Arquivo para Maio, 2002




30/05/2002

Viagens intergaláticas

yuri vieira (SSi), 10:39 pm
Filed under: Ciência,especulativas,extraordinárias

Veja o que disse o astronauta Edgar D. Mitchell, chefe da expedição Apollo 14 (de 1971) em entrevista a Alan Vaughan, da New Realities Magazine:

« Quanto à vida mais inteligente, não duvido de que exista em algum outro lugar do universo e, muito provavelmente, em nossa própria galáxia. (…) Precisamos fazer novas aberturas científicas para ir além da limitação da velocidade da luz, ou provavelmente não encontraremos outros seres, porque as distâncias são imensas. Esse é um longo caminho para o futuro, mas acredito que algum dia faremos contato com vida inteligente em outro sistema solar. E não tenho muita certeza se precisaremos do programa espacial para tanto. Pode estar extremamente longe e ser hipotético, mas, se o fenômeno da projeção astral tiver qualquer validade, poderia ser uma forma viável de viagem intergalática e certamente muito mais segura do que o vôo no espaço.»

Alguns dos meus amigos me acham um tanto louco por também afirmar esse tipo de coisa. Claro, há a diferença de que, segundo depoimentos que ouvi, este sonho do Mitchell já é realidade para muita gente.

28/05/2002

Unidade Prata

yuri vieira (SSi), 10:09 pm
Filed under: extraordinárias,livros

Semanas após iniciar meu livro Eu odeio terráqueos!!, encontrei e li o livro on-line Unidade Prata de um certo Aldomon. Embora fique claro que o autor não tem pretensões literárias, verdade é que – pelo menos para quem vê o mundo mais ou menos como eu vejo – o livro empolga como um Júlio Verne. E o elemento fantástico é o seguinte: Aldomon afirma ser tal livro sua autobiografia. De um cara nascido no estado de Goiás creio que o vulgo esperaria algo, digamos, “country”, uma coisa meio Leandro&Leonardo. Só que o que lemos é a história de como ele, Aldomon, chegou a descobrir quem ele realmente é (ou diz ser): o comandante de uma nave mãe – a Unidade Prata (integrante da frota liderada pelo ser arcangélico Ashtar Sheran) – encarnado na Terra com o intuito de esclarecer os objetivos de tão improvável comando extraterrestre. Se minhas pretensões com meu livro tivessem alguma semelhança com o que ele faz ali, eu morreria de inveja. Porque o livro dele dá ou um puta filme de ficção científica ou um excelente mangá. (Aliás, pretendo adaptá-lo para roteiro.) O contraste entre sua morgação diurna – típica do adolescente sem rumo – e suas várias tarefas noturnas – em projeção astral e a bordo de naves e cyberarmaduras – é realmente digno de cinema. Ou de vídeo-game.

“Peraí, e o que ele diz é verdade?”

Bom, se fosse, ele seria quase um Neo (Matrix), só que sem a prepotência messiânica, já que afirma serem muitos os ETs infiltrados por aqui.

“Pô, cara, você não respondeu: é verdade ou não é?”

Vai saber…

Si hay gobierno…

yuri vieira (SSi), 4:56 pm
Filed under: escritores,Política

Ao maxsan@ que, após ler meu texto sobre o desarmamento civil, me pergunta – pelo que pude perceber, cheio de espanto – qual é afinal meu “posicionamento político”, devo dizer que hoje penso mais ou menos como o meu pai: seja de esquerda, seja de direita, “si hay gobierno, soy contra”. Mas atenção, isto não quer dizer que eu seja anarquista. Como Lao Tsé, acredito simplesmente que o melhor governo é aquele que menos aparece, aquele que menos enche o saco (o meu, de pentelhações, o dele, com nosso dinheiro). Aliás, sua única função é garantir a paz, nada além disso. Caridade é coisa do coração e deve ser exercida em primeira pessoa, por nós, narradores de nossas próprias vidas individuais e não em terceira pessoa – ou terceira via – pelo papai Estado. Já tenho um pai carnal e outro espiritual, não preciso de um político, uma vez que esse costuma tratar a seus supostos filhotes mais como o rústico dono da gata do que como a própria gata: afogando-os se são “demais”.

Acho que estes trechos de editoriais escritos pelo poeta Walt Whitman (em 1846/47) – citados por Gary M. Galles – resumem a parada:
(Continua…)

Calouro de medicina

yuri vieira, 8:17 am
Filed under: Avisos,Educação

Já que a Ana Lúcia (Natal-RN) me fez uma pergunta recorrente, respondo aqui: sim, o conto “A vingança de Piupiu” foi escrito antes do assassinato daquele calouro de medicina, durante um trote, em São Paulo. Só que nem de longe considero este um dos melhores contos do livro.

27/05/2002

As Cartas de Lewis

yuri vieira (SSi), 12:34 am
Filed under: escritores,Religião

Seguem as cartas do escritor C.S. Lewis prometidas na nota anterior. (Em ingrêis, mano.)

The following letters by C. S. Lewis were written to Sheldon Vanauken, who ultimately wrote the best-selling book A Severe Mercy. Mr. Vanauken asked Lewis for the right to use the letters in his booklet “Encounter with Light,” and Lewis gave permission. Mr. Vanauken subsequently put the letters in the public domain.
(Continua…)

26/05/2002

C.S.Lewis e Tolkien

yuri vieira, 10:30 pm
Filed under: escritores,Religião

Seguem os textos que prometi ao P. Paiva sobre o escritor C. S. Lewis, que foi professor em Oxford na mesma época que Tolkien, de quem ele foi amigo. O primeiro é um excerto da biografia dele, Lewis – em espanhol, desculpe – onde há a interessante informação de que Tolkien foi imprescindível para sua conversão ao cristianismo. (Pelo jeito é necessária muita imaginação – uma imaginação tolkiana – para acreditar que Deus experimentou a vida como “filho do homem”, como filho da humanidade. Mas, olhe lá, não pense que estou condicionando a fé à imaginação, pelo amor de Deus. Esta está muito aquém daquela.) Já os textos seguintes – em ingrêis – são cartas do Lewis a um outro escritor, tratando – digamos assim – do lugar da fé e da razão em nossa vida.
(Continua…)

24/05/2002

Quem nasceu primeiro: Deus ou o homem?

yuri vieira (SSi), 10:42 pm
Filed under: especulativas,Religião

Um leitor — que assina com o adorável pseudônimo de “Clô Aka” — me escreveu a respeito do texto Neste Natal, Solte Sua Imaginação, afirmando que, apesar de ser fã de literatura fantástica, acha uma sandice acreditar que o universo possa ter uma organização tão “humana” quanto aquele ali descrito. Ora, podemos dizer que essa questão não é senão uma espécie de antinomia, um antagonismo entre duas posições igualmente defensáveis: uma primeira afirmando que nós, ou melhor, nossa “humanidade” é que é semelhante à Divindade; outra que, como a do Clô Aka, acredita que essa suposta Divindade, com que tantos “desperdiçam sua fé”, é que é criada por nós à imagem e semelhança de nossas próprias imperfeições. Enquanto não houver provas concludentes para qualquer dos lados, o negócio é soltar a imaginação. Alguns preferem achar que o universo se parece mais a uma grande máquina que a um de nós, pobres mortais, ou à obra de um Deus. O filósofo Olavo de Carvalho — sempre imperdível — escreveu um ótimo texto sobre o tema: O homem-relógio. Não deixe de ler, amigo leitor de nome cheiroso.

Blog do Lima Barreto

yuri vieira, 12:28 pm
Filed under: cinema,Cotidiano,escritores,literatura

Outro dia assisti a um filme com o Antony Hopkins sobre o C.S.Lewis. Um filme de lágrimas, muitas lágrimas. Bem, o enredo dele não vem ao caso. mas é que agora, lendo um trecho do “diário íntimo” do Lima Barreto, lembrei de uma frase do filme: “lemos para não nos sentirmos sós“. Claro que reduzir a leitura a isto é um exagero. E hoje, lendo esse cara, penso no contrário: escrevemos para não nos sentirmos sós. O Lima Barreto fazia isto com toda certeza. Pelo menos em seu diário. O engraçado é como a solidão escrita de um faz companhia a outro. Leia abaixo:
(Continua…)

23/05/2002

Meu blog

yuri vieira (SSi), 6:46 pm
Filed under: este blog,Umbigo

Hesitei por muito tempo antes de iniciar meu próprio blog. Sim, pois não queria montar aqui um mero confessionário on line no qual meus parcos leitores não vissem senão o óbvio: que sou “apenas” um ser humano. (Talvez devesse acrescentar: um ser humano metido à besta, já que parece ser este o blogueiro típico.) Pois é, precisei antes definir uma linha, um alvo, sem ficar no banal do dia-a-dia. Afinal, as pessoas adoram comprar biografias só para descobrir, por exemplo, que Poe, além de “poedar”, também peidava (desculpe, não resisti); que Maupassant era, além de genial, um azarado que pirou graças à sífilis contraída muito provavelmente de uma prostituta (dizem as boas línguas que foi hereditária); que Freud desmaiava frescamente cada vez que se deparava ou com o porvir inexorável da própria morte, ou com a possível morte de seu legado; que Chaplin, em sua autobiografia, e talvez por trauma à pobreza passada, passa mais tempo falando de dinheiro que de sua família; que Chopin era, no dia-a-dia, a “esposa” da George Sand; que Henry Miller abandonou uma filhinha de três anos e só a reviu trinta anos depois; que Uccello largava na cama sua injuriada mulher para ficar suspirando diante de uma tela: “que coisa doce é a perspectiva!”; que Einstein, sem sofrer a mesma discriminação equívoca, era tão disléxico quanto George Bush jr; que Jimmi Hendrix foi paraquedista do exército e acreditava, para espanto dos integrantes de sua banda, que a ação norte-americana no Vietnã era legítima; que Albert Camus quase morreu de tédio em sua viagem pelo Brasil; que David Lynch guarda, sobre a lareira da sua casa, um vidrinho com o útero de uma amiga mergulhado em formol (eca!); que boa parte do tom rancoroso de Karl Marx, em “O Capital”, deve-se, segundo ele mesmo, aos doloridos furúnculos e carbúnculos que lhe infestavam a bunda; que Krishnamurti viveu um triângulo amoroso inusitado com um colaborador e a mulher deste; que certo “benfeitor” de Van Gogh usava seus quadros para tapar os buracos dum galinheiro; que Lima Barreto criou a Liga Brasileira Contra o Futebol e achava um absurdo a crença geral de que tal esporte “levaria longe o nome do Brasil”; que Goethe, para horror do pavio curto do Beethoven, inclinou-se reverentemente diante de Napoleão; que Mishima fazia protestos estudantis, não pintando a cara, mas o chão com suas próprias tripas; e, finalmente, que São Francisco de Assis, além de ser um grande homem, também peidava. Santamente.

Sim, é verdade, as pessoas amam descobrir as pequenezes alheias para se sentirem maiores por dentro. Querem rebaixar os grandes para elevarem-se a si mesmas. Mas eu… bem, não quero ser apenas um fofoqueiro de mim mesmo, não quero exibir minha mediocridade – ou pior, minha animalidade – para alcançar uma identificação rasteira com quem me lê. O que me atrai é o “fantástico”. (Não estou falando do programa da Globo não, engraçadinho.) Tampouco quis reunir um elenco de literatos viciados em Borges, Bioy Casares, Bulgakhov, Poe, Lovecraft, etc. para falar do “fantástico” de tabela. Prefiro ser direto, buscando as fontes, acreditando, como os antigos gregos, que se a Arte é um tipo de “cópia” (mímese) do mundo real, então vamos buscar o fantástico na realidade, sem fazer “cópia” da “cópia”, sem mimetizar, enquanto tema, as obras já consagradas.

E, claro, vezenquando não farei outra coisa senão falar e refalar de literatura, política, religião, arte, ciência, enfim, da realidade cotidiana, esse fluxo fantástico de tempo-espaço sobre um eixo eterno e transcendente: a Vida.

Seja o que Deus quiser!

Siron Franco e o MST

yuri vieira (SSi), 8:23 am
Filed under: Arte,plásticas,Política

Minha namorada conversou hoje com o Siron Franco e descobriu que o cara andava sumido porque estava em Caracas, passando uns dias com o grupo revolucionário que o seqüestrou. Só foi liberado após jurar que precisava retornar ao Brasil para terminar um trabalho que homenageará o MST. (O que, aliás, parece ser verdade.) Realmente, o cara foi esperto, afinal, não são todos farinha de manobra do mesmo saco vermelho?




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