blog do escritor yuri vieira e convidados...

Autor: yuri vieira Page 95 of 107

Katrina: No doubt ‘End Times’ here

E o radialista norte-americano George Noory já está divulgando em seu programa “Coast to Coast AM” que o fim dos tempos realmente começou. Que o diga o PT…

Pensar em Deus reduz a ansiedade

Estranha pesquisa a desses cientistas. Embora ela não vá convencer nenhum ateu ou agnóstico da existência de Deus, e tampouco trazer alguma novidade para quem já acreditava, tá valendo.

Duas do CH

  • Lula vê semelhanças entre ele e JK. Mas, até agora, só há uma: Sabino Rabelo, ex-tesoureiro de campanha de Juscelino Kubitschek, foi o fundador do Banco Rural, parceirão do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.
  • Lula pode ter anunciado que não vai ao estádio ver Brasil x Chile, domingo, para desmobilizar manifestações contra ele: fonte da Aeronáutica diz que aviões da FAB transportarão a “claque” petista para Brasília, no dia do jogo.

(Fonte: Cláudio Humberto.)

José Luis Mora Fuentes

Em 1999, eu já morava com a escritora Hilda Hilst (sim, ela de novo) por cerca de um ano, quando veio juntar-se a nós o escritor José Luis Mora Fuentes, amigo dela desde 1968, que, em época pregressa, já havia residido por mais de 15 anos ali na Casa do Sol. Nós dois já nos conhecíamos desde Setembro de 1998, quando também conheci sua esposa, a artista plástica Olga Bilenky, mas eu não imaginava que iríamos dar tantas risadas em comum. Sim, porque, apesar de um excelente primeiro contato, havíamos trocado, via email, não apenas palavras amistosas, mas muitas farpas, advindas não apenas de diferenças de cunho político e do meu trabalho no site oficial da Hilda, mas, sobretudo, de sua preocupação com o bem estar da nossa amiga. Talvez ele achasse um tanto quanto contraproducente eu passar a maior parte do tempo em conversas mirabolantes com a Hilda, ou em leituras, em detrimento dos assuntos práticos da casa. Mas é que meu senso pragmático foi sempre meio ruinzinho mesmo…

Bem, acontece que o mais interessante da coisa toda é que, além de ser um escritor premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), o Zé Luis foi, durante alguns anos, um dos roteiristas responsáveis pelas histórias do Louco, personagem do Maurício de Souza. Minha geração, que nos anos setenta tinha o mundo da Turma da Mônica como uma realidade paralela, da qual os quadrinhos eram as notícias que chegavam, sabe muito bem o quão louco era o Louco. E alguém já imaginou o que seria conviver com um de seus roteiristas? Passei um ótimo segundo ano ali na Casa do Sol. Nunca dou tanta risada como quando converso com o Zé Luis. Basta passar uma tarde juntos e todas as farpas que trocamos são imediatamente esquecidas. Eu dizia pra Hilda: “Poxa, o Zé já tá me dando umas broncas de novo”. E ela: “Por que você acha que dei o apelido de Sapo pra ele? Você já apertou um sapo? O Zé é ótimo e querido, mas não o aperte não, Yuri.” Mas ela não sabia que eu só o apertava cada vez que, de alguma forma inconsciente e involuntária, em geral por omissão em questões de ordem prática, a apertava. O amor deles um pelo outro sempre foi muito grande. Prejudicar a Hilda era o mesmo que ingerir o curare do Zé. Mas sempre terei a vantagem de ser um escorpiano, outro sujeito bem venenoso. E quem se lembra da fábula do Sapo e do Escorpião sabe como ela termina. O famigerado artrópode prefere perder a vida a perder a ironia, prefere morrer a renunciar à oportunidade de dar uma sacaneada.

(Tá vendo, Zé, da primeira vez você não deixou, mas agora contei pra todo mundo: o apelido dele é Sapo, gente!)

Os comentários deste blog

Quem acompanha meu blog desde 2002 percebeu que centenas – sim, centenas – de comentários sumiram depois que passei a maior parte dos textos para o Mambo. Apesar das broncas de alguns amigos, que se sentiram ofendidos pela suposta “censura”, posso afirmar: não foi proposital. O problema é que o Mambo não oferecia – e parece que ainda não oferece – um script para migrar as entradas do Movable Type, que eu utilizava, para seu banco de dados. Por isso este blog, agora movido a WordPress – e destinado às entradas mais curtas e casuais – apresenta essa redução nos comentários. Basta olhar no arquivo “por data” aí ao lado. De Maio de 2002 a fins de 2003, e posteriormente em certos meses espalhados ao acaso, há um número muito pequeno de entradas. Sim, porque as demais agora estão no Mambo, isto é, em meu site principal. Eu costumava publicar, de modo geral, apenas contos e artigos mais longos no Movable Type. Depois criei um “miniblog”, anexado ao primeiro onde publicava as entradas curtas. E é deste “miniblog” que surgiu o blog atual, já que o WordPress sim possui um script de migração. E o “principal” foi transferido para o Mambo entrada por entrada, manualmente, e se eu tivesse pensado em fazer o mesmo com os comentários, estaria fazendo a transferência até hoje.

Outro motivo da diminuição dos comentários – no MT havia 745 e agora apenas 116 – é que não irei mais cometer o erro de transformar cada entrada num fórum de debates. Eu costumava responder aos comentários com outros comentários, o que gerava uma verdadeira disputa de egos, ora de uma parte ora de outra, já que, ao se discutir num blog, há público. Ninguém queria fazer feio e muitas vezes voltavam (voltávamos) a comentar apenas para não ficarem (ficarmos) desmoralizados, o que acabava transmitindo um astral péssimo para o site. Atualmente tenho me limitado a responder um ou outro comentário meramente via email. Entrarei com comentários de fato apenas quando houver necessidade de esclarecimento, não para comprar ou vender uma discussão. Quem quiser comprar uma discussão, vá até o Edifício Monty Python, 3º andar, sala 304. Cuidado para não entrar na sala 305, logo em frente, porque ali só se vendem “esporros” mesmo, sem qualquer preambulação lógica.

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Tiësto na Granja do Torto?!

Recebi um email alegando que o Lula gastou mais uns U$30.000,00 do contribuinte para contratar o DJ Tiësto – o mesmo que animou a abertura das Olimpíadas – para uma festa na Granja do Torto. (Veja a agenda do figura, em seu site, clicando em Schedule.) Contudo, àqueles que, como eu, sentem calafrios toda vez que ouvem falar do apedeuta petista, lamento informar que o Parque de Exposição Granja do Torto (final do Eixão Norte) não tem nada a ver com o Governo a não ser o nome. Vamos detonar o cara, mas sem fofocas, que é a forma mais difundida de magia negra. Vamos checar as informações e abatê-lo com magia branca, honesta.

Filmes de Kung Fu

Quando criança, eu adorava o seriado Kung Fu, com David Carradine, que revi prazeirosamente no Equador, em 1989, durante o programa de intercâmbio estudantil. Eu ainda não sabia que o filme fora um projeto pessoal do Bruce Lee – outro herói da minha infância – o qual, a princípio, estava presente no casting como intérprete do protagonista. (E, se soubesse da troca, em nada seria afetado meu interesse.) Mas os produtores norte-americanos erraram feio ao concluir que um ator chinês não criaria identificação junto ao público ocidental. Logo, descartaram a proposta e Bruce Lee morreu antes de ver realizado o seu sonho.

Outro que curte filmes de Kung Fu é o poeta Bruno Tolentino. “São as minhas novelas”, me disse ele, referindo-se à escritora Hilda Hilst, que costumava assistir telenovelas como forma de “relaxamento”. Na Casa do Sol, em 1999, eu o convenci a assistir “Matrix”, na Direct TV. Assistimos juntos. E ele aprovou as coreografias e a estória. (Refiro-me apenas ao primeiro filme.) Disse ele: “Esse filme certamente faria o Olavo (de Carvalho) escrever umas boas páginas…”

Segundo Li Hongzhi, líder da Falun Dafa, muitos pretensos mestres e professores de Kung Fu são desafiados à noite, enquanto dormem, por verdadeiros mestres já falecidos. Lutam no astral em ambientes tão virtuais e de força de gravidade tão baixa quanto os do filme Matrix. E esses egocêntricos lutadores, após apanhar a noite inteira, despertam na manhã seguinte com os ossos moídos, os músculos doloridos, a memória do sonho embaralhada. Já fizeram algum filme com este argumento? Duvido.

Rumores de guerra

Dei um pulinho na cozinha pra buscar um café e, quando voltei, flagrei minha paranóia sentada diante do monitor a ler o artigo Rumores de guerra, de Jeffrey Nyquist. “Pô, paranóia, de novo?!”, berrei com ela. Ela nem tchuns, limitou-se a repetir trechos tais como:

A Al Qaeda está supostamente organizando um grande ataque contra os Estados Unidos. No dia 4 de agosto, o nº 2 da Al Qaeda, Ayman al Zawahiri, apareceu na TV Al Jazeera. Ele enviou um alerta aos Estados Unidos: “O que vocês viram em Nova York, Washington e no Afeganistão são apenas as perdas iniciais e, se vocês continuarem adotando as mesmas políticas hostis, o resultado fará vocês esquecerem esses horrores”.

E:

Meu livro na Cultura

Só nesse começo de semana já foram vendidos, através do site da Livraria Cultura, oito exemplares do meu livro, um número incomum. (Segundo me informaram pelos recados do Orkut, alguém comprou cinco exemplares para presentear seus ex-professores. Um presente de grego dos mais irônicos, devo acrescentar.) Vale a pena lembrar que essa edição já está próxima do fim. Para quem ainda não comprou meu livro A Tragicomédia Acadêmica, eis sua última chance. A editora que o publicou fechou as portas há algum tempo e, no momento, não tenho a menor idéia de quando ou quem irá reeditá-lo.

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