Scott Fitzgerald certamente concordaria que a Internet é, entre outras coisas, o maior fomentador do que ele chamou de “o mais limitado de todos os especialistas, o ‘homem bem informado'”. (Vide O Grande Gatsby.)
Amigos, estive afastado da vontade de escrever desde o suicídio do músico e compositor Sandro Soares, meu cunhado, em São Paulo, no dia 14/05. Foi uma perda e tanto, o cara era fera. Para quem quiser entender os motivos que o levaram a tal ato extremo, sugiro a leitura de “O tempo dos assassinos”, ensaio de Henry Miller, a partir dos casos de Van Gogh e Rimbaud, sobre essa época tardia da Cultura que estrangula e leva ao desespero boa parte de seus talentos.
Falei do show em conjunto, noutro mundo, do Miles Davis e do Jimi Hendrix e me lembrei de outro show excelente a que assisti em Trancoso (96, 97 ou 98, sei lá) e que só poderá ser revisto no futuro da eternidade: Cássia Eller e Elba Ramalho. E a Cássia Eller estava de vestidinho! (Que fez questão de levantar, claro.) E fiquei de cara com a Elba, fantástica!! Parecia uma cantadora das veredas do Grande Sertão.
Eu ia escrever um artigo a respeito, mas já não é necessário. Este aqui, do Primeiro Leitura já põe os pingos nos is. Só posso acrescentar: imagine o que não iriam dizer se o Bush resolvesse expulsar os jornalistas do Manhattan Connection. Nunca vi uma edição em que não o chamassem de burro pra baixo. Enfim, “de acordo com a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras, a decisão vai colocar o Brasil em uma lista de países que não respeitam o princípio da liberdade de imprensa”, informa o PL. A ditadura vermelha está tentando engatinhar…
Como já me dizia o Dérço, peão da fazenda da minha avó, quando eu era uma criança paulista ET em visita a terras goianas: “Urim, quem pranta, cói…”
E a Força Aérea Mexicana filmou 16 ovnis, de uma só vez, sobre seu território.
Em sua crônica de hoje, Carlos Heitor Cony faz uma pergunta recorrente, acredito, desde Atenas: por que só se questiona a honestidade de certos políticos – tais como Maluf – em época de campanha eleitoral? Ora, talvez porque seja exatamente essa a função desses períodos: revelar a podridão dessa gente. Imagine se não houvesse eleições. Estaríamos ainda mais ferrados. Aliás, espero que, ao menos nesses momentos, jamais se esqueçam do caso Waldomiro-Dirceu.
Uma anotação minha de 1999, escrita durante a guerra na Iugoslávia: “Acho que encontrei não o lema exclusivo dos EUA – como muitos irão pensar – mas de toda e qualquer nação: Tudo vale a pena se a Arma não é pequena”.
A concha está para o caracol assim como o carro está para o homem moderno. Para este, quem não possui carro não passa de uma lesma. Não vejo a hora de reaprender a voar.
