O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados...

Del vendedor de camisas

Aparentemente nada de muito novo para quem leu as biografias de Che redigidas por John Lee Anderson e Jorge Castaneda. Mesmo a mais oficial delas, para quem não adquiriu tendinite durante a leitura e chegou ao final, não poupa a imagem do grande vendedor de camisetas.
Agora, há também, conforme o Pedro Sette Camara noticia no site do Instituto Millenium, o último livro do Vargas Llosa – “The Guevara Myth and the Future of Liberty” – e um documentário – “Che: Anatomia de un Mito”, daunloudável em formato WMV:

“Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario.”

(Via De Gustibus…)

Pânico e ranger de dentes entre os blogs de esquerda

Minha Nossa Senhora! O Imperialismo globalizado neoliberal direitista maligno interestelar sacripanta está tomando conta da blogosfera. O concurso da Coca Cola está dando o que falar. E muitos estão se deixando seduzir. O que será de nós? Chato é que até agora não nos convidaram pra pôr um banner aqui no Garganta e descolar uns trocados.

Terrorismo em BH

Para quem pensava que essas coisas só aconteciam lá fora…

Política, Moralidade e Roberto Romano

Li a entrevista do Roberto Romano na edição impressa da revista Primeira Leitura e, a certa altura, ele comenta sobre a interpretação que o Padre Lima Vaz faz da recepção romana do termo ethos. Gosto imensamente de Lima Vaz. Seu livro Antropologia Filosófica (a primeira disciplina filosófica que ensinei na vida) é um dos meus favoritos. Romano indica justamente sua filiação hegeliana como uma distorção interpretativa do termo ética, obrigando o jesuíta a separá-la do termo moral. O trecho está em vários livros, mas principalmente em Escritos de Filosofia II – Ética e Cultura:

A primeira acepção de ethos (com eta inicial) designa a morada do homem (e do animal em geral). O ethos é a casa do homem. O homem habita sobre a terra acolhendo-se ao recesso seguro do ethos. (…)

(…) É, pois, no espaço do ethos que o logos torna-se compreensão e expressão do ser do homem como exigência radical do dever-ser ou do bem. Assim, na aurora da filosofia grega, Heráclito entendeu o ethos na sua sentença célebre ethos anthrôpo daímôn. O ethos é, na concepção heraclítica, regido pelo logos e é nessa obediência ao logos que se dão os primeiros passos em direção à Ética como saber racional do ethos.

Lá e Aqui

A Folha de hoje noticia que lá:

“REPUBLICANO QUE ACEITOU PROPINA VAI PARA A CADEIA”

O Deputado Randy Cunnigham, que havia deixado o Congresso americano no ano passado, foi condenado por um tribunal na Califórnia a oito anos e quatro meses de xadrez por ter recebido US$ 2,4 milhões em propina para direcionar licitações no Pentágono.

Enquanto isso, aqui, os jornais dessa semana noticiavam que:

“JOSÉ DIRCEU PASSA O CARNAVAL EM CUBA”

Compartilhe arquivos grandes

O serviço fornecido pelo Megaupload é uma mão na roda. Para quem trabalha com arquivos de imagem e/ou som muito grandes, por exemplo, sabe a dificuldade que é enviá-los por email. Em geral, os serviços de email não recebem arquivos com mais de 50Mb, nem mesmo o da Google. Com o Megaupload, você pode compartilhar arquivos de até 250Mb. E de graça! (Caso se torne assinante, pode subir arquivos até 500Mb.) Você só precisa subir seu arquivo, colocar seu email – ou do destinatário – e então receber o link de download, que depois pode ser repassado a terceiros. Além disso, o conteúdo do site é sigiloso, apenas quem tem acesso ao link pode acessar o tal arquivo. (É neste site que está a entrevista de 90 minutos com o Jorge Luis Borges.) Enfim, vá ao Megaupload e confira os detalhes do serviço e a política do site.

As 100 safadezas do PT

Em ano eleitoral, é bom já ir colocando nos favoritos o link dessa lista com as 100 safadezas mais conspícuas do PT e do Lula. (Conspícuas porque certamente há de haver outras.)

Agora, o mais louco – acho que a palavra exata é essa mesma – o mais louco é que, segundo o Correio Braziliense, à medida que as denúncias de corrupção petista se acumulavam (e se acumulam) também aumentava (e ainda aumenta) o número de filiados do partido. Devem achar que as denúncias são conspiração. (Depois, a gente é que é paranóico.) Ê, povinho bunda!

Juros e meio ambiente

O Vinícius, nosso leitor, chama a atenção para a resenha feita pelo Rodrigo Constantino do livro do Eduardo Giannetti, O Valor do Amanhã, mencionado no post abaixo. Coincidentemente comprei-o hoje e espero, em breve, poder comentá-lo.

Pensador muito completo, Giannetti tem, além de tudo, o dom, raro entre economistas, de se expressar com clareza para iniciados e não-iniciados neste mundo relativamente hermético.

Eu não sei se o livro, cujo subtítulo é “Ensaio sobre a Natureza dos Juros”, trata, em algum momento, da questão ambiental. Se não, mais interessante ainda. A questão ambiental é, em essência, um problema de juros.

Eu gostaria muito de ver o Giannetti comentando o livro do Zé Eli, mas não sei se poderei estar lá.

Para ecochatos e fundamentalistas do mercado

Na segunda-feira, dia 20 de março, Eduardo Giannetti (professor do Ibmec e autor de O Valor do Amanhã e Felicidade, entre outros livros) e Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE, debaterão o livro Meio Ambiente & Desenvolvimento recém-lançado pelo professor José Eli da Veiga (FEA/USP). O imperdível debate acontece, a partir das 11 horas, na sala A-1 da FEA, Cidade Universitária, São Paulo.

O livro é evidentemente leitura obrigatória, sobretudo para fundamentalistas do mercado, que não acreditam na realidade da questão ambiental, e ecochatos, que não acreditam na realidade da economia.

O monstro é humano*

[ *Ontem, revi na TV um dos melhores filmes que vi no ano passado. Este texto foi publicado originalmente em Fiume. ]

No início de A Queda, Traudl Junge diz: “Sinto que deveria estar brava com aquela jovem ou que não deveria perdoá-la por não se dar conta dos horrores do monstro, por não se dar conta de onde estava se metendo. A curiosidade me dominou. Eu simplesmente não pensei que o destino me levaria a um lugar onde eu não queria estar. Mesmo assim, é muito difícil me perdoar por ter feito aquilo.” É um depoimento sincero. Quem o faz é a idosa sobre a jovem – ela própria – que aos 22 anos se tornou a secretária pessoal de Adolf Hitler, em 1944.

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