O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados...

Loudblog

Para quem está interessado em desenvolver seu próprio Podcast – com audioblog, audiobooks ou o que seja – o Loudblog parece ser o melhor CMS. (Dá para baixá-lo deste site também.) O WordPress ajuda bastante também, mas o Loudblog tem ferramentas específicas para o caso.

Visual antigo

Este blog era assim sob o Movable Type:

blog.karaloka.net

blog.karaloka.net

Mas é óbvio que não pretendo alterar tanto esse visual. Sempre gostei do fato de a caixa de chocolate em pó permanecer com os dois padres e a caixa de palitos trazer sempre a mesma loirinha. Reconhecer algo ou alguém ao longo dos anos é também identificar-se com ele.

Papillon, a grande farsa

Após ler meu conto Memórias da Ilha do Capeta, o internauta Platão Arantes me enviou o seguinte email:

Lendo seu conto sobre “A ilha do Capeta” e o seu comentário sobre Henri Charrière, quero informá-lo de que Henri Charrière jamais escreveu livros, ele se apropriou dos manuscritos de seu companheiro de prisão René Belbenoit, e, para dar-se a entender ter sido ele o autor, pagou para que outra pessoa os modificasse. Mas, ao se apresentar na França para promover o livro “Papillon”, entrou em muitas contradições, chegando ao desespero de afirmar que o livro era uma obra coletiva e que ele não vivenciara aqueles fatos.

Estou há 12 anos investigando esse assunto. Já publiquei dois livros: A Farsa de Um Papillon – A Historia Que A França Quer Esquecer , editado em 1999, e a continuação: Papillon O Homem Que Enganou O Mundo, editado em 2002. Continuo a investigar e em breve estarei reeditando “Papillon O Homem Que Enganou O Mundo”, que foi atualizado. Além de muitas fotos e documentos teremos os “laudos” de peritos da Suíça e da Policia Federal de Brasília, considerados os melhores da “América Latina”.

Já pensou? O primeiro tijolão que li – Papillon, o homem que fugiu do inferno – provavelmente não passa de um grande plágio. Isto é, Charrière, que viveu seus últimos dias na Venezuela, talvez devesse ter voltado para a cadeia…

Uma solução para a África

(Ainda sobre a entrevista publicada na Der Spiegel, “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!“)

Eu conversei em duas ocasiões com o Bruno Tolentino sobre a África – onde ele esteve várias vezes – e tentei empurrar a idéia de que o problema era a educação. Ele então me falou de dois países africanos (não me lembro quais), que receberam ajuda de grupos ligados a Oxford para melhoria de seus colégios e instituições de ensino. Segundo ele, todas as vezes que as tribos se levantavam umas contra as outras, a primeira coisa que, juntas, destruíam eram os tais colégios e instituições. O Bruno me dizia não ver qualquer solução identificável para a África. Já o explorador e escritor inglês Richard Francis Burton dizia que a única coisa capaz de tornar os nativos africanos confiáveis, trabalhadores e dignos de respeito era o islamismo, segundo ele, uma religião mais condizente com a natureza tosca daqueles povos, uma vez que não respeitavam e costumavam deitar e rolar sobre os caridosos cristãos, os quais achavam ingênuos. (Temiam – perceba, temiam e não respeitavam – apenas os cristãos de fachada, aqueles que se impunham pela força, uma “linguagem” comum entre as tribos.) Pois então: islamismo… Já pensou? A solução para a África poderia ser uma ameaça para o Ocidente…

Arendt e a Internet

Outra questão que poderia ser levantada é o possível papel – em constante atualização – da Internet enquanto veículo de uma “esfera pública”. Quando escreveu seu livro (anos 1950), Hannah Arendt conhecia o crescente isolamento dos indivíduos na sociedade moderna, mas, tal como muitos autores de ficção científica, a quem ela dedica respeito, tampouco conseguiu prever o advento da “rede mundial de comunicação”. Embora a Internet ainda seja um mero campo onde brotam, aqui e ali, arremedos mais ou menos relevantes de “esferas públicas”, no futuro, talvez não tão distante, ela é bem capaz de abrigar ou ao menos propiciar o surgimento da verdadeira “esfera pública” mundial. Não é difícil imaginar assembléias de debates realizadas em grandes arenas – reais ou virtuais – interconectadas mundo afora como numa gigantesca video-conferência. A democracia pode ser representativa, mas a palavra e o testemunho devem ser de todos.

PT no Orkut

Segundo o jornalista Cláudio Humberto, “são expulsos da comunidade do PT, no Orkut, os que criticam o partido e os desmandos do governo Lula. É o jeito petista de ser democrático.”

Categorias e arquivos

Preciso avisar que menos de 5% das entradas deste blog estão realmente categorizadas, uma vez que não costumava utilizar esse recurso no Movable Type. (Não se assuste com a quantidade de categorias e subcategorias. Logo logo, darei um jeito nisso.)
Quanto aos arquivos dos anos de 2002 e 2003, qualquer um irá concluir, ao vê-los, que eu quase não escrevia. Na verdade, nesses dois anos, eu costumava usar o blog apenas para publicar meus contos, crônicas e artigos, em geral os mesmos que publicava no Caderno Pop do jornal O Popular (Gyn). Hoje, esses textos se encontram na parte principal do meu site, gerenciados pelo Mambo. E o blog virou blog mesmo…

WordPress

Como já disse anteriormente, preteri o Movable Type em favor – já me decidi, como é óbvio – do WordPress. (O MT sobrecarregava a CPU do servidor, etc.) O WP, além de ser mais simples no trato, possui mais recursos, plugins e suporte que o b2evolution. Embora o MT ainda tenha o template mais fácil de se lidar, creio que não me sairei mal com este aqui. Por enquanto estou satisfeito. Só falta dar ao blog a cara do site.

Choque de civilizações?

Esses ataques terroristas perpetrados por membros de fato e/ou postiços da Al Qaeda não tem, na minha opinião, nada a ver com o famigerado “Choque de Civilizações”. Primeiro porque a Civilização Árabe/islâmica (Spengler), na qual esses terroristas teriam origem, já não existe há séculos. O que existe são fragmentos dessa extinta civilização remexendo-se feito rabo cortado de lagartixa. É gente desesperada lutando pelo leite derramado e desejando o impossível: o estabelecimento de um califado mundial. Sua força diante do Ocidente reside no fato de haver um local chamado Meca, uma certa Caaba – em torno da qual se reúnem os “pares” – e um livro chamado Corão. Possuem, pois, uma “cola” espiritual que ainda une tais pedaços e, não fosse ela, há muito teriam sido absorvidos pelo Ocidente. O Islã é um software demasiado pesado para um hardware – leia-se, estrutura sócio-política – dos mais ultrapassados.

Espaço público

Puts, o conceito de “esfera pública” da Hannah Arendt dá muito pano pra manga. Já fiz mil e uma relações e ainda não me decidi sobre qual delas escrever primeiro. Talvez a mais, digamos, conspícua seja a do papel de espaço público que a área em torno da Caaba, em Meca, tem para os islâmicos. Os que ali chegam tornam-se “pares” e entram para uma cidadania totalmente diferente daquela dos Estados Nacionais de que se originam. Os cidadãos da antiga Atenas buscavam se imortalizar através das “grandes palavras e ações”. Era sua forma de emular os deuses olímpicos. Embora os islâmicos não tenham lido Homero, senão o próprio Alá, assim que adquirem sua cidadania metafísica de peregrinos – hadji – também saem atrás de “grandes palavras e ações”. A maioria dá ao termo grande um sentido de profundidade ou, diria o Mário Ferreira dos Santos, de intensidade. Mas há esses radicais terroristas que só o interpretam enquanto extensidade. Quanto mais vistosas, espetaculosas e monumentais forem suas ações, tanto melhor. Assim crêem. O Ocidente, que não possui senão uma esfera pública fragmentada e vazia – sendo a dos campos de futebol um bom exemplo -, que espere por ainda mais pedras no caminho. Não temos a unidade transcendente que uma peregrinação a Meca dá. E, sem unidade, não há resistência possível. A tradição ocidental jamais aceitará o Corão. E o Islã jamais engolirá os livros dos cristãos e judeus. Logo, a solução para o impasse só se dará ou através da força – com mais guerras e mortes – ou através da união pacífica, que é impossível sem um pretexto. Sem um pré-texto, entenda, sem um texto que lhes dê forma, um texto de inspiração não-humana. Assim como a Bíblia formou o Ocidente e o Corão, o Islã. (Alguém precisa ir a Meca dizer de que texto se trata.) Os que me conhecem já entenderam onde quero chegar…

Page 203 of 271

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén