Sunday, October 9, 2005

Fui espancado!!

yuri vieira, 6:24 pm
Filed under: Avisos, Cotidiano, amigos
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Pelas mensagens que pipocaram em meu celular, vi que a notícia correu feito relâmpago entre meus amigos. Mas fiquem descansados que estou bem, muito bem. Para um escritor, toda experiência é lucro. Aos que não conhecem o ocorrido, me explico: fui espancado por quatro playbadboys “sarados” - essa espécie animal que não tem mais o que fazer - em plena rua Harmonia (Vila Madalena), de madrugada, a poucos metros do apartamento em que estava hospedado. O máximo que conseguiram foi me tirar alguns mililitros de sangue e quebrar meu lindo nariz. O mais irônico é isso tudo ter rolado não apenas minutos após eu ter escrito as duas entradas anteriores, mas também na mesma noite em que o Globo Repórter apresentou uma matéria sobre jovens de classe média e classe média alta que se envolvem com crimes e violência. Certas sincronicidades parecem só acontecer comigo. Não é à toa que estou na comunidade “Eu atraio loucos!” do Orkut. Claro que o assunto renderá uma crônica mais detalhada.

P.S.: Nunca deixe seu dedo médio levantar-se para uma matilha de playbadboys provocadores com os narizes sujos de pó branco. Dedo mau! Dedo bobo! Nada como uma boa lição de autodomínio…
;)
P.S.2: O mais triste é que não havia no apê uma mulher sequer para cuidar dos meus dodóis. Já os playboys estavam acompanhados por duas retardadas, para as quais acreditavam estar se exibindo. Diga-me com quem andas…
P.S.3: Um capoeirista destreinado, tal como eu, pode até minimizar o prejuízo - não fiquei com olho roxo, cortes, furos, nem perdi dentes - mas se consegui desmanchar o cabelo de algum deles, foi muito…

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6 Comments »

  1. Paulo Paiva escreveu,

    Putz! Fiquei sabendo agora, rapaz!
    Que merda hein! Espero que seu “narizinho” retorne bem rápido ao original. Melhoras…

    Comentário de 9-10-2005 @ 10:46 pm

  2. Fred escreveu,

    Heaven em Hell!!!
    Engraçado ver seus 2 ultimos postos!!!
    Uma vida de altos e baixos hein? Mas o importante eh que emoções…

    Comentário de 9-10-2005 @ 11:48 pm

  3. daniel escreveu,

    Cara, o que é isso? Espero que você tenha se vingado dos caras dignamente, deixando-os todos sujos com seu sangue. Lembrei-me de uma cena do Clube da Luta, em que o tal Tyler Durden consegue manter a “sede” do clube espalhando sangue no mafioso dono do bar. Te cuida.

    Comentário de 10-10-2005 @ 12:15 pm

  4. O Garganta de Fogo - blog » Dias intranqüilos em Clichy escreveu,

    [...] Henry Miller, que viveu alguns de seus melhores anos em Clichy (Dias tranqüilos em Clichy), jamais imaginaria que seu amado bairro viveria uma semana tão intranqüila quanto a presente. Segundo o Le Figaro, no correr desta semana ao menos 228 carros foram queimados na região de Seine Saint-Denis, onde se encontra Clichy. Tudo começou com a morte de dois jovens que fugiam da polícia. A região se levantou e já está há uma semana em meio à quebradeira. Nessas horas fico imaginando: para onde se mudariam hoje Hemingway, Joyce, Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Dos Passos, Henry Miller e demais coléguas, sem falar dos artistas plásticos e outros? Para onde? Embora essa gente tenha se guiado pela estética e pelo hedonismo - Paris era e é uma beleza - o que realmente os movimentou foi o bolso: no período entre-guerras a França era baratíssima e ali era possível sobreviver com um décimo do necessário para se manter, por exemplo, em Nova York. E todos sabem que escritores e artistas são uns duros… Onde fica a Paris de hoje? Onde é possível passar meus próprios dias tranqüilos? Em Clichy é que não é. E muito menos na Vila Madalena… Envie por email | Imprima [...]

    Pingback de 3-11-2005 @ 4:32 am

  5. O Garganta de Fogo » Pão em coreano escreveu,

    [...] Assisti ao filme coreano citado pelo Pedro Novaes - Casa Vazia, de Kim-ki Duk - ainda em São Paulo. Também gostei apesar da forçação de barra do final. (Nossa, sensação mais esquisita, acho que nunca havia escrito forçação na minha vida, imagine, uma palavra com dois c-cedilhas!) Na mesma semana em que o assisti, fui a uma festa com o Sunami Chun, diretor-presidente da Monkey Lan House. Lá, o Chun me apresentou “Marcelo”, assim entre aspas porque, na verdade, “Marcelo” era da Coréia do Sul e, depois de quase dois anos no Brasil, decidiu adotar um nome que, além de ser “sexy para as mulheres”, não fosse impronunciável por seus amigos brasileiros. Misturando português com um tanto de inglês (de Tarzã), conversamos longo tempo sobre seu país, seu cinema atual, sua história, a língua, a influência chinesa, japonesa, portuguesa e assim por diante. Porém, como neste exato momento estou com meu módulo baiano ativado, e por isso estou com uma preguiça de rachar o chão, me limitarei a descrever apenas alguns pontos desse papo. (Atenção, baianos, não estou sendo preconceituoso: realmente herdei alguns legítimos genes baianos dos meus avós paternos e, tanto como o Caymmi, sei do que falo.) Seul é uma cidade praticamente do tamanho de São Paulo, com cerca de 10 milhões de habitantes e uma área metropolitana com 20 milhões, mas com uma grande diferença: lá você não vê miséria, pobreza, favelas. Trata-se duma enorme cidade de classe média, em toda a sua gama de sutis diferenças. Cheguei a imaginar um experimento científico para uma dessas pessoas que acreditam ser a violência um fruto exclusivo da pobreza: passar alguns meses atravessando a cidade, de ponta a ponta, a pé. Caso o hipotético cientista encontre playbadboys semelhantes aos que encontrei na Vila Madalena, o resultado haverá de ser dos mais interessantes… [...]

    Pingback de 14-1-2006 @ 1:23 am

  6. O Garganta de Fogo » Paranóia paulista escreveu,

    [...] guerrilha aos presos comuns? Até nisso essa patota que cerca o Lula tem culpa. Envie por email | Imprima Mais posts:« « The Blower’sDaughter| [...]

    Pingback de 16-5-2006 @ 5:41 am

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