blog do escritor yuri vieira e convidados...

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Um fotógrafo no MSN

O problema de conversar com fotógrafos profissionais pelo MSN é que eles não param de nos enviar fotos. Fica difícil de saber se estão prestando atenção ao que estamos dizendo. O mais chato é que algumas dessas fotos, em formato tif, chegam a ter 20Mb de tamanho!!

Second Life: Solte Sua Imaginação

Era esse o nome do Projeto do qual fiz parte anos atrás em São Paulo: Solte Sua Imaginação. Na verdade, não foi além de um site que dividi com o fotógrafo Dante Cruz e com o VJ Alexis Anastasiou, tendo cada qual uma página para apresentar suas próprias viagens pessoais. (Hoje é apenas o site do atual estúdio do Dante.) O Dante, obviamente, pretendia incluir mais um monte de artistas, músicos, cineastas, DJs, estilistas e escritores que pudessem dar asas às suas respectivas imaginações, gente que íamos conhecendo nas raves que frequentávamos. Mas o Projeto SSi não foi pra frente. Claro que tudo teria sido muito diferente se fôssemos programadores e não um bando de artistas. Porque, quando me lembro das conversas que eu tinha com o Dante, vejo que a realização de tudo o que ele sonhava então – liberdade, criatividade, interatividade, internacionalismo – se chama hoje Second Life. Ainda não é grande coisa – e para muitos pode não passar de um vício besta e de pura perda de tempo – mas essa tal “SL”, como se costuma dizer ali dentro, já está pirando a cabeça de aproximadamente 1.790.000 pessoas.

(Senhor, não me deixeis errar pelos caminhos perversos da minha imaginação…)

A imitação do Amanhecer

Depois da via crucis do Pedro com o Banco do Brasil, vamos a algo mais inspirador. Comprei “A imitação do amanhecer” do Bruno Tolentino. Entre uma e outra leitura teórica, é um bálsamo voltar à erudição sem pedantismos do Bruno. Poesia é um negócio doido. Tematicamente, o livro fala de Alexandria – aliás, a capa é muito bonita, desenhada a partir de uma gravura de Johann Bernhard Fischer von Erlach, toda em tons de cinza levemente azulado, com o nome do autor, em violeta, e o nome do livro, em preto, alinhados ao topo e à direita da página, margeados pelo imponente e mítico farol; obra da designer Paula Astiz. Mas do que fala mesmo a poesia???

A primeira milionária do Second Life

Acho que criarei uma empresa de consultoria para vender idéias que possam enriquecer qualquer um – menos eu mesmo. (Tudo começou em 1994, quando escrevi um argumento para longa-metragem de ficção que acabou aparecendo nas telas com o título… sim, Matrix! Claro, como eu morava no Brasil, não saiu do meu papel. Já aqueles irmãos Wachowski apenas pescaram a mesma idéia. Mas isso é outra história.) Bom, durante os últimos meses, aluguei os ouvidos das minhas duas irmãs arquitetas, repisando a idéia de que desenvolver projetos para o Second Life poderia lhes garantir muito mais dinheiro que seus projetos para o mundo real. Acharam graça. Pior para elas, porque a chinesa Anshe Chung – avatar de Ailin Graef – já faturou um milhão de dólares com projetos de arquitetura e paisagismo para esse mundinho virtual. Ela passou os últimos meses comprando terrenos “em branco”, criando paisagens naturais, cassinos, shopping centers, residências, clubs, prédios – tudo virtual, obviamente – e revendendo esses cenários para assinantes do Second Life. Ficou rica a espertinha. Já tem 25 funcionários e irá contratar outros 25. E este babaca aqui só sabe escrever…
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Conheça o Anshe Chung Studios e veja algumas de suas criações.

O mais violento filme brasileiro já feito?

A expectativa grande agora é com “Baixio das Bestas”, novo longa de Cláudio Assis, diretor do excelente “Amarelo Manga”, grande vencedor da recém-encerrada edição deste ano do prestigiado Festival de Brasília. “Baixio” levou os prêmios de melhor filme, melhor atriz, para Mariah Teixeira, melhor trilha sonora e melhor atriz coadjuvante, para Dira Paes (infelizmente, sempre que penso na Dira Paes, lembro-me da cena de Amarelo Manga em que ela curra o Jonas Bloch com uma escova de cabelo).

O filme é o “retrato de uma comunidade rural pernambucana, dominada por um avô mercenário que explora sexualmente uma neta de 16 anos, por prostitutas maltratadas e jovens de classe média alta de uma violência extrema”, segundo a Folha Online.

Vejam o que diz o site globo.com:

“ao longo de quase duas horas Baixio das Bestas reafirma a opção do diretor em fazer um cinema viceral, verdadeiro, muitas vezes brutal. No filme é apresentado um universo de criaturas esquecidas pela modernidade, desprovidas de moral e vítimas da miséria. Ali, violência e ignorância são as forças que movimentam o dia-a-dia de uma cidade paralisada pela decadente cultura latifundiária. É onde personagens como prostitutas, agroboys e exploradores dividem seus espaços.

Cabeça de Júri

Apesar da minha opinião, Antonia ganhou apenas um prêmio técnico – Direção de Fotografia para Jacob Sarmento – no II Festcine. O júri do festival dividiu bastante os prêmios, mas escolheu como melhor longa “Proibido Proibir”, de Jorge Durán, filme a que infelizmente não pude assistir. Outro longa bem premiado foi o já aclamado “O Céu de Suely”, de Karim Ainouz, que levou os prêmios de melhor direção e de melhor atriz, para Hermila Guedes. Na categoria “documentário”, o grande vencedor foi “Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro”, de Fabiano Maciel, que levou os prêmios de melhor longa, melhor direção e melhor fotografia.

Clique aqui para ver a lista completa dos filmes premiados no 2º Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia.

Antonia, o Filme

O melhor filme a que assisti no 2º Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia foi “Antonia”, da diretora Tata Amaral (“Um Céu de Estrelas”, “Através da Janela”).
O longa só estréia no circuito comercial em fevereiro, em função o fato de que, antes mesmo de seu lançamento, o produtor Fernando Meirelles emplacou um acordo com a Rede Globo para a série em cinco capítulos já em exibição às sextas-feiras.
Para quem está acompanhando na TV, o filme antecede os acontecimentos retratados na série televisiva e conta a história de quatro cantoras de rap da periferia de São Paulo e sua tentativa de emplacar seu grupo musical, que dá o título do filme, em meio a um cotidiano de violência, machismo e pobreza.

Almodóvar!

Quero colocar em dia as impressões sobre os últimos filmes vistos. A correria não tem deixado.
Começo pelo último. De longe, o mais impressionante deles: Volver, de Almodóvar. Ainda estou meio passado e digerindo a experiência, mas talvez realmente se trate, como disse o Fiume, do melhor filme do cineasta espanhol.
É impossível não babar o ovo do sujeito, um gênio do maior quilate. Como pode um diretor manter uma regularidade tão impressionante e parir filmes espetaculares pelo menos a cada outra produção? O pior que o sujeito faz é um filme “na média”, tipo “A Má Educação”, e que mesmo assim é uma cacetada no crânio.

Um conselho ao escritor iniciante

Acabo de receber mais um daqueles emails que sempre me fazem rir cada vez que chegam por aqui: um escritor iniciante me pedindo conselhos. Ora, não sou eu mesmo um escritor iniciante? Não publiquei apenas um livro? Que conselho poderia eu dar a quem quer que seja? Qualquer um pode conferir através das resenhas espalhadas pela imprensa e pelos cadernos literários: muitos escritores na casa dos 50 anos ainda são chamados de iniciantes, mesmo após terem publicado cinco ou seis livros. E isso simplesmente porque a literatura é a droga da arte mais difícil que existe, uma vez que, além de talento, também exige experiência de vida. Daí que, para acabar de vez com essa história, transmitirei o conselho que a Hilda Hilst, entre cômica e séria, me repetiu diversas vezes: “Você quer vencer como escritor? Então escreva em inglês, porque português, apesar de ser uma língua bonita, ninguém entende e quem entende não entende de mais porra nenhuma…”

É isso. 😛

O bate-papo desta semana

Quero apenas avisar que o podcast com o Olavo de Carvalho, gravado ontem, não será publicado antes do final da semana. Primeiro porque estou com um trabalho atrasadíssimo a entregar pra Cora Filmes. (Não me demita, Pedro!) Segundo porque, infelizmente, meu Windows XP é oficial, original, legalizado, o que significa que o sacana baixou e instalou as atualizações da semana passada que, por sua vez, entraram em conflito com meu programa de gravação e também com os de edição de som e vídeo, os quais tive de desinstalar. Ou seja, tá tudo muito enrolado por aqui.

Também continuo recebendo muitas perguntas direcionadas ao Olavo. Quero dizer que, apesar de curtir a repercussão do podcast, eu e o Olavo já havíamos combinado deixar o bate-papo sem amarras, correndo solto. Na única vez em que tentei lhe fazer as peguntas que encontrei previamente num fórum do Orkut, fiquei foi mais gaguejante e perdido do que de costume, já que, ao mesmo tempo que não via como interromper o fluxo impagável do seu raciocínio, também sentia que não devia ignorar as perguntas dos ouvintes, muito melhores do que as que sou capaz de fazer. Bom, aconteceu que não consegui fazer as perguntas e ainda perdi o fio da nossa conversa, percebendo, com isso, que só funciono mesmo é na base do improviso. E, aliás, essa é uma das razões pela qual o Olavo irá estrear sua rádio online no dia 4 de Dezembro: para responder a todas as perguntas que recebe por email. Além disso, ele poderá conversar ao vivo com até 5 pessoas ao mesmo tempo – via telefone, SkypeOut, etc. (Agradeçam ao Sílvio Grimaldo, foi ele quem apresentou o BlogTalkRadio ao Olavo.)

Enfim, espero que os ouvintes entendam minhas dificuldades e limitações.

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