O Garganta de Fogo

blog do escritor yuri vieira e convidados...

Natimorto?

Pelo visto, este relatório já nasce morto. Do Globo Online:

Indiciamento de ex-ministros dificulta aprovação de relatório da CPI dos Correios

Os crimes de cada um

Copiado do Blog do Noblat.

Abaixo, a relação dos principais pedidos de indiciamento feito pelo relatório final da CPI dos Correios:

“MARCOS VALÉRIO – falsidade ideológica, art. 299 do Código Penal; lavagem de dinheiro, art. 1º, V, da Lei nº 9.613, de 1998; tráfico de influência, art. 332 do Código Penal; corrupção ativa, art. 333 do Código Penal; supressão de documento, art. 305 do Código Penal; fraude processual, art. 347 do Código Penal; crimes contra a ordem tributária, arts. 1º e 2º da Lei nº 8.137, de 1990; peculato, art. 312 do Código Penal; atos de improbidade administrativa, arts. 9º, 10 e 11 da Lei nº 8.429, de 1992, e art. 89 da Lei 8.666, de 1993;

DELÚBIO SOARES – falsidade ideológica, art. 299 do Código Penal; lavagem de dinheiro, art. 1º, V, da Lei nº 9.613, de 1998; corrupção ativa, art. 333 do Código Penal; crime eleitoral, art. 350 do Código Eleitoral; e art. 89 da Lei 8.666, de 1993; peculato, art. 312 do Código Penal;

JOSÉ GENOINO – falsidade ideológica, art. 299 do Código Penal; corrupção ativa, art. 333 do Código Penal; crime eleitoral, art. 350 do Código Eleitoral;

SILVIO PEREIRA – tráfico de influência, art. 332 do Código Penal; crime do art. 90 da Lei nº 8.666, de 1993;

JOSÉ DIRCEU DE OLIVEIRA – corrupção ativa, art. 333 do Código Penal;

LUIZ GUSHIKEN – tráfico de influência, art. 332 do Código Penal; corrupção ativa, art. 333 do Código Penal; art. 89 da Lei nº 8.666, de 1993;

HENRIQUE PIZZOLATO – falsidade ideológica, art. 299 do Código Penal; lavagem de dinheiro, art. 1º, V, da Lei nº 9.613, de 1998; peculato, art. 312 do Código Penal, e art. 89 da Lei nº 8.666, de 1993;

CLAÚDIO ROBERTO MOURÃO DA SILVEIRA – crime eleitoral do art. 350 do Código Eleitoral;

EDUARDO BRANDÃO AZEREDO – crime eleitoral do art. 350 do Código Eleitoral.

CLÉSIO SOARES ANDRADE – crime eleitoral do art. 350 do Código Eleitoral.”

Liberdade?

Ele tem flertado com a mediocridade. Passeios no shopping, sexozinho nos fins de semana, e sono, muito sono. Logo estará vendo televisão. Tudo por causa de — vocês sabem — uma dessas mulheres de ancas largas e gestos delicados. Ela já sabe os nomes que vai dar aos filhos. Ele ainda quer escrever um livro. Mas alguma coisa no seu corpo, algo além da queda de cabelos, vai conciliando o futuro com uma gravata e uma carteira assinada. Os sonhos que restam vão morrendo a cada orgasmo. Aos poucos ele vai descobrindo que nunca quis ser livre. Queria apenas alguém com quem dividir a cela. As mesmas paredes que antes o oprimiam formam agora um refúgio contra a desordem cansativa do mundo. E desde que a doce morena permaneça ali dentro, desde que ela o envolva nos seus braços quentes e macios, desde que ela sorria brancura e morda prazer, aquele espaço exíguo não será mais uma prisão, mas simplesmente o seu lar. Para que ser livre, se a busca terminou? Uma mulher para dividir a cama, uma janela para olhar as estrelas, uma madrugada para escrever versos medíocres, eis a súbita descoberta: tudo isso é muito melhor que a liberdade.

De lupo et cane

Acalorada discussão tomou conta do fim-do-mundo nessas últimas semanas! “Você é contra ou a favor do microchip compulsório em todos os cachorros da Nova Zelândia?”, é a pergunta do momento!

Além das despesas enormes com comida, vacinas e veterinários, os donos de cachorros ainda desembolsam cerca de NZ$ 50,00 (uns 67 reais) anuais com a licença para seus “melhores amigos” (o sentido da expressão é quase literal por aqui!).

O problema começou depois que uma menina de sete anos foi violentamente atacada em 2003 e o Governo instituiu o uso compulsório de microchip para monitorar todos os cães da Nova Zelândia. Assim, todos os animais registrados a partir de julho deste ano deverão ser microchipados (desculpem-me, mas não resisti ao termo novo!), a um custo extra de NZ$45,00 (60 reais). Mas, tirando as sérias restrições observadas pelos representantes dos direitos dos animais, qual o problema disso?

Casoy defende o impeachment de Lula

Escrevi há algum tempo sobre o afastamento de Boris Casoy do Jornal da Record. (Aqui e aqui.) Agora ele foi à Folha de São Paulo defender o impeachment de Lula. (Apoiaaado! Apoiaaado! Apoiaaado!)

É UMA VERGONHA! por Boris Casoy (*)

Jamais o Brasil assistiu a tamanho descalabro de um governo. Quem se der ao trabalho de esmiuçar a história do país certamente constatará que nada semelhante havia ocorrido até a gestão do atual ocupante do Palácio do Planalto. Há, desde o tempo do Brasil colônia, um sem número de episódios graves de corrupção e de incompetência. Mas o nível alcançado pelo governo Lula é insuperável.

Não se trata de um ou de alguns focos de corrupção. Vai muito além. Exibe notável desprezo pelas liberdades e pela democracia. Manipula a máquina administrativa a seu bel-prazer, de modo a colocar o Estado a favor de sua inesgotável sanha de poder. Um exemplo mais recente é a ação grotesca contra um simples caseiro, transformado em investigado por dizer a verdade depois de ser submetido a uma ação de provocar náuseas em qualquer stalinista.

Não se investiga o ministro Palocci, acusado de freqüentar um “bunker” destinado a operar negócios escusos em Brasília e de ter mentido a respeito ao Congresso. Tenta-se, a qualquer preço, desqualificar a testemunha para encobrir o óbvio. E o desespero da empreitada conduziu a uma canhestra operação que agora o governo pretende encobrir, inclusive intimidando o caseiro.

Do presidente da República, sob a escusa pueril de dever muito a Palocci (talvez pela conquista do troféu dos juros mais altos do mundo e pelo crescimento ridículo do PIB), só se ouve a defesa pífia dos que não conseguem dissimular a culpa. A única providência das autoridades federais foi um simulacro de investigação, com a cumplicidade da Caixa Econômica Federal.

Todos os limites foram ultrapassados; não há como o Congresso postergar um processo de impeachment contra Lula. Ou melhor, a favor do Brasil.

Tecnologia brasileira (cuspe!)

Do Estadão:

O Brasil caiu seis posições e ficou em 52º lugar no ranking que mede a capacidade dos países em usar a tecnologia de informação para incentivar a competitividade global.

O Relatório Global de Tecnologia de Informação é elaborado anualmente há cinco anos pelo Forum Econômico Mundial (FEM), a organização que promove o encontro de Davos.

A pesquisa deste ano cobriu 115 países, e o Brasil perdeu posições pelo terceiro ano consecutivo. Em 2003, o país estava em 39º lugar.

A queda se deu, segundo o relatório, a um pior desempenho no que os técnicos chamam de ambiente de mercado.

Burocracia, tempo necessário para abrir um negócio, impostos muito altos, estrutura de regulamentação e independência judicial” foram os principais problemas, de acordo com Irene Mia, economista sênior de Competitividade Global do Fórum. (…)

Vale dizer também que o Brasil deve ser campeão internacional de exportação de inteligência, não apenas no campo da Tecnologia da Informação mas em todos os demais. Não encontrando um meio minimamente adequado para desenvolver projetos e tecnologias – vide bandidos do MST atacando a Aracruz – cientistas e técnicos acabam é escafedendo-se mesmo. No lugar deles não faria diferente.

Morreu Stanislaw Lem

Morreu o escritor Stanislaw Lem, autor de Solaris, adaptado para o cinema primeiro por Andrei Tarkovski e mais tarde por Steven Soderbergh. (Passei a bola pro Paulo, que leu Solaris, mas como ele não escreveu nada…)

Mundo da Mídia Impressa

Para ampliarmos nossas fontes e evitarmos chegar a citar o João Cléber, como vaticina a Jamila, o Newseum apresenta as primeiras páginas de centenas de jornais em todos os continentes e linka para todos eles. É possível fazer a busca através de um mapa que leva direto aos jornais do país que interessam. Muito bacana.

O astronauta brasileiro

Não vou entrar no mérito de ser ou não essa viagem para o espaço um gasto inútil, uma propaganda eleitoral ou coisas do gênero. Como disse em 1996, no conto Paralíticos e Desintegrados, pela boca dos personagens Mauro Austris e Roberto Eca

Eca(professoral): Esse extremo e avançado desenvolvimento tecnológico não é outra coisa senão uma característica da Cultura Ocidental. A técnica noutras culturas era desenvolvida para realizar uma função pré-determinada. Era mais uma das características daquela cultura. Mas a técnica, na Cultura Ocidental, é uma de suas maiores expressões.

Veja

A Veja deste fim de semana está tão engraçada. A revista, digamos, está se achando.

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