Quer ficar com mais raiva ainda? De Olho no Imposto.
Foi no Instituto de Artes da UnB – onde estudei Teoria, História e Crítica de Arte (uma habilitação que nem existe mais) – que conheci o trabalho do austríaco Gustav Klimt, um dos artistas mais representativos do Simbolismo e da Art Nouveau. Para mim, suas pinturas são poesia para os olhos. Clique nas miniaturas abaixo para ver algumas reproduções de seus quadros.
Este é um tributo ao músico Ali Farka Touré, que faleceu dia 7 deste mês. A gravação é de 1994 e foi feita na cidade de Niafunke, no Mali.
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[audio:http://www.archive.org/download/Ali_Farke_Toure_Tribute/AliFarkeToureTribute.mp3]
Fonte: Internet Archive e Afropop.
Alguém aí se lembra da banda Nau? Década de 80 pura. Não fez lá grande sucesso. Só lançaram um LP. Bolachão, claro. Mas eu até que ouvi. Até usava alguns trechos em programas de rádio na universidade, isto é, na Rádio Universitária. A vocalista era a Vange Leonel. Tô falando na banda porque um amigo me mandou um endereço com as músicas: Zique do Nau.
Acho que a que ficou mais “conhecida” era Corpo Vadio, um bom rock. No tal endereço, dá para ouvir todas as músicas do disco.

“(…)segundo Leonardo Attuch, autor do livro A CPI que Abalou o Brasil, Mino Carta recebeu R$ 2,5 milhões do Mensalão para sua revista Carta Capital , cujo petismo fiel e intransigente fica assim explicado. O dinheiro saiu por ordem direta de Luiz Gushiken. Attuch informa que uma lista extensiva de jornalistas ‘amiguinhos do governo’ está para vazar a qualquer momento. Que acontecerá a esses mensaleiros da mídia? O mesmo que aconteceu a seus oitocentos colegas subsidiados pela CUT em 1993. Nada. Continuarão posando de fiscais impolutos da moralidade alheia.”
Fonte: OdeC.
Tá na cara que é do Angeli (via RB):

Dizem que se um médium clarividente for colocado na sala do Lula é exatamente isso o que ele irá ver, mas com uma diferença: não dá pra distinguir o presidente dos demais.
Finalmente chegou aqui à província “Menina Santa”, segundo longa da badalada diretora argentina Lucrecia Martel. Almodóvar é dos que se impressionou com o talento demonstrado pela moça em “O Pântano”, seu filme de estréia. Tanto que tornou-se produtor executivo deste outro.
La Niña Santa não é um filme arrebatador. Ao contrário, impressiona e marca o espectador em sua sobriedade e na sutileza quase subliminar com que nos incomoda.
Pedro tem razão (clique aqui). Ponto Final é mesmo um dos melhores do Woody Allen.
O cinema é uma linguagem perfeita para “brincar” com o acaso (de cabeça, lembro de dois exemplos recentes: o quase bom Femme Fatale, de Brian De Palma, e o divertido Corra, Lola, Corra, do alemão Tom Tykwer). Mas é preciso que isso seja muito bem feito. E Allen o faz perfeitamente.
Na linha “mamãe, saí do armário”, inaugurada pelo Paulo aí embaixo, venho a público, um pouco avexado, fazer essa confissão. Também não sei muito bem o que fazer com isso. Que vexame geral ontem…
Nesse final de semana, conversei por um bom tempo com a Andréa Leão e o Paulo Paiva sobre Auster, DeLillo, Pynchon e seus romances noiados. Depois, em casa, reli o ótimo ensaio do Martim Vasques da Cunha, O Triunfo da paranóia. Foi a cereja daquela conversa. Em meio à sua análise sobre Pynchon, ele cita este trecho duma palestra de Eric Voegelin:
“A alienação e a paranóia não são apenas problemas individuais, mas eles dominam a cena contemporânea na forma de várias ideologias, que sempre tentam perseguir alguém, ou sentem-se perseguidas por alguém, ou ambos os casos. E foi nesta ocasião que eu me deparei com o problema da paranóia no sentido teorético, o que não havia ficado claro para mim antes, porque a paranóia é geralmente tratada pelos psicopatologistas. Mas isto não é um problema, uma vez que se você tem várias pessoas em um estado paranóico (em termos práticos), isto é mais do que o caso de um paciente com uma psicopatalogista. Há alguma estrutura fundamental da consciência envolvida nesta situação.

