados que estou bem, muito bem. Para um escritor, toda experiência é lucro. Aos que não conhecem o ocorrido, me explico: fui espancado por quatro playbadboys “sarados” — essa espécie animal que não tem mais o que fazer — em plena rua Harmonia (Vila Madalena), de madrugada, a poucos metros do apartamento em que estava hospedado. O máximo que conseguiram foi me tirar alguns mililitros de sangue e quebrar meu lindo nariz. O mais irônico é isso tudo ter rolado não apenas minutos após eu ter escrito os dois posts anteriores, mas também na mesma noite em que o Globo Repórter apresentou uma matéria sobre jovens de classe média e classe média alta que se envolvem com crimes e violência. Certas sincronicidades parecem só acontecer comigo. Não é à toa que estou na comunidade “Eu atraio loucos!” do Orkut. Claro que o assunto renderá uma crônica mais detalhada.
P.S.: Nunca deixe seu dedo médio levantar-se para uma matilha de playbadboys provocadores com os narizes sujos de pó branco. Dedo mau! Dedo bobo! Nada como uma boa lição de autodomínio…
P.S.2: O mais triste é que não havia no apê uma mulher sequer para cuidar dos meus dodóis. Já os playboys estavam acompanhados por duas retardadas, para as quais acreditavam estar se exibindo. Dize-me com quem andas…
P.S.3: Um capoeirista destreinado, tal como eu, pode até minimizar o prejuízo – não fiquei com olho roxo, cortes, furos, nem perdi dentes – mas se consegui desmanchar o cabelo de algum deles, foi muito…
Pensando bem, quem bateu o recorde foi o Rodrigo Fiume, que viajou com a namorada e largou seu apartamento da Vila Madalena nas minhas mãos. Ah, como eu gosto dos meus amigos…
Gosto de São Paulo pois aqui meus amigos sempre me tratam a pão-de-ló. Mas o Bruno Costa, tradutor, e sua namorada Ana Lima, fotógrafa, bateram o recorde. Em seu loft/estúdio, na Pompéia, enquanto a Ana solicitava minha ajuda para escolher uma modelo entre diversos composites que ia me apresentando, o Bruno me serviu pastéis assados, cerveja preta e me presenteou com um livro que ele ajudou a preparar para a Editora Globo: Universo Numa Camiseta: à Procura da Teoria de Tudo, de Dan Falk. Um livro novo numa mão, um copo de cerveja na outra, os olhos nas modelos. E eu era instado a escolher uma peituda, pois as fotos são para a campanha de um club de Maresias, e os caras querem uma “gostosa”. Ai ai, essa vida de esteta…
Não é só o Brasil que tem CPIs estranhas. Paola Antonacio, uma amiga que está fazendo mestrado em Madrid, me disse que está rolando uma CPI das Touradas por lá, uma vez que descobriram um esquema no qual se dopavam os touros para encher a bola (e a bolsa) de toureiros espertalhões. Engraçado isso. A primeira e última vez que defrontei um touro furioso não era bem ele que estava dopado e sim… Lucy in the Sky with Diamonds!!!!
O Paulo Paiva tem razão. Enquanto conversávamos eu, ele e o Daniel Christino, via Skype – eu a mil quilômetros de distância de ambos -, parecia que estávamos num boteco. Realmente, só faltou a cerveja…
O bom de ler o Reinaldo Azevedo é que ele me tira o peso de ter de escrever sobre política, tema esse que já me desviou mais que o suficiente dos meus projetos atuais. Se minha opinião não tem um centésimo milésimo do peso da dele, se ela não se baseia, como a dele, em dados tão bem fundamentados, se não é tão expressiva e tão bem articulada, para quê então me esforçar tanto? Seu artigo Referendo das armas: por que voto “não” é daqueles em que assino embaixo, já que é exatamente o que venho dizendo a meus amigos e familiares: voto “não” por uma questão de princípios, por não querer submeter meu arbítrio à vontade absoluta do papai-Estado e não por ser um defensor ou usuário de armas. Como já escrevi aqui há mais de um mês, chega de entrar no assunto. Leiam o artigo dele e pronto.
Eis um excerto:
(…) na prática, o que se está dizendo aos brasileiros é o seguinte: “Não adianta: os ladrões continuarão a enfiar um revólver na sua cara, e não há nada a fazer quanto a isso. Não tendo outra coisa a fazer nem outro tipo de proteção a lhe oferecer, estamos cassando o seu direito de fazê-lo por si mesmo porque nossos estatísticos concluíram que a reação é contraproducente. Assim, optamos pelo desarmamento compulsório não para coibir a ação dos bandidos, mas para que você seja um refém mais inteligente”.
