O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados...

Treinamento

E aquele casal (?) de soldados torturadores? As fotos não deixam margem a dúvidas: eles já estão mais que treinados para seu futuro emprego no inferno, sob a coordenação do Marquês de Sade.

Atmarama Dasa

Atmarama Dasa é um mestre cantor espanhol, devoto da Suprema Personalidade de Deus, que vive na Índia desde 1985. Com sua guitarra espanhola, ele dá uma cara toda pessoal às tradicionais canções devocionais hindus. Deste site é possível baixar algumas de suas músicas, infelizmente em arquivos mp3 de baixa qualidade, que não fazem jus ao seu talento. Ceto Darpanam é – com direito ao maha-mantra – um bom exemplo de seu estilo. No entanto, tenho um CD (Vaisnavas Songs) em que ele, acompanhado por outros músicos, brilha muito mais.

Book On Demand

Agora é a IBM que anuncia entrar nesse esquema de “gráfica inteligente”: um equipamento que permite a impressão de livros de acordo com a procura, sem aquela chateação de ter de encontrar um editor que só publique o livro numa edição de mil, três mil ou, sei lá, dez mil exemplares, o que, claro, implica grande investimento e risco. Não vejo a hora de entrar numa livraria e, num monitor, poder selecionar o livro de um autor pouco conhecido – tipo myself – e ter o livro impresso ali, diante dos meus olhos. Futuramente, uma editora já não precisará se preocupar com gráfica e distribuição, mas apenas com a seleção do texto, revisão, diagramação, layout, arte da capa, enfim, com a versão digital do livro que ficará arquivada numa dessas máquinas. Ou seja, até eu poderei ser meu editor…

Colapso informático

Finalmente cheguei a um colapso informático: não consigo controlar meus emails! Essa mania de às vezes responder diretamente do webmail e outras do Outlook me deixou sem saber a quem já escrevi e a quem me falta responder. Espero não ter deixado muita gente chateada com minha suposta falta de tato. Ou com o excesso, afinal, semana passada respondi emails que já havia respondido. (Já estou correndo atrás do prejuízo.) Quanto ao spam descobri um programa que tem ajudado nesses últimos dias, um tal “Spamihilator”, disponível no Super Downloads. Depois que deixei meu email em comentários de blogs em inglês (desenvolvedores de CMS), fui severamente atacado por spam estrangeiro. Ler emails virou um martírio. Muito joio no trigo.

Intercâmbio estudantil

Conheci recentemente – via Internet – outra pessoa que, como eu, teve o privilégio de morar em Latacunga (Ecuador), também através de intercâmbio estudantil: Ariana Faccini. Aliás, pretendo postar o mais breve possível um texto sobre essa experiência, que é, na minha opinião, uma das mais profundas e necessárias ao desenvolvimento do adolescente: a descoberta, através da experiência direta, da fraternidade que une diferentes povos e culturas. Fotos de 1989: eu (sentado) junto a colegas de colégio, em Latacunga; com os Naranjo, minha família de intercâmbio, em La Mitad del Mundo, onde cientistas franceses fizeram os cálculos que demarcaram a Linha do Equador; e escalando os Illinizas (5300 metros).

Muy amigo

“Sim, há que endurecer-se. Temos de fuzilar essa gente que acabamos de fuzilar em Cuba, porque não merecem viver. São pessoas que tiveram oportunidade, trabalho, e escolheram o mau caminho, matar gente inocente, sabotar o turismo.”
Palavras do Señor Alberto Granado, amigo de infância de Che Guevara e autor do livro no qual Walter Salles se inspirou para realizar seu filme, “Diários de Motocicleta”. Quanta ternura, não?

Papo de índio

Este texto é da Primeira Leitura: “PAPO DE ÍNDIO: a matança foi só um “aviso”, disse o cacique Pio Cinta-Larga, numa ameaça velada de que novas mortes podem acontecer na reserva Roosevelt, em Rondônia. Ele é um dos líderes dos cintas-largas, que promoveram a chacina de 29 garimpeiros, no último dia 7. Deve ser um dos primeiros a depor no inquérito da PF. O chefão já responde a quatro processos por formação de quadrilha e ligações com o tráfico de diamantes. O cacique posa para a foto de arco e flecha, mas é pouco pio em se tratando de hábitos indígenas: sua “oca” é uma amplíssima casa em Cipoal. O presidente da Funai, Mércio Pereira, ao falar sobre as mortes, disse que os índios estavam se defendendo. E como o (ím)Pio se defende bem: tem televisão, DVD, forno de microondas, sala de áudio, piscina, dirige uma caminhonete Mitsubishi L-200 cabine dupla e dispõe de um séquito de seguranças. Ah, é também um dos comandantes do garimpo ilegal na reserva que tem a proteção legal da Funai. Imaginem só: o homem é dono de um dos maiores latifúndios improdutivos do Brasil, explora uma reserva de diamantes, deixa matar, se for preciso, para tocar em paz o seu negócio e ainda tem em seu favor o governo, as ONGs e os contrabandistas. E sabe que o MST jamais vai baixar por lá. Pio, o imperador do Brasil!”

Novela é futebol

Observando “noveleiros” da minha família e amigos — a própria Hilda Hilst adorava uma novela — percebi que, no fim das contas, para eles novela não é senão um jogo de futebol mais longo e complexo. Mesmo quando a novela vai mal das pernas, quando as reviravoltas e peripécias são inverossímeis, continuam lá, firmes, assistindo e torcendo para uma melhora do enredo. Reclamar reclamam, mas não arredam pé da frente da TV. (Hilda, por exemplo, fazia críticas e comentários impagáveis. Por conta disso cheguei não exatamente a assistir com ela uma novela, mas a assisti-la assistindo uma novela.) Enfim, reclamam, criticam, mas continuam cheios de esperança. Não é este exatamente o comportamento dos torcedores de futebol?

Arthur Schnitzler

Sempre que revejo “De olhos bem fechados”, do Kubrick, me lembro da primeira vez que, em Brasília, li Arthur Schnitzler. Seus contos são excelentes, sempre indicando a decadência moral através de uma narrativa que mistura realidade e sonho, lucidez e embriaguês, sanidade e loucura. (“De olhos bem fechados” é a adaptação de um de seus livros, TRAUMNOVELLE ou “Romance de Sonho”.) Freud foi amigo e fã desse médico e escritor austríaco, Schnitzler. Quem ainda não o conhece não sabe o que está perdendo.

O mal

Segundo o psicólogo Otto Rank, a dinâmica do mal é a tentativa de fazer o mundo ser diferente do que é, de fazer dele o que ele não pode ser, um lugar livre de acidentes, um lugar livre de impurezas, um lugar livre da morte.

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