blog do escritor yuri vieira e convidados...

Autor: yuri vieira Page 77 of 107

O eXegeta está aqui

Durante um ano – entre 2003 e 2004 – mantive outro blog, de título O eXegeta – lendo e relendo o Livro de Urântia, que, segundo pude averiguar, foi o primeiro blog no mundo dedicado exclusivamente a essa possível Revelação. (Eis o post inicial dele.) Foi descontinuado porque, ironicamente, muito atrapalhou minha exegese particular do Livro. Sim, porque tornou-se – contra minha vontade – um fórum no qual me vi colocado como advogado de algo que ainda não conhecia plenamente. As mil e uma discussões me cansaram ao extremo, encheram o meu saco.

Ok, embora eu acredite que religião seja sim uma questão de foro pessoal, apesar dos pesares ainda creio que possa ser debatida enquanto condição da vida em sociedade. As discussões desse naipe, n’O eXegeta, foram proveitosas. Mas não dá pra debater com quem pense que Deus seja algo passível de prova científica. Essa gente só me fez perder tempo. (Ou não, afinal aprendi a não perder mais tempo com quem não tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.)

Bom, a questão é que andei separando o joio do trigo, retirei os comentários (hoje tenho muito clara a concepção de que blog não é fórum) e importei algumas entradas d’O eXegeta aqui para o Garganta. Daí essa súbita ultrapassagem dos 1000 posts.

GBuy, o “PayPal” da Google

Jeff Jordan, o chefão do PayPal (eBay), está perdendo o sono graças à Google. Já tratei do assunto em duas ocasiões (aqui e aqui), mas essa turma anda muito enrolada pro meu gosto. Eu curto o Paypal – que uso para fazer os pagamentos do meu domínio, do servidor deste site e do SkypeOut, entre outras coisinhas – mas é uma chatice não poder transferir a grana do Google Adsense para minha conta do PayPal. Ficam lá aqueles míseros U$50, a mofar, ou melhor, sendo usados pela Google quando já deveriam ser meus. (Eles só enviarão um cheque assim que o montante atingir os U$100. Não há convênios com bancos brasileiros para transferência direta.) Daí minha pressa em ver a Google criar de uma vez por todas seu próprio sistema de pagamento online: preciso renovar as assinaturas do domínio e do servidor! (Utilizo os serviços de duas empresas norte-americanas que, além de serem mil vezes mais baratas, e de aceitarem o PayPal, também me propiciam excelentes recursos: Routhost, a do servidor, e SecurePayNet, a do domínio.)

O Cueca Apertada

Escreveu Lin Yutang, em 1938, n’A Importância de Viver:

“A minha idéia de um bom magazine é esta: uma reunião quinzenal de bons conversadores, para deixá-los falar uns com os outros, por uma ou duas horas. Os “leitores” escutariam essas conversas. Depois disto, iria o leitor para a cama e, na manhã seguinte, ao acordar para os seus deveres cotidianos, sentiria, ainda persistente junto às suas faces, o sabor da conversa da noite passada”.

E esses meus amigos teimando em não realizar nosso podcast com debates, isto é, um… “cueca apertada”.

O dono da urubua

Célio e LoiraA internet é mesmo espantosa. Num dia vc escreve sobre alguém e menos de uma semana depois – graças ao Google, lógico – esse alguém bate em suas portas virtuais. Isso aconteceu uma vez quando meti o pau no horrendo show dos irmãos Caruso, um a que assisti no Teatro Nacional de Brasília ainda antes da eleição do ex-iluminado Lula. (Tão iluminado quanto o filho do Jack Nicholson naquele filme homônimo. A diferença é que Lula não consegue mais conversar com o dedo – redrum! redrum! – que fugiu por achá-lo muito chato.) Pouco depois a mulher dum deles (falo ainda dos irmãos Caruso) encontrou meu texto na net e veio toda magoada tirar satisfação. Uê, que é que eu podia fazer se eles, enquanto músicos e compositores, são ótimos cartunistas militantes? E, claro, ambos pra lá de sem graça. Mas, puts, eu havia prometido a mim mesmo que não faria mais isso, botar o dedo na ferida alheia. (Desculpa, Papai do Céu, eu sei que vc disse que muito melhor é elogiar quem merece e calar sobre os demais, mas… ainda vou aprender.)

Pois é, agora recebi um email que curti muito, do Célio Luiz da Silva, o dono da Loira – a urubua mais charmosa de Minas Gerais – sobre quem escrevi há alguns dias: O urubu e o amor. Coloquei ao pé do texto – com autorização dele – o referido email, o qual esclarece minhas dúvidas sobre a possível futura primeira dama de Cambuí…

Ah, é óbvio que fui convidado para a comunidade da Loira e do Célio, à qual já aderi.

Essa internet…

Comediantes negros

The Original Kings of Comedy Quem ainda não assistiu então assista ao excelente filme do Spike Lee The Original Kings of Comedy, um documentário sobre impagáveis comediantes stand up dos quais nunca havia ouvido falar: Steve Harvey, D.L. Hughley, Cedric the Entertainer e Bernie Mac. Não me esqueço de dois temas abordados por um deles: o porquê de o termo motherfucker ser de uso imprescindível e a diferença entre se criar filhos hoje em dia e antigamente. E o figura fala sobre como apanhava da avó por interromper uma conversa de adultos – que não falavam senão de cenouras e repolho – e de como atualmente seus sobrinhos de 3, 4 e 6 anos de idade o desafiam e enfrentam, sendo a menina de três a líder da gangue. Ele, claro, morre de saudades da época em que os adultos tinham autoridade e podiam dar uma surra nas crianças.

Outra coisa: é interessante notar como certas piadas que contam sobre negros levariam qualquer comediante americano branco diretamente ao tribunal ou ao cemitério. Falam coisas que todos pensam – ou vêem – mas não têm coragem de dizer. (Afinal, possuem um salvo-conduto na cor da pele.) Enfim, os caras são ótimos.

Bob Dylan e Martin Scorsese

Bobo DylanMês passado assisti ao documentário biográfico No Direction Home: Bob Dylan, dirigido por Martin Scorsese. Muito bom, apesar de ele se fixar tão somente no período que vai de 1961 a 1966, o que, claro, não é pouca coisa, já que mostra a metamorfose dum promissor jovem cantor de música folk num compositor de canções de protesto e, finalmente, deste último no Bob Dylan literalmente elétrico e plugado de Like a Rolling Stone.

Vale a pena detectar, nos 201 minutos de filme, o gênio, o talento, a presença de espírito e a honestidade desse figura que não apenas negou todos os rótulos que tentaram lhe impingir – cantor folk? de protesto? puff! – como fez questão de sublinhar sua completa descrença para com movimentos políticos. Participou de um ou dois festivais de protesto, foi a um grande comício em Washington junto a Martin Luther King e pronto, já sacou qual era a dessa gente que dá o sangue pela política. Valeu a experiência? Valeu, agora bola pra frente. E até hoje Dylan não entende o porquê de a imprensa querer saber o que artistas como ele, gente tão despreparada para tal, pensam sobre política. (Isso é que é um cara lúcido!)

Dez planetas não – doze!

Os cientistas continuam discutindo se o 2003 UB313 é ou não um novo planeta, o que evidentemente tem lá sua importância. Primeiro porque, se decidirem que não, terão de rebaixar o status de Plutão, que é menor que o novo astro. Segundo porque, se decidirem que sim, continuarão procurando novos planetas, o que evidentemente poderá levá-los a descobrir ainda mais um, afinal, Monmátia, nosso sistema solar, possuía doze planetas quando de sua formação, sendo que um deles teria se fragmentado entre Júpiter e Marte, dando origem ao Cinturão de asteróides Principal. Contudo, é também possível que esse novo planeta já seja o décimo primeiro, isto é, se incluirmos Sedna no jogo.

[Ouvindo: the gypsy (kodaly girls choir) – bartok ]

Hamas e a esquerda latino-americana

Essa foi foda:

Ameaçado por Estados Unidos e União Européia de perder a ajuda internacional concedida à Autoridade Palestina, o grupo radical islâmico Hamas, vencedor das recentes eleições legislativas locais, pretende pedir apoio fincanceiro ao Brasil e outros países sul-americanos alinhados à “esquerda”, como Venezuela, Argentina e Bolívia.

A solicitação de auxílio foi confirmada nesta quarta-feira em Gaza pelo porta-voz do Hamas, Samy Abu Kuhri. Segundo Abu Kuhri afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo, ministros e representantes do Hamas visitarão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros chefes de Estado do continente em breve. O futuro primeiro-ministro, Ismael Haniye, poderá chefiar a comitiva.
(…)

Vamos ver até onde nosso lindo governo petista é capaz de esticar seu mau-caratismo…

(Leia mais, aqui.)

A caricatura de Maomé

Não se irrite, Maomé!
Os muçulmanos estão putos com os dinamarqueses apenas porque os jornais destes últimos andaram publicando caricaturas de Maomé. (Incrível, os caras chegam a pegar na metralhadora por conta disso!) E tal fato obviamente atraiu a solidariedade do restante da imprensa européia: “Sim , a gente tem o direito de caricaturar Deus”, diz a manchete do France Soir.

“Evacuação planetária” – uma radionovela

Num comentário, o Alex Cojorian comentou que quem entende desses assuntos abstrusos do tipo “livro de Urântia”, “partes baixas da Terra” e assim por diante sou eu. É verdade, tenho tanta atração por assuntos aparentemente loucos quanto a Hilda Hilst e, aliás, muitas vezes penso se não foi justamente esse interesse que me levou até ela, a escritora que, em entrevistas, confirmou ter visto um disco voador, ter feito viagens astrais, ter gravado a voz da falecida mãe (transcomunicação), ouvido a voz de Camões e assim por diante. Em 1999, na Casa do Sol, chegamos a compartilhar hilariantes paranóias com o possível fim do mundo no “sétimo mês de 1999″…

Mas o que eu queria dizer não é nada disso. Nem tampouco falar do último ano do calendário maya ou das descrições do resgate planetário feito por minha amiga extraterrestre, uma possível mestra ascensa da Grande Fraternidade Branca. Quero apenas pedir para que ouçam uma rádio-novela feita nos moldes tradicionais, bem ao estilo anos 1940. (Eu a ouvi por indicação da Carol, a Gata-loca.) Para quem achar o conteúdo uma bobagem “além da imaginação”, ou uma ficção científico-espiritual ingênua, faça de conta ao menos que é uma criança nascida nos anos 1930 que está aí, ao pé do rádio do vovô…

  • Ouça a primeira parte.
  • Ouça a segunda parte.

(Fonte: Ascensão.)

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