Eis a idéia que fere como um raio todos os que curtem literatura e descobriram o podcast. Primeiro as leituras gravadas, é certo. Mas qualquer dia voltaremos aos primórdios, à literatura oral, aos contadores de “causos”.
Concretismo é o Playmobil da literatura. Qualquer um que venha a abandonar a infância mental põe a um lado esse brinquedo, ao menos como coisa séria que se assine e imprima. Mas não vou mergulhar no mérito dessa questão. Leia Os Sapos de Ontem, do Bruno Tolentino. (Resposta aberta a um bom amigo.)

Esta é minha ilustração predileta, criada pelo Millôr Fernandes, para O Caderno Rosa de Lori Lamby, da Hilda.
Meu amigo Nemias F. Mól, da Associação Urântia do Brasil, acaba de me remeter este link. Na página, você poderá ouvir, em streaming, os cinco primeiros documentos do Livro de Urântia. Bom, está em inglês e é lido ou por um sintetizador de voz (o que seria bem estranho), ou por um cara que tem um chip no lugar do cérebro. Mas tá valendo. Bom, agora só falta os caras gravarem os demais 191 documentos…
Eu estava enrolando tanto (desde Maio) para responder às perguntas da jornalista Laura Folgueira, a respeito da minha amizade com Hilda Hilst, que acabei decidindo não fazê-lo por escrito — o que é muito trabalhoso e repetitivo, para mim, e conveniente, para a jornalista — mas através duma gravação em áudio. O arquivo MP3 referente à primeira pergunta pode ser baixado no meu audioblog. Responderei às demais assim que possível.
E o astronauta Steve Robinson, a bordo da nave Discovery, publicou o primeiro podcast do espaço.
- Ouça.
Para mais detalhes, vá ao site da Nasa.
Não sei se você viu o Senador Amir Lando, presidente da CPI do “Mensalão”, ontem à noite, querendo interromper os interrogatórios para o jantar, aliás, pausa bastante justa, já que estavam ali desde as onze da manhã. Mas não, ninguém queria abandonar esse surto de vontade de trabalhar. O senador avisou: “Ainda não falou nem a metade da lista de inscritos, vamos varar a noite…” “Nós agüentamos”, respondeu uma das “excelências”. Engraçado, pensei cá comigo, lá em São Paulo, no estúdio do qual fui sócio, sempre que necessitávamos virar a noite – com a fome fatalmente batendo à porta – pedíamos duas ou três pizzas para acalmar o estômago. Por que será que ninguém teve essa idéia tão óbvia lá na CPI?
Contratei um cara aí – estava desempregado, coitado – para dar a mensagem de erro do meu site. Clique neste link inexistente para testar.
Vinícius de Oliveira, um leitor, me enviou o conto abaixo dentro do espírito da Tragicomédia Acadêmica. Eis como ele o apresenta: “Li sua tragicomédia acadêmica e devo confessar que nunca ri tanto lendo contos. Estudo também em uma Universidade Federal e sei muito bem o que você ironizava nos seus contos. Aproveito para te apresentar um conto meu também sobre a tragicomédia acadêmica, inspirado numa personagem real da minha instituição”.

