Arquivo para a categoria "Política"




24/11/2002

De quem é o racismo?

yuri vieira (SSi), 10:06 am
Filed under: especulativas,Política

O PT está a fim de processar o (ex-petista) Anthony Garotinho por racismo, simplesmente porque o panaca disse que iria “desinfetar”, antes da posse de sua mulher, o escritório da Governadora Benedita da Silva. Isso é típico de fanáticos, sejam eles políticos ou religiosos: não há o menor traço de senso de humor, só querem saber de colocar mordaça nas pessoas. Afinal, o garoto não fez qualquer referência à raça da governadora. Será que o PT não sabe que é preciso desinfetar a cadeira onde qualquer político petista tenha se sentado? Seja ele branco, preto, amarelo, rosado ou anil? Será que eles acham que só se desinfeta as cadeiras de petistas negros? Então, de quem é o racismo afinal?

09/10/2002

Universos paralelos e eleições

yuri vieira (SSi), 10:50 am
Filed under: Ciência,Cotidiano,Política

Eu queria saber em que se baseia a afirmação de que a física ainda é uma ciência exata. Ora, veja este trecho de “O universo numa casca de noz“, do cerebral Stephen Hawking:

“Como o universo continua lançando dados para ver o que acontece depois, ele não tem uma única história, como se poderia pensar. Pelo contrário: o universo deve ter várias histórias possíveis, cada uma com sua própria probabilidade. Deve haver uma história do universo na qual Belize ganhou todas as medalhas de ouro dos Jogos Olímpicos, embora a probabilidade disso seja baixa.
(Continua…)

03/10/2002

Ainda sobre as eleições

yuri vieira (SSi), 9:23 am
Filed under: Humor,Política

É verdade, tenho preferido fazer brincadeiras a respeito da campanha e do bocó do Lula do que partir para a crítica direta. Percebi que as pessoas – até mesmo amigos – confundem uma visão fria e lúcida dos fatos com insensibilidade para com os excluídos e, quem diria, até mesmo com desamor. Como se o amor necessitasse da política para renovar o mundo. Como Krishnamurti, creio que “a revolução fundamental é revolucionar-se” e que “a única revolução real é o amor“. (E é claro que eu sei que Deus Pai é que é o amor.) Não entrarei na questão do porquê acho o Lula um completo farsante. Aliás, não apenas ele, mas todos os candidatos são péssimos, todos têm a semente do totalitarismo em suas almas. Ou partem de um populismo raso (Garotinho) ou vivem sob as asas do marxismo (Serra, Lula, Ciro, etc.). E o marxismo até hoje se diz “científico”, dono da verdade, mas – como já dizia o Jacques Bergier (um dos pais do realismo fantástico) – “o marxismo é tão científico quanto o lobo é avó“.

Enfim, se esse Lula for eleito – Deus nos livre! – vamos ver quanto tempo levará – e quantas merdas ele precisará fazer – para que seus equivocados eleitores se arrependam amargamente por tê-lo escolhido. Podem anotar o que digo…

PS.: Clique na imagem para ouvir o discurso do Lula…

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Atualização de 2010: eis o discurso…

19/09/2002

Si hay gobierno… – a missão

yuri vieira (SSi), 8:00 am
Filed under: Cotidiano,Economia,Política

Sim, soy contra. O governo me dá nos nervos. E não é por motivos ideológicos. É que essa gangue de mulocratas (burrocratas que empacam) já estão pisando demais nos meus calcanhares. Hoje, por exemplo, gastei um bom tempo com um fiscal da prefeitura, que veio até aqui dizer que o “parecer foi favorável”. Ele se referia a um trecho de 3m2 do qual supostamente teríamos nos apropriado e que, graças à boa vontade do governo do PT de Goiânia (para onde me “exilei”), poderíamos adquiri-lo em prestações absurdas. Ou seja, o município era favorável a que comprássemos os “5m2” de terreno público usurpado do povo. “5m2“?! Parecer favorável a eles, eu disse. Coisa mais ridícula, seo. Veja o desenho que fiz às pressas.
(Continua…)

05/09/2002

Criticando um crítico

yuri vieira (SSi), 3:59 pm
Filed under: cinema,especulativas,Política

Eugênio Bucci, em sua crítica ao filme Cidade de Deus (Jornal do Brasil-04/09), pega como mote o comentário do personagem Buscapé – “se o tráfico de drogas não fosse crime, o bandido Zé Pequeno seria o homem de visão do ano” – para com ele concluir que todo executivo, que todo empresário, enfim, que todo empreendimento capitalista é killer, é do mal. Ora, aquela afirmação corresponde a esta: se expressar preconceitos não fosse uma miopia mental, certos colunistas ganhariam o Prêmio Esso de jornalismo. E, no entanto, o fato de ele ser sim um colunista equivocado não atenta contra a profissão do jornalista em si mesma. Afinal, a maldade evidente do personagem Zé Pequeno nasce de sua motivação interior, ela já existia antes de que ele se tornasse um “negociante de drogas”. Querer excluir todo mercado, todo executivo, todo empresário da face da Terra, a partir desse raciocínio, seria o mesmo que banir todas as facas de todas as cozinhas apenas porque é possível cortar gargantas com elas. Capital é ferramenta.
(Continua…)

27/08/2002

A morte dos presidentes

yuri vieira (SSi), 2:44 am
Filed under: extraordinárias,livros,Política

O texto abaixo também foi retirado daquele meu livro de cabeceira da infância: “O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico” (Reader’s Digest).

Os assassínios dos presidentes Abraham Lincoln e John F. Kennedy estiveram ligados por uma espantosa série de coincidências.

Abraham Lincoln foi eleito pela primeira vez para o Congresso em 1846. O mesmo aconteceu a John Kennedy exactamente 100 anos depois. Lincoln foi eleito como 16.º presidente dos EUA no dia 6 de Novembro de 1860. Kennedy foi eleito como 35.º presidente a 8 de Novembro de 1960. Após a sua morte, sucederam a ambos homens do Sul com o nome de Johnson, respectivamente Andrew Johnson, nascido em 1808, e Lyndon Johnson, em 1908. John Wilkes Booth, o homem que matou Lincoln, nasceu em 1939, enquanto Lee Harvey Oswald, o assassino de Kennedy, nasceu em 1939. Eram ambos homens do Sul e foram abatidos a tiro antes de serem julgados.

Booth cometeu o seu crime num teatro e correu depois para um armazém. Oswald disparou contra Kennedy da janela de um armazém e refugiou-se num teatro.

No dia em que foi assassinado, Lincoln declarou a um guarda, William H. Crook: “Creio que há homens que me querem tirar a vida… E não tenho dúvida de que o farão. Se tem de ser feito, é impossível impedi-lo.”

E Kennedy, insuspeitadamente, disse a sua mulher, Jackie, e ao seu conselheiro pessoal, Ken O’Donnell: “Se alguém quiser realmente matar o presidente dos Estados Unidos, não lhe será muito difícl. Tudo o que tem a fazer é subir um dia a um edifício alto, com uma espingarda de mira telescópica, e nada poderá evitá-lo.”

Esse “dia” foi esse mesmo dia. Kennedy foi morto duas horas e meia depois.

Lincoln e Kennedy, ambos reconhecidos defensores dos direitos civis (embora o Lincoln fosse um totalitarista, digo eu, Yuri), foram mortos a uma sexta-feira, atingidos na nuca. As mulheres acompanhavam-nos.

Lincoln foi assassinado no Teatro Ford. Kennedy num automóvel fabricado pela Ford Motor Company – modelo Lincoln.

Outra infeliz coincidência é que Lincoln tinha um secretário de nome Kennedy, que o aconselhou a não ir ao teatro de Wasshington nesse dia fatal… E Kennedy tinha um secretário chamado Lincoln, que o desaconselhou fortemente de ir a Dallas.

[Ouvindo: Seven Steps to Heaven – Miles Davis]

23/08/2002

Quer ajudar? Então não atrapalha!

yuri vieira (SSi), 8:41 pm
Filed under: cinema,Economia,Política

Fim de semana passado, tive uma dessas discussõezinhas de bar com um amigo que trabalha no governo. Assunto: leis de incentivo ao Cinema. Ele me dizia que não tínhamos – eu e minha namorada, que é da Associação Brasileira de Documentaristas – por que reclamar dessas leis, uma vez que o papel delas é tão somente o de dar um empurrãozinho no Cinema, o de educar os empresários, fazendo-os perceber que apoiar a Cultura vale a pena. Meu Deus, eu dizia, como é que isso é possível? Se eu fosse empresário – e eu seria um empresário inteligente – e, sob o pretexto de me ensinar a apoiar a cultura do meu país, chegasse alguém com uma das seguintes propostas: a) reverter parte dos impostos da minha empresa para a produção do filme; ou b) dar uma grana do meu próprio bolso em troca de uma série de vantagens junto a regulamentos e/ou a tributos estatais X, eu abriria um bocão e diria: “guerapááááááá…” (Sabe, né, o guerapá daquele idiota da propaganda que ouvia “guerapá” ao invés do “Get up” do James Brown.) Ôrra, meu, além de o governo andar estrangulando cada dia mais o empresariado com mil impostos – daí a origem do desemprego -, ainda faz com que inocentes úteis, como eu, saiam por aí achando que é legítimo esse tipo de proposta indecente. Não seria mais fácil seqüestrar a esposa do cara, com permissão do governo, claro, e exigir como resgate que ele banque um filme? (Olhaí o argumento, já dá um roteiro.) Dito isto, meu amigo me pergunta, então, o que é que eu queria que o governo fizesse. Ora, em primeiro lugar o trabalho desses caras, desses empresários, não tem nada a ver com cinema, o negócio deles é sapato, rapadura, cuecas, camisinhas. O que a gente precisa é de gente nova, de gente que se tornasse empresário ao decidir se meter no babado, na produção de filmes. Para tanto o governo deveria fazer, não no mínimo mas no máximo, apenas o seguinte:
(Continua…)

05/06/2002

Crítica à mensagem anterior

yuri vieira (SSi), 11:15 pm
Filed under: cinema,Economia,Política

Meu amigo Daniel Christino – professor de filosofia com quem ainda mantenho construtivos “arranca-rabos” – me enviou uma crítica bem interessante a respeito do que falei sobre a lei 10.454. O que eu disse, apesar de escrito de supetão e com certas incorreções, pode se resumir nesta minha opinião: os capitalistas brasileiros – esses ocultos detentores da bufunfa – morrem de medo de arriscar sua grana em nosso cinema. Quando digo arriscar quero dizer isso mesmo: tentar obter lucro sob o risco de não consegui-lo. Não estou falando de filantropia, e muito menos extrapolei a área cinematográfica. Aliás, num país com impostos tão elevados como o nosso, qualquer empreendimento torna-se um risco elevado ao cubo em comparação com outros países onde a tributação é racional.

Também sei que o governo realmente gasta muito com publicidade. Aliás, uma ex-namorada minha de São Paulo – que trabalhou na campanha do Fernando Henrique – me contou como a produção do comercial sobre Itaipú teve de se virar com computação gráfica para aplicar “fios de alta tensão” nas nuas torres de transmissão filmadas, dias antes, numa tomada aérea. Tudo para mostrar aquilo que o governo havia… feito. Sim, o governo gasta muito com publicidade. Mas não são os únicos clientes.
(Continua…)

04/06/2002

Uma lei muy amiga…

yuri vieira (SSi), 11:00 pm
Filed under: cinema,Política

Eu, como roteirista, deveria achar uma maravilha a tal lei 10.454 recentemente sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Sim, pois além de a dita cuja elevar o teto da Lei do Audiovisual (de R$ 3 milhões para R$ 6 milhões) e da Lei Rouanet (vai para 95% do valor total aprovado), ainda estabelece um certo Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica), que irá taxar, com alíquota de 11%, as remessas ao Exterior de lucros com a exploração de obras cinematográficas e videofonográficas no Brasil. Claro que, não sem razão, muitas distribuidoras internacionais atuantes no País já estão apelando à Justiça. À primeira vista pode parecer justo querer dificultar o domínio desses blockbusters americanos sobre nossas imaginações. Mas quem vai ao cinema assistir a todos esses shows pirotécnicos de milhões de dólares não vai forçado. Vai porque quer, vai porque é livre para decidir o que fazer com seu dinheiro. (Aliás, fazer o quê se os americanos são bons para entreter? Resposta: entreter.)
(Continua…)

28/05/2002

Si hay gobierno…

yuri vieira (SSi), 4:56 pm
Filed under: escritores,Política

Ao maxsan@ que, após ler meu texto sobre o desarmamento civil, me pergunta – pelo que pude perceber, cheio de espanto – qual é afinal meu “posicionamento político”, devo dizer que hoje penso mais ou menos como o meu pai: seja de esquerda, seja de direita, “si hay gobierno, soy contra”. Mas atenção, isto não quer dizer que eu seja anarquista. Como Lao Tsé, acredito simplesmente que o melhor governo é aquele que menos aparece, aquele que menos enche o saco (o meu, de pentelhações, o dele, com nosso dinheiro). Aliás, sua única função é garantir a paz, nada além disso. Caridade é coisa do coração e deve ser exercida em primeira pessoa, por nós, narradores de nossas próprias vidas individuais e não em terceira pessoa – ou terceira via – pelo papai Estado. Já tenho um pai carnal e outro espiritual, não preciso de um político, uma vez que esse costuma tratar a seus supostos filhotes mais como o rústico dono da gata do que como a própria gata: afogando-os se são “demais”.

Acho que estes trechos de editoriais escritos pelo poeta Walt Whitman (em 1846/47) – citados por Gary M. Galles – resumem a parada:
(Continua…)

23/05/2002

Siron Franco e o MST

yuri vieira (SSi), 8:23 am
Filed under: Arte,plásticas,Política

Minha namorada conversou hoje com o Siron Franco e descobriu que o cara andava sumido porque estava em Caracas, passando uns dias com o grupo revolucionário que o seqüestrou. Só foi liberado após jurar que precisava retornar ao Brasil para terminar um trabalho que homenageará o MST. (O que, aliás, parece ser verdade.) Realmente, o cara foi esperto, afinal, não são todos farinha de manobra do mesmo saco vermelho?



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