Eis uma lista com links para 286 podcasts cujo tema central é literatura. Parece que o único brasileiro é o meu. (Coitado do meu. Tão pobrezinho.)
Autor: yuri vieira Page 73 of 107
Gravei minha leitura da crônica O urubu e o amor. Para quem não teve olhos de lê-la, aproveite e tenha agora ouvidos de escutá-la.
- [audio:http://audio.karaloka.net/audio/urubuamor.mp3]
- – Ouça aqui!

Para quem curte uma paranóia, nada como uma passada pelo site da Google Watch, um site cheio de textos e argumentos assustadores para quem, assim como eu, é usuário de diversos serviços da Google. Por exemplo: você sabia que ao deletar para sempre um email do Gmail ele só desaparece do seu webmail virtualmente? Ou seja, segundo esses caras tudo o que você deleta continua disponível para o staff da Google, do qual, aliás, fazem parte ex-funcionários da CIA e da famigerada National Security Agency. Que meda, hem.
Muito boa a entrevista que Ferreira Gullar concedeu a Paulo Polzonoff Jr. Vale a visita.
Conheci recentemente, através da comunidade Hilda Hilst no Orkut, o compositor paulistano Edson Tobinaga, que me enviou os três movimentos – Sinfonia, Dança e Oferenda – da sua “Primavera Tripartida”, composição essa premiada num concurso que tinha como um dos jurados o compositor José Antônio de Almeida Prado, aliás, primo da Hilda. Foi gravada pela extinta Sinfonia Cultura, orquestra da Rádio e Televisão Cultura, da Fundação Padre Anchieta de São Paulo. A regência é do maestro Lutero Rodrigues. (Veja mais abaixo o encarte do CD.) Para ouvir o podcast, clique num dos players a seguir:
- [audio:http://audio.karaloka.net/audio/primaveratrip.mp3]
- – Ouça agora!
Antônio C. Veloso, irmão do meu cunhado, é empresário do ramo de autopeças. Recentemente participou de um encontro, em São Paulo, com representantes de indústrias chinesas interessadas no mercado brasileiro. Passadas as formalidades e o grosso da reunião, sentou-se a conversar com um desses negociantes. A certa altura veio à tona a observação, corrente entre nós, a respeito da baixa qualidade dos produtos importados da China e o impacto destruidor de seus baixos preços.
…mas ele escapa.
Enquanto gerente deste site, além de inglês e espanhol, já fui obrigado a ler fóruns técnicos em francês, italiano, catalão e, pasme, até em alemão. (Graças ao meu velho WDic for Windows.) Mas esse plugin que estou instalando agora, o Coolplayer, puts, tem instruções escritas numa língua doutro planeta. Mesmo assim, não é que o tradutor da Google quebra um galho? Impressionante.
Imagine a cena: um sedutor Mestre de Cerimônia de ar andrógino e cabotino sobe no palco duma região distante e – protegido por anjos do inferno que se põem à sua volta – berra à assistência formada por milhares e milhares de pessoas, algumas pra lá de Bagdá, outras pra lá de Psychedelic Land, algumas nuas de corpo, outras de cérebro, berra a toda essa gente que ele, o beiçudo e sexy Mestre de Cerimônicas, morre de simpatias pelo demônio. Qual o resultado? Ora, um sacrifício humano, é óbvio, providenciado por um dos anjos do inferno que ocultava uma oportuna adaga em seu casaco de couro. Toda a cena é real. E o pior: foi devidamente registrada no documentário Gimme Shelter, de 1970.
Tenho até hoje, em meu HD, diversos arquivos com os livros de poesia, crônicas e teatro da Hilda Hilst, afinal, fiz as vezes de secretário dela por dois anos lá na Casa do Sol. Se nunca falo sobre eles é porque há os tais direitos autorais, cujo herdeiro, Daniel Mora Fuentes, é filho dum amigo. (Em geral, eu respeito direitos autorais.) Aliás, tenho alguns livros do Bruno Tolentino também, cujos originais eu mesmo enviei ao editor dele, via email, lá da Casa do Sol. Infelizmente o Bruno é o cara mais escorregadio que eu já conheci – nunca fica muito tempo no mesmo lugar – e, por isso, não voltei a encontrá-lo para solicitar autorização de divulgar o que quer que seja. (Na verdade, eu queria mesmo é participar, com ele, de mais um preparo de feijoada, daqueles em que, enquanto cortávamos a couve, falávamos de C.S.Lewis e T.S.Eliot. Mas isso é outra história…)
Bom, encontrei a crônica abaixo – Bizarra, não?, da Hilda – num desses arquivos. Fala da relação da escritora com seus leitores e amigos. Salvo engano, faz parte do segundo volume da coletânea de crônicas Cascos e Carícias, originalmente publicadas no Correio Popular de Campinas-SP.
