blog do escritor yuri vieira e convidados...

Autor: yuri vieira Page 79 of 107

Somos sérios ou suicidas?

Trechos dum artigo de Thomas Sowell, traduzido por Antônio Emílio Angueth de Araújo, para o MSM:

Se você está velejando no Rio Niagara, há sinais que marcam o ponto a partir do qual ou você sai por uma das margens ou então corre o risco de ser tragado pela cachoeira. Com o Irã se movimentando em direção ao desenvolvimento de armas nucleares, estamos nos aproximando, perigosamente, do ponto crítico, sem volta, no cenário mundial.

(…)

O próprio governo iraniano está nos dando a mais clara evidência do que um Irã nuclearizado significará, com suas fanáticas e iradas declarações sobre varrer Israel da face da Terra. Não tenhais dúvida por quem o sino toca. Ele toca por vós.

Não é do Juca Chaves

Graças ao meu pai, ouço Juca Chaves desde criança. O que só aumenta minha vergonha diante da gafe que cometi para com ele. Recebi uma mp3 por email meses atrás – Cagar é bom -, dei muita risada da paródia ao João Gilberto e, sentindo que a voz poderia não ser do Juca, fiz uma rápida pesquisa na internet. O site Letras.mus.br, do portal Terra, me confirmou, pois, a “autenticidade”: a música era mesmo do Juca Chaves. Escrevi-lhe solicitando autorização para colocar aqui o mp3. E, hoje, cinco meses mais tarde, ele finalmente me responde – super delicado e atencioso – dizendo que a gravação não é dele, que não faz paródias, senão sátiras, e que não usa termos “assim tão chulos” em suas canções. Puts, eu podia dormir sem essa… É como elogiar um escritor que se admira há anos, diante dele, pelo romance dum outro. Pesquisando mais acuradamente, encontro ainda duas versões do autor: no site Mundo Bizarro, “Jactânsio Bazófio” afirma que a paródia é de Rogério Skylab. Mas, finalmente, descubro que é, sim, do Laert Sarrumor, do Língua de Trapo. Será que agora alguém me dará permissão para divulgá-la? (Ai, quanta frescura da minha parte!)

  • Ah, quer saber?, ouça e dê risadas!

(Qualquer problema aí, Laert, fale comigo e eu retiro a música do site, ok? Agora deixa eu voltar às Confissões de Santo Agostinho…)

P.S.: Recebi este email do Laert Sarrumor:

Voto nulo

Trecho da entrevista concedida por Ubiratan Iorio, presidente executivo do CIEEP (Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista), ao MSM:

MSM: Ano que vem teremos eleições. Há algum presidenciável em quem o senhor recomendaria publicamente o voto?

Iorio: Vou declarar algo que poderá chocar a muitos. Creio que a maior manifestação de democracia que um liberal brasileiro pode dar, já que todos os presidenciáveis são de esquerda, é anular o seu voto, uma vez que o mesmo é obrigatório.

MSM: Mas pregar a anulação do voto não é uma pregação contra a democracia?

Sawamu, o demolidor

Sawamu, o demolidorOutro dia, encontrei a música de abertura do animê Sawamu, o demolidor, que passou no início dos anos 80 aqui no Brasil. Quem morou em São Paulo nesta época, ou em alguma outra cidade que transmitia a TV Record, certamente se lembrará. Tratava-se da história do karateca Sawamu que, após ser surrado por um lutador de boxe tailandês, decide aprender essa nova modalidade. Eu curtia muito o desenho, tanto quanto um outro que marcou toda uma geração: A Princesa e o Cavaleiro.

(Veja a letra abaixo.)

Tecnologia e literatura

Eis uma declaração do escritor Kurt Vonnegut, citado por Pierre Assouline, no blog La république des livres, que certamente agradará ao Paulo Paiva, um fã declarado de ficção científica:

“Un roman qui exclut la technologie déforme la vie aussi affreusement que les Victoriens la dénaturaient en excluant le sexe.”
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“Um romance que exclui a tecnologia deforma a vida tão terrivelmente quanto os vitorianos a adulteravam ao excluir o sexo.”

Radio.Blog.Club

No Radio.Blog.Club é possível encontrar e ouvir, em streaming, diversas músicas. Caso se cadastre no site, você também poderá criar sua própria lista de músicas favoritas, evitando assim ter de voltar a buscá-las a cada nova visita. E ainda: há um programa disponível para download, que pode ser instalado em seu próprio site, criando ali um player linkado diretamente ao Radio.Blog.Club.

Pão em coreano

Assisti ao filme coreano citado pelo Pedro NovaesCasa Vazia, de Kim-ki Duk – ainda em São Paulo. Também gostei apesar da forçação de barra do final. (Nossa, sensação mais esquisita, acho que nunca havia escrito forçação na minha vida, imagine, uma palavra com dois c-cedilhas!) Na mesma semana em que o assisti, fui a uma festa com o Sunami Chun, diretor-presidente da Monkey Lan House. Lá, o Chun me apresentou “Marcelo”, assim entre aspas porque, na verdade, “Marcelo” era da Coréia do Sul e, depois de quase dois anos no Brasil, decidiu adotar um nome que, além de ser “sexy para as mulheres”, não fosse impronunciável por seus amigos brasileiros. Misturando português com um tanto de inglês (de Tarzã), conversamos longo tempo sobre seu país, seu cinema atual, sua história, a língua, a influência chinesa, japonesa, portuguesa e assim por diante. Porém, como neste exato momento estou com meu módulo baiano ativado, e por isso estou com uma preguiça de rachar o chão, me limitarei a descrever apenas alguns pontos desse papo. (Atenção, baianos, não estou sendo preconceituoso: realmente herdei alguns legítimos genes baianos dos meus avós paternos e, tanto como o Caymmi, sei do que falo.)

Capitalizar a pobreza

Parece que o melhor negócio, para o Brazil, é capitalizar a sua pobreza, seja ela mental ou material. Se enriquecendo nossas lindas idéias se acabam, enriquecer para quê? Depois de ver a propaganda dessa FavelaShop, no Adsense deste blog, passei a ter certeza disso. (Já havia o tal bar Favela em Paris, né, nenhuma novidade portanto.) Mas essas coisas se multiplicam mais e mais a cada dia. Acho que também abrirei uma loja em Londres, uma livraria, a Lula’s Books…


Homem de verdade

No blog do Lew Rockwell, Ryan W. McMaken cita este diálogo bem engraçado do sitcom Seinfeld:

“What is this? What are we doing? What in God’s name are we doing?”

“What?”

“Our lives! What kind of lives are these? We’re like children. We’re not men.”

“No we’re not. We’re not men.”

“We come up with all these stupid little reasons to break up with these women.”

“I know, I know! That’s what I do. That’s what I do!”

“Are we going to be sitting here when we’re sixty like two idiots?”

“We should be having dinner with our sons when we’re sixty.”

“We’re pathetic, you know that?”

“Yeah, like I don’t know that I’m pathetic.”

“Why can’t I be normal?”

“Yes! Me too! I want to be normal. Normal!”

“It would be nice to care about someone.”

“Yes! Yes! Care!”

Ah, esses domínios

Enquanto aqui no Brasil ficamos presenciando o nascimento de sites com domínios do tipo www.chatice.com.br, www.coisa-mais-aborrecida.org.br, www.zé-sem-imaginação.nome.br, lá fora os caras vão ampliando o leque de alternativas válidas internacionalmente, isto é, de domínios que podem ser registrados e usados inclusive por nós do terceiro bundo. (Confira no Go Daddy.)

Agora, por exemplo, há a extensão “.eu“, a qual não é de uso exclusivo de europeus. Quando vi a dita cuja fui correndo registrar o nome “fod”. Ficaria lindo: http://fod.eu

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